CAPÍTULO 11

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Sexta
10:00hrs
dois meses depois...

Thaís

lá estávamos nós, eu com meus oito meses, cheia de dores e parecendo uma bola.

eu realmente tava me sentindo uma bola, Lavínia ficou meio chatinha por um mês mais ou menos.

digamos que ela parou de mexer e eu fiquei super preocupada, mas o médico disse que era normal e eu não precisava me preocupar.

mas isso ficou por mais ou menos um mês, ai sim eu fiquei meio assim, eu tentava falar com ela e nada.

kauan, a gente não se fala muito, depois daquela treta toda, meu pai deu mais trabalho pra ele e o coitado só reclama.

enquanto eu fico rindo, por que é a única coisa que eu faço.

ouvi a campanhia tocar e levantei pra abrir, abri a porta e vi o kauan.

Kant: trouxe presente -falou levantando as sacolas- desculpa não te mandar mensagem, branca

Thaís:  e veio me bajular com presentes? -falei cruzando os braços-

Kant: quebre essa vá -falou beijando minha testa- teu pai depois daquilo, ficou mais chato do que era, eu e os moleque que aguente ele

Thaís: aqui, todo mundo mudou -falei e ele fez careta- minha mãe continua no processo, arthur não fala com quase ninguém, Mariana não para de chorar e eu não sei o que fazer

Kant: mas foi mancada do teu pai mermo -falou e eu assenti- ele colocou a dona pra fora de casa, não sei se foi pra sempre, mas sei lá

Thaís: para de ser Maria fifi -falei e ele riu-

Kant: po, to trazendo as coisas mo boa, mo atualizada e tu fala isso? -falou colocando as coisa em cima do sofá- mancada em

Thaís: e é? -falei enquanto ele vinha mais pra perto- todo dramático

ele riu e veio mais pra perto, ele segurou minha cintura e me deu um selinho.

digamos que meus traumas tinham passado, e ele me ajudou demais.

senti uma dor e me afastei um pouco dele, ele não soltou minha cintura e me olhou.

Kant: tá com dor de novo? -falou e eu assenti- vamo no médico, tu sentir dor, eu não vou saber o que fazer

Thaís: relaxa -falei me sentando-

ele continuou me olhando e eu ri

Thaís: pega as coisas lá -falei e ele soltou minha mão devagar-

ele foi no meu quarto e eu fiquei massageando minha barriga, depois de um tempo ele voltou e me ajudou a descer pra portaria.

chegando lá, eu pedi pro porteiro chamar um uber , nessa hora a dor começou a aumentar e nem deu.

tentei aguentar o máximo, até que o uber chegou e eu falei o destino pra ele.

o kauan pagou e me ajudou a entrar, trouxeram uma cadeira de rodas pra mim e eu nisso eu tava no epice da dor já.

só lembro que entrei em uma sala, e as enfermeiras me colocaram deitada.

depois disso apaguei total.

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