Terça
12:35hrs
Mariana
tava chegando da escolha em pleno sol de quarenta graus, sinceramente, não aguento mais.
hoje tive que vir na casa do meu pai, pra ajudar ele em uns negócios e pegar umas coisas.
ele tava meio distante da gente, mas nada que a gente pudesse reclamar, ele sempre que pode, tá com a gente.
ele depois que terminou com a mina lá, ele entrou mais de cabeça nas coisa que ele trabalha.
ele se mantém ocupado pra não pensar demais e acabar explodindo.
tive que esperar os cara me liberar pra subir, parece que nenhum me conhece, uma pura palhaçada.
- qual foi? -falou e eu virei olhando pro macho-
Mariana: quero subir -falei e ele me olhou- sou filha do rk, me deixa subir ou eu te capo
- se ligue ai minha irmã -falou vindo mais pra perto- nada de estresse, tá ligado?
Mariana: problema teu parceiro -falei passando por ele-
subi pra casa do meu pai, ele nem em casa tava, mas entrei mesmo assim.
sempre tinha uma chave reserva, ele sempre deixava caso a gente quisesse vir pra cá.
deixei minha bolsa no sofá e fui pra cozinha, eu nem tinha almoçado, provavelmente não tinha nada por aqui.
e realmente não tinha.
fui pro quarto dele e abri a gaveta, vendo uma das carteira dele, ele sempre deixava umas com pouco dinheiro.
nada que não me deixe satisfeita.
peguei cinquenta reais que tava dentro de uma e sai, fui pra o bar mais próximo e me sentei no balcão.
- menina mariana -falou e eu olhei pra frente
Mariana: boa tarde, seu Carlos -falei sorrindo- como vai o senhor?
Carlos: vou bem, que alguma coisa? -falou limpando a bancada-
Mariana: ainda vende aquele almoço? -falei e ele assentiu- pois quero um daquele, com refrigerante de um litro
ele assentiu e eu me sentei na mesa, fiquei mexendo no meu celular, enquanto minha comida não chegava.
logo uma menina trouxe ela e eu sorri, agradecendo, comi ali na maior paz do mundo.
sinceramente, o comer de seu Carlos era o melhor do morro, de verdade.
olhei pra frente vendo o mesmo cara da entrada, conversando com um cara, parecia uma briga, mas tudo bem.
continuei comendo, e quando terminei paguei, pegando o resto do meu refrigerante, peguei o que sobrou e ia saindo.
na hora ouvi o povo gritando e o menino em cima do outro, dando vários murros e tudo mais.
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Caminhos Indifirentes
Fiksi Penggemarvocê disse que era pra sempre, e hoje eu caminho sozinha.
