Sexta
10:00hrs
dois meses depois...
Thaís
lá estávamos nós, eu com meus oito meses, cheia de dores e parecendo uma bola.
eu realmente tava me sentindo uma bola, Lavínia ficou meio chatinha por um mês mais ou menos.
digamos que ela parou de mexer e eu fiquei super preocupada, mas o médico disse que era normal e eu não precisava me preocupar.
mas isso ficou por mais ou menos um mês, ai sim eu fiquei meio assim, eu tentava falar com ela e nada.
kauan, a gente não se fala muito, depois daquela treta toda, meu pai deu mais trabalho pra ele e o coitado só reclama.
enquanto eu fico rindo, por que é a única coisa que eu faço.
ouvi a campanhia tocar e levantei pra abrir, abri a porta e vi o kauan.
Kant: trouxe presente -falou levantando as sacolas- desculpa não te mandar mensagem, branca
Thaís: e veio me bajular com presentes? -falei cruzando os braços-
Kant: quebre essa vá -falou beijando minha testa- teu pai depois daquilo, ficou mais chato do que era, eu e os moleque que aguente ele
Thaís: aqui, todo mundo mudou -falei e ele fez careta- minha mãe continua no processo, arthur não fala com quase ninguém, Mariana não para de chorar e eu não sei o que fazer
Kant: mas foi mancada do teu pai mermo -falou e eu assenti- ele colocou a dona pra fora de casa, não sei se foi pra sempre, mas sei lá
Thaís: para de ser Maria fifi -falei e ele riu-
Kant: po, to trazendo as coisas mo boa, mo atualizada e tu fala isso? -falou colocando as coisa em cima do sofá- mancada em
Thaís: e é? -falei enquanto ele vinha mais pra perto- todo dramático
ele riu e veio mais pra perto, ele segurou minha cintura e me deu um selinho.
digamos que meus traumas tinham passado, e ele me ajudou demais.
senti uma dor e me afastei um pouco dele, ele não soltou minha cintura e me olhou.
Kant: tá com dor de novo? -falou e eu assenti- vamo no médico, tu sentir dor, eu não vou saber o que fazer
Thaís: relaxa -falei me sentando-
ele continuou me olhando e eu ri
Thaís: pega as coisas lá -falei e ele soltou minha mão devagar-
ele foi no meu quarto e eu fiquei massageando minha barriga, depois de um tempo ele voltou e me ajudou a descer pra portaria.
chegando lá, eu pedi pro porteiro chamar um uber , nessa hora a dor começou a aumentar e nem deu.
tentei aguentar o máximo, até que o uber chegou e eu falei o destino pra ele.
o kauan pagou e me ajudou a entrar, trouxeram uma cadeira de rodas pra mim e eu nisso eu tava no epice da dor já.
só lembro que entrei em uma sala, e as enfermeiras me colocaram deitada.
depois disso apaguei total.
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Caminhos Indifirentes
Fanfictionvocê disse que era pra sempre, e hoje eu caminho sozinha.
