CAPÍTULO 7

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Segunda
10:00hrs

Thaís

te falar que ficar sem trabalhar é horrível, principalmente aqui na casa do meu pai.

se na casa da minha mãe não tem nada pra fazer, imagine aqui.

Rk: seus irmãos acordaram -falou descendo a escada- tem certeza que tá bem?

Thaís: tenho pai -falei sorrindo- relaxa, foi só um enjoo diário

Rk: tá bom -falou parando- vai ficar aqui até quando?

Thaís: acho que amanhã vou embora -falei e ele fez careta- tenho que ver minha casa, tudo certinho.

Rk: já disse que você pode ficar por aqui -falou cruzando os braços-

Thaís: e eu já disse que não quero ficar dependendo dos meus pais -falei me levantando- pai, eu sei o que eu quero da minha vida, arrumei um emprego, mas não posso começar agora, digamos que daqui a uns meses, mas arrumei .

Rk: enfermeira -falou e eu assenti- tenho orgulho de tu, mesmo com um cria não desistiu de nada que tava nos teus planos, aí sim

pisquei pra ele, o que fez ele rir, ele me abraçou e beijou o topo da minha cabeça.

ele saiu indo pro trabalho dele e eu subi pro quarto que eu tava, abri e vi a Mariana junto do Arthur, brigando por sinal.

Thaís: cansam nunca? -falei sentando na ponta da cama-

Arthur: depende -falou e eu neguei- vou jogar, qualquer coisa gritem

assenti e ele saiu do quarto, fiquei sozinha com a Mari que só me olhava.

Thaís: babados? -falei e ela riu- fale ai parceira

Mari: acho que tô gostando de um menino -falou e eu assenti- mas eu não quero

Thaís: sentimentos a gente não pode mandar ou desmandar -falei e ela assentiu- se você acha que está ou realmente está, era pra acontecer agora, quando não for, não irá, é questão de tempo gatinha

Mari: o kant -falou e eu ri- não tô gostando dele, mas ele é como um exemplo, ele parece gostar se você, e você ta nem ai pra ele

ela riu e eu ri junto, neguei com a cabeça e ela deitou no meu colo.

Mari: ele gosta de você -falou e eu neguei- gosta sim, quem é o vagabundos que todo final de semana chama alguém pra ir comer? -falou levantando- comversa com ele e pergunte, to mentindo em nada

Thaís: não me sinto bem com homens igual antes -falei e ela assentiu- mas ele está sendo diferente, confesso que tá sendo legal, mas por amizade.

ela fez carete e eu baguncei os cabelos dela, ficamos conversando sobre o tal garoto que ela estava gostando e tudo me pareceu uma paixão de adolescente.

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