sábado
00:00AM
Thaís
um sentimento de vazio e tristeza, passava tudo pelo meu corpo.
eu me sentia uma inutil por conta daquela noite, daquele dia.
saí dos meus pensamentos, quando ouvi abrirem a porta.
Mari: olha, aquela namorada do pai -falou entrando e eu olhei pra ela- chatona
Thaís: normal -falei e ela fez careta- deita aqui, vamo dormi
Mari: ai mulher -falou e eu ri- deixe de grude, gosto disso não
ela sentou e me olhou, sorri pra ela, que logo em seguida deitou na minha perna.
Mari: Arthur não chegou ainda -falou e eu alisei o cabelo dela- mãe pegar ele, vai dar muita merda
Thaís: ele tem que está ciente do que ele faz -falei e ela assentiu- ele tem que perceber que tá na hora dele se aquietar também
Mari: ele saí todo dia -falou levantando- eu quase contei pra mãe, mas deixei pra lá
a gente ouviu a porta abrir e ela levantou da cama, a gente foi pra sala.
a gente acendeu a luz e vimos o Arthur ali, ele olhou pra gente e sorriu.
Art: eai -falou fechando a porta- vou dormi, relaxem
Thaís: Arthur, tu vai ter que falar pra mãe -falei e ele me olhou- ou você fala, ou eu falo, a mãe ta fazendo de tudo pra te manter na escola, pra manter a gente nessa casa e você faz de todo o esforço dela, pouco caso.
Art: eu falo amanhã -falou indo pro quarto-
Mari: amanhã é hoje, por isso ia sendo reprovado -falou e eu ri, baixo-
ele nem falou nada, entrou no quarto e eu fui pro meu, com a Mari.
a gente ficou conversando sobre a escola dela, enquanto a gente não conseguia dormi.
isso era quase toda noite, duas desocupadas, sem nada pra fazer e com insônia.
enfim as vagabundas da família.
na verdade, eu até trabalho, de manhã até uma da tarde.
super legal e bem perto daqui, o salário não é a melhor coisa do mundo, mas serve pra ajudar aqui.
também, não posso ficar reclamando do que tenho, isso pra mim, eu estaria sendo ingrata.
eu e a mari, ficamos conversando mais um pouco, até ela dormi e eu dormi em seguida.
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Caminhos Indifirentes
Fanfictionvocê disse que era pra sempre, e hoje eu caminho sozinha.
