CAPÍTULO 54

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Quarta
19:01hrs

Ester

Desci do ônibus e fui andando , em direção ao morro.

Tinha acabado de largar do curso, tava tudo muito doido.

Parei em frente aquela ladeira enorme, e optei em ir pela escadaria, vai que eu cansasse e quisesse sentar.

Fui subindo e parei na frente da praça, tava um carro de som, com o som alto pra porra.

Enquanto isso tinha uns marmanjos em volta , junto de umas meninas dançando.

Sério, não sei se elas trabalham, estudam ou algo assim, mas acho isso tão feio pra cara delas.

De longe vi o guilherme, digamos que ele era meu melhor amigo, na escola, em tudo.

Ele me viu e veio até mim, com uma lata de cerveja na mão.

Ester: que nojo -falei fazendo careta

Gui: po esterzinha -falou me abraçando- quer que eu te leve pra casa? tá de noite já

Ester: pode ficar tranquilo, eu sei me cuidar -falei me soltando dele.

Gui: tá com o presente que eu te dei? -falou e eu sorri assentindo.

Ele tinha me dado um brinquedinho de choque, chamo ele assim toda vez, ele diz que parece algo de pornografia.

Gui: jae, vai direto pra casa, para el lugar nenhum não -falou beijando minha cabeça.

Apenas assenti, não rendendo assunto, já que ele estava bêbado.

Fui direto pra casa e vi que meu pai tava no bar ainda, mandei beijo pra ele e abri o portão de casa.

Fechei ele , e fui subindo as escadas que tinha ali, abri a porta e fui direto pro meu quarto.

Coloquei minha bolsa em cima da cama e fui tomar meu banho.

Cursei medicina por dois anos, mas desisti quando me interessei por direito.

Estou em uma faculdade boa, na minha opinião, concorrendo a uma bolsa fora do país e é isso que que realmente quero.

Vou começar minha vida fora daqui, dar um futuro bom pra mim e uma vida boa, pro meu pai.

Claro que sendo médica, eu iria ter isso também, mas advogada é uma coisa que me interessa bem mais.

A lista de pessoas que iria ganhar a bolsa, sai no próximo mês, depois dessas provas finais.

Que no caso, são essas que eu tô fazendo, até sexta feira.

Se eu conseguir, vou começar a meio que morar lá, posso vir visitar o Brasil e eles vão pagar a passagem , mas tenho que voltar na hora certa.

Então eu só aceitei, meu pai ficou triste pela possibilidade dele não me ver por uns anos e isso me abalou também.

Mas ele entendeu que é meu sonho e que isso é o que eu quero para o meu futuro.

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