Direção

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Yo guys me desculpe pela demora e que eu realmente ando tendo uns bloqueios, então por favor tenham paciência.

Estamos entrando na reta final da fic 😿, então please não desista dela.

Chega de enrolação e boa leitura 😘

Pov Márcia

Sinceramente, tentar segurar um homem que tem quase 1,80 quando você tem um metro e meio é bem difícil, coloco o ruivo na cama que parecia que tinha entrado em coma. Tiro os sapatos do mesmo e ajeito ele melhor em sua cama.

Me sento na poltrona ao seu lado e digito o número de Inês em meu celular, seria muito incomodo se eu a ligasse agora? porém eu tenho que ligar para saber o que fazer com o ruivo. Desisto de começar uma briga interna comigo mesmo e resolvo ligar logo.

Um

dois

três toques

Deixo meu celular de lado e lá vai eu tentar acordar o ruivo para tirar aquela roupa molhada, obrigada Raíra por me dar mais trabalho.

- Fernando levanta coisinha, você tem que trocar de roupa. Falei sacudindo forte o ruivo

Ele parecia estar morto pois nem se movia, se não fosse sua respiração calma eu juraria que ele teria morrido quando o coloquei na cama.

- Porra gay não e possível, levanta você não e a bela adormecida! Gritei irritada vendo ele nem se quer mover um músculo

Reviro os olhos e procuro algo para acordar ele, percebo que enrolado em sua bandeira em cima da cômoda tinha um megafone me fazendo sorrir de forma travessa. Se isso não acordar o ruivo eu não sei o que vai mais.

- Acordar caralho!! Gritei vendo ele se levantar atordoado e cair com tudo no chão

Mesmo sabendo que ele poderia ter se machucado acabei rindo da situação do mais velho.

- Eu não acredito que você fez isso comigo, sua sapatoninha insuportável já sofri demais por tão pouco tempo. Reclamou ainda meio sonolento

- Para de graça, agora vai trocar de roupa antes que você durma de novo. Falei dando um beijo em sua bochecha e saindo do quarto

Me sento em seu sofá e fico olhando para o nada, eu já havia estado na casa de Nando antes inclusive sua casa era bem espaçosa me recordo dele reclamar algumas vezes de morar em um lugar tão espaço e tão sozinho.

Olho para frente e percebo que tinha uns porta retratos em meio aos seus funkos em seu rack escuro, chego mais perto e vejo que se tratava de fotos de Nando com Luca, eles eram felizes enquanto durou. O portugues me contou que seu caso com o meio romeno não era de hoje que se conheceram e uma de suas viagens a Europa no início da primeira revolução industrial, era um relacionamento repleto de idas e vindas mas eles sempre voltavam iguais dois imãs.

Eu não sei se ele conseguiu lidar tão bem com a perda, talvez seja a quantidade de anos que ele viveu as pessoas mais próximas que ele perdeu. Talvez tudo seja questão de se acostumar com o ciclo da vida.

- Porra! Escuto o grito do ruivo me tirou de meus devaneios

Coloco o porta retrato que tinha foto dos dois numa festa qualquer de carnaval e sigo para seu quarto às pressas. Era uma cena hilária se não fosse trágica, o mais velho estava no chão lutando contra a blusa regata que estava em sua cabeça mas pareciam desistir de terminar de colocar sua blusa e dormir no chão mesmo.

Levanto o mesmo e ajudo a colocar a regata que apenas sussurrou um obrigado e se deita novamente, seja o que for que aconteceu naquele lugar havia vários vergões em seus braços e roxos na região de seu pescoço dando a entender que ele foi sufocado por algo bem mais forte que ele. Cubro o mais velho com uma manta grossa que eu havia encontrado em seu armário já que ele deixando um beijo em sua testa, peguei as roupas molhadas do ruivo e coloquei em sua secadora.

O conto da meia noiteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora