Notas do Autor
Olá meus queridos, tudo bem com vocês?
Olha eu aqui passando não tão atrasada assim para honra e glória kkkkk... a Spin-off anda me atrasando mais do que eu gostaria então estou tentando outras formas de escrever e fazendo as revisões e modificações da Spin-off que vão apenas para o e-book.
Quem já leu o cap. de O Convite? Não Leu? Não conhece? Que tal dar uma passada por lá?! Semana que vem vai ter mais uma atualização.
Boa leitura a todos e muito obrigada pelo carinho, atenção... Fiquem seguros, se puder nada de sair de casa.
~***~
Capítulo 40 - Provações
"Após um dia incansável de viagem, Thalia fora recepcionada com muito respeito pelos Espartanos. Não sabia dizer exatamente o porquê... Se era pelo fato dela ser a sacerdotisa de Ártemis, por ser filha de Zeus, ou porque respeitavam os princípios da hospitalidade. Poderiam ser conhecidos pelas pontas de suas lanças, mas tinha de admitir que apesar de implacáveis os guerreiros sabiam bem como tratar aqueles que eram protegidos por seus patronos.
No dia seguinte a sacerdotisa fora guiada até o antigo templo da deusa da caça, era uma construção modesta se fosse comparada a alguns outros monumentos dedicados a sua senhora, ou até mesmo ao seu santuário em Brauro, contudo possuía sua singela beleza, algo que talvez tornasse o evento que se seguiria menos brutal. No recinto estavam presentes uma quantidade considerável de pessoas, a maioria eram oficiais de diversos escalões, porém também haviam familiares, escudeiros, mentores e até mesmo algumas mulheres.
Ártemis havia lhe instruído sobre o processo e tudo o que deveria fazer durante a cerimônia. Thalia assumiu o seu posto, estava trajando uma túnica em tom levemente prateado, não se recordava de quando havia vestido algo tão belo e delicado, combinava perfeitamente com o diadema que ostentava em sua cabeça, simbolizando o grau de importância que possuía naquela cerimônia. Em suas mãos havia uma antiga imagem de madeira que simbolizava a deusa selvagem, seu tom diferenciado pela tonalidade do sangue indicava a longevidade de sua utilização durante infindas primaveras.
Thalia fora acompanhada por dois oficiais que eram constantemente substituídos quando chegavam à exaustão, um a um os efebos no ardor de suas jovialidades, ensandecidos para serem colocados a prova, se posicionavam e resistiram o quanto podiam as chibatadas enérgicas... De vez em quando, o sangue respingava sobre a estátua em suas mãos, mas jamais sobre ela. Aquele era o sentido do ritual, derramar o sangue a favor da deusa guerreira que sempre trazia boas novas antes das batalhas.
O sol estava perto de se pôr quando enfim ela pode reconhecer a semideusa filha de Ares, aquela por quem veladamente sua amiga Annabeth pedira para que conseguisse informações. A postura era impecável, os cabelos castanhos em tom escuro lhe caiam próximo aos ombros - assim como o de outros aspirantes a guerreiros que passavam pela transição de jovens para adultos -, os olhos verdes intensos e penetrantes... Clarisse chamava a atenção em meio a aparência bruta presente na maioria de seus companheiros.
Os dois recém formados que lhe acompanharam soltaram o broche que prendia a parte superior do manto que a garota trajava, contudo a mesma não demonstrou qualquer constrangimento, sua feição impassível. Em qualquer outra parte da Grécia aquilo seria tratado como uma atitude inadequada e vulgar, mas não na Lacedemônia, todos os espartanos ali presentes lhe olhavam com respeito, não menos que isso, Clarisse era uma igual e como tal nenhum dos presentes arriscaria um olhar malicioso, isso seria simplesmente inaceitável. Entretanto, Thalia não era uma espartana... Tentou agir da mesma forma, afinal não era anormal aos seus olhos ver outras garotas desnudas – convivia em um santuário repleto de mulheres de diversas idades - mas Clarisse tinha uma constituição física diferente, mais atraente, ela nunca vira o deus da guerra antes, mas sabia que tais atributos deveriam ser advindos de sua parte divina.
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Fios do Destino
Fiksi PenggemarUma brincadeira de uma filha de Afrodite, alguns goles proibidos de vinho e uma comemoração pela restauração da paz do acampamento seriam motivos suficientes para unir uma filha de Ares e uma filha de Atena? Annabeth e Clarisse descobriram que em m...
