Domingo
20:23hrs
Rk
terminei de tomar banho e coloquei logo a roupa.
a outra decidiu uma reunião do nada e convocou todo mundo da facção, os parentes e tudo mais, entendi caralho nenhum.
eu até falei que não ia levar porra nenhuma, mas ela disse que era obrigatório e a porra toda.
Mari: olha -falou entrando no quarto- matheus me pediu em namoro
Rk: ele falou comigo -falei olhando pro anel dela- espero que você esteja feliz
Mari: eu tô, muito -falou e eu sorri- você tá bem?
Rk: tô, só quero que esses bagulho acabe logo -falei arrumando a gravata- eai?
Mari: de terno, então a reunião vai ser séria -murmurou e eu assenti- fica sem a gravata , fica mais sua cara
tirei a gravata e olhei no espelho, realmente tinha ficado melhor.
passei perfume e fui descendo com a Mariana, ela tava com um vestido preto, meio longo.
Mt: se eu soubesse que era um bagulho social, eu iria vir mais bonito -falou e eu olhei pra ele- tá bonito em sogrão
Fiquei olhando pra cara dele, cada ideia que esse moleque tem, mas nem me surpreende mais.
Rk: cadê o arthur? -falei olhando a hora no relógio-
Mari: tá vindo -falou olhando o celular.
depois de um tempo ele veio e tava os três de terno, era meio que uma regra da mulher lá, fazer o que né.
Foi geral no meu carro, nem demorou muito por ser perto da minha casa.
Cheguei lá e tinha vários carros na rua, a quadra era no final da rua, então tava quase fechando ela.
Mt: quero saber como vão sair daqui depois -falou batendo a porta do carro-
entrei com eles e era igual a porra de um baile, mas formal, na parte de baixo provavelmente era os familiares dos membros da facção e no camarote, os membros.
deixei eles na parte de baixo e subi lá pra cima, vi a sara na grade, olhando lá pra baixo e tomando algo no copo.
Sr: chegou quem a gente mais esperava -falou meio alto, por conta do som- seja bem vindo, senhor Rk
balancei a cabeça pra ela e peguei um copo de whisky, virei tudo de uma vez, precisava encher a cara pra aturar aquilo tudo.
[...]
Rk: não sabia que fazia parte da facção ainda -murmurei olhando lá pra baixo-
Lipe: nunca deixei de fazer parte, cresci nisso e não vou sair tão fácil -falou e eu assenti- Lorena já voltou?
Rk: não sei, não tô com ela pra saber do que ela faz -falei e ele respirou fundo- foda é isso, tu nem mora mais no bagulho, não participou de porra nenhuma e tá aqui
Lipe: para de brigar por causa disso caralho -gritou- parece que tudo isso consumiu você, todo mundo.
fiquei olhando pra Mariana , que parecia se divertir com o Mt.
Rk: isso tudo aqui pra que ? -murmurei olhando pra ele- pra ela dizer o que ela acha sobre alguma coisa e a gente não ter opinião de nada, porque é isso que tá acontecendo, depois que ela virou aliada, ela só fala e não escuta porra nenhuma
Índia: me deixem por dentro do assunto bebês -falou encostando em mim- não fica assim Rk, você não pode ser dominado por ela, ela quer isso, fazer a cabeça de todos vocês, ou não.
Rk: fodasse o que ela quer -falei olhando pra Índia- ela não tem que falar pra gente obedecer, ninguém aqui é a porra de um cachorro, se vocês querem isso, vão em frente.
Índia: ninguém quer nada disso, e o comando dessa favela ainda é seu -murmurou- então senta na porra daquela mesa e diz quem manda nesse caralho, você vai deixar uma qualquer chegar na sua favela e dizer o que deve fazer ou não?
Lipe: para de colocar ideia na cabeça do cara, ele sabe que a favela é dele -falou chegando mais perto- eu sou teu irmão, do mesmo sangue que o teu, a Índia é como tua irmã, então não ache que a gente tá aqui por poder também não
Rk: sai de perto -falei ouvindo eles rirem- vocês são dois filhos da puta
Índia: pode falar , você me ama desde sempre -falou rindo e eu ri com ela- a gente tá contigo irmão , não liga pra opinião de terceiros nessa porra não.
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Caminhos Indifirentes
Fanfictionvocê disse que era pra sempre, e hoje eu caminho sozinha.
