CAPÍTULO 30

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Sábado
15:00hrs

Mariana

tava deitada na rede do quintal, enquanto os bonitos traziam as coisas lá de dentro, pra fora.

Mt: eu tô com preguiça vei -falou deitando na minha perna- quero dormi, namoral

Mari: sua irmã veio de onde? -falei me ajeitando e sentindo ele deitar a cabeça na minha barriga-

Mt: sei lá, ela só ligou e me mandou buscar ela -falou fazendo carinho na minha perna- ela é gente boa demais, saiu daqui pra ir atrás dos sonhos dela, hoje em dia ela tá de bem com a vida, ela até descobriu que gosta de muié

Mari: eu sinto saudade de uma companhia feminina, depois que a lavinia nasceu minha irmã se mantém ocupada e tal -falei alisando o cabelo dele- mas sei lá

vi minha mãe vindo até a gente e ri, com a cara dela.

Lorena: lindos , a minha amiga tá vindo, finge que gosta da filha dela pelo menos Mari -falou e eu revirei os olhos- se quiser debochar pode, mas na frente da mãe dela não, vai que ela vai falar mal de mim ou de você por aí

Mari: ela é uma rica , metida a besta -falei e ela assentiu- ela tava atrás atrás arthur na escola, ele sempre dava perdido nela, coitada

Mt: e tá errado é? -falou e eu ri-

ouvi um barulho vindo da porta e fiquei olhando pra entrada de casa, meu pai passou ali com meu tio, a mulher dele e minha prima.

Mari: Juli -gritei e ela me olhou-

ela veio correndo até mim e se jogou , me agarrando.

a saudade que eu tava dessa mulher era incomparável, anos sem se ver de verdade.

ela era mais nova que eu, mas era muito legal, eu adorava ela de verdade.

ela era a minha prima mais próxima, e única que eu considero.

Juli: caralho vei, que saudade de vocês -falou me soltando- teu macho?

Mt: fala isso não -falou e eu olhei pra ele- eu sou muito bonito pra ela

Juli: é bonitinho sim -falou e eu ri

Mari: cuidado, juli não acha nenhum garoto bonito -falei e ele riu-

ele se levantou e foi pra perto do meu irmão, ela se sentou do meu lado e a gente ficou conversando sobre altas coisas.

principalmente como foi morar uns anos fora do Brasil, ela disse que veio pra ficar e tava morrendo de saudade de tudo por aqui.

disse que se puder, ela nem vai mais embora.

Juli: me assumi pra meus pais -falou e eu olhei pra ela- minha mãe disse que era um alívio, falou que homem não presta e eu to mais que certa, e meu pai escutando tudo que ela falava e querendo rir.

Mari: tio falou o que? -falei e ela riu-

Juli: ele disse que prefere eu com mulher também, disse que homens são um perigo -falou passando a mão no cabelo- disse que me apoiaria em tudo e não iria deixar nada me faltar.

vi o mt voltando e eu ri da cara dele.

Mt: teu pai tem um irmão gêmeo e tu não me fala nada -falou sentando no chão- eu fui falar com o maluco achando que era teu pai vei

Mari: deixa o cara -falei e olhei pra juli- uma amiga da minha mãe vai vir aqui, a filha dela é meio enjoada, se ela falar merda, nem liga

Juli: to de boa -falou olhando pro lado- quem é aquela?

Mt: minha irmã -falou olhando pra juli- ela curte muié, cuidado se ela te tarar aí

Juli: eu curto a mesma fruta que ela -falou e ele me olhou-

Mt: coitado dos homens que restam -falou levantando- vou tomar banho

Mari: tô sentindo a catinga daqui -falei e ele bateu na minha cabeça-

quando ele ia passando eu vi a amiga da minha mãe, e atrás a filha dela que ficou olhando pro mt.

ela era meio sei lá, mesmo estudando no mesmo colégio, mesma sala, nunca fui com a cara dela.

ela me viu e veio na minha direção.

Lorrany: quem era aquele -falou e eu sorri- oi, Lorrany, prazer

Juli: legal -falou olhando pra menina- vou arrumar o que fazer

ela saiu e eu prendi o riso, fiquei olhando pra lorrany enquanto ela olhava a festa.

Mari: aproveita aí lorrany -falei me levantando e indo pra dentro-

ela não me descia desde o dia que ela falou merda de mim, sendo que eu não fiz porra nenhuma.

então eu prefiro ficar afastada do que ser acusada por coisas que não ocorreram.

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Julianne Machado Araújo, 17 anos

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Julianne Machado Araújo, 17 anos

Lorrany Bittencourt, 17 anos

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