CAPÍTULO 52

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Terça
16:05hrs

Sr

Tava na boca, tem fazer nada, tinha feito tudo que era pra fazer hoje, então tava tranquila.

Ph: namoral -falou abrindo a porta, mas deu nem tempo de ver ele.

Tava jogando a cadeira pra trás, tenho essas manias , e uma delas, o ph sempre entra aqui me assustando.

Senti a cadeira bater contra o chão e meu corpo cair em seguida, fiquei deitada no chão, enquanto tava tudo em silêncio.

Ph: tá de boa aí? -falou vindo pra perto- caralho, foi mal

Sr: entra assim não -falei e ele me olhou, de cima da mesa- real mesmo

Ph: desculpa -falou prendendo o riso- levanta ai

Ele me ajudou a levantar, e eu coloquei a cadeira no lugar, me sentando nela.

Ph: os cara, sabe fazer nada direito -falou sentando no sofá- a pessoa ensina os bagulho e eles fica olhando pra as mulher na rua, vou deixar morrer tudinho também

Sr: muito estresse -falei colocando o pé na mesa e ele me olhou- fiquei de boa, a gente vai conseguir uns moleque melhor

Ph: eles tem medo de colocar os melhores aqui, por achar que você é fraca -falou me olhando- mas tu tomou dois tiro e tá aí, fugiu do hospital , tava de cuidando em casa e não morreu, é foda mano.

Sr: eu não ia ficar lá -falei o óbvio- também faz umas duas semanas isso já, tá bem de boa, se alguma hora ele abrir, eu fecho essa porra sozinha.

Ele ia falar alguma coisa, mas foi interrompido, pelos fogos de artifício.

Olhei pra porta e ela abriu, os menor disse que o irmão do tubarão tava subindo.

Segunda vez que esse filha da puta tenta subir aqui, matei metade dos dele, e ele ainda continua vindo aqui.

Me levantei estressada já, peguei meu fuzil e fui pra frente da boca, ele tava subindo em um carro e atirando pra cima.

Mandei os menor ir pra cima da laje e atirar quando eu mandar, queria esse filho da puta vivo, ele ia dar uma grana do caralho.

Me abaixei na frente do mini muro que tinha ali e recarregue meu fuzil, subi pra mirar nele e ele tava rindo, arrombado do caralho.

Sr: atirem quando eu mandar nessa porra, quem matar ele , vai ter a pior morte do mundo -falei pelo rádio-

Voltei a mirar nele e ouvi uns tiros, sorri quando vi o carro que ele estava parar e vi os pneu baixo.

Ouvi um barulho vindo da escada e me abaixei, atrás da cadeira, mirei pra entrada da laje e quando ia atirar, o ph mirou em mim.

Sr: que susto arrombado -falei abaixando a arma- abaixa essa porra aí

Ph: porque você nunca me espera -falou abaixando a arma- tu levar um tiro na cabeça, tu vai pro hospital, parceira

Sr: cala boca -falei e ele riu.

Ph: vai dar a cara pro teu tio não? -falou rindo e eu fechei a cara- ele tá atrás de tu, parece que é obcecado

Sr: a minha cabeça e a dele vale ouro pra polícia -falei me ajeitando- e eu tenho certeza que não é a minha que vai pra eles.

Me levantei virando pro carro dele e atirei pra cima, atraindo a atenção deles.

Sr: que prazer ter você no meu morro -gritei sorrindo- quer um café?

Correia: eu quero você, mas já que é só o café que tá disponível -gritou sorrindo.

Sr: pena que eu não estou em uma das suas escolhas -falei me encostando no muro- cuidado, qualquer movimento brusco, é um tiro em cada homem seu

Ele ficou me olhando e eu sabia que era puro ódio, ele nunca gostou de mim, não seria agora que iria gostar.

Correia: fiquei sabendo que fez aliança -falou colocando a arma em cima do carro- não sabia que você era tão burra assim

Sr: acho que o burro é você, por achar que eu não vou conseguir o que eu quero -falei sorrindo- mas enfim, se você não quer mais prejuízo com seus homens, acho melhor você descer pro seu morro, agora andando, acho que seu carro não colabora.

Fiquei encarando ele, era sempre assim, ele vinha aqui so pra fazer show, nunca vinha pra trocar tiro de verdade.

Por isso foi expulso daqui, acho muito pouco o que o tubarão fez com ele, espero que ele esteja feliz contando isso pra pessoas do mesmo tipo que o dele.

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