Quarta
07:30hrs
Mariana
nunca pensei em acordar tarde pra ir pra aula, de verdade.
Eu sempre coloco o despertador na hora certinha, já pra eu não me atrasar nem nada.
ai eu venho pra casa do meu pai e esqueço do despertador, sinceramente.
praticamente só tinha eu em casa, arthur já tinha ido pra escola, Thaís foi trabalhar e meu pai também.
eu tava fazendo meu pão e olhando a lavinia, tudo ao mesmo tempo, te falar que não sirvo pra cuidar de criança.
mas fazer oque, era até a babá chegar, isso eu tinha que esperar pra não deixar a coitada sozinha.
ouvi ela resmungar enquanto eu tirava o pão da assadeira.
Mari: linda, você tem que ter calma, eu não sei oque você come -falei colocando o pão no prato- e não chora por favor
no mesmo momento ela começou a chorar e eu olhei pra cara dela, toda sonsa essa garota.
deixei o prato de lado e peguei ela no colo, que foi se acalmando.
Mari: você é toda sonsa garota -falei pegando um pedaço do pão- parece sua mãe, ela se passa também.
coloquei o pedaço na boca dela, depois de assoprar um pouco e fiquei olhando ela comer.
nem dente tinha direito, mas comeu tudinho.
ouvi a porta abrir e olhei pra ela, vendo a babá.
Juli: desculpa a demora, eu me atrasei um pouco no trânsito -falou fechando a porta e colocando a bolsa no sofá-
Mari: tudo bem, eu só tava dando um pedaço de pão pra ela -falei dando a lavinia pra moça- acho que ela tava com fome
Juli: me desculpa mesmo -falou segurando a lavinia que ria- se quiser descontar do meu salário, tudo bem
Mari: fica tranquila, eu tô indo pra escola -falei pegando minha bolsa.
coloquei os pão dentro do pote, já que não iria dar tempo de comer aqui.
peguei um nescau, e fui saindo.
real, eu tava até sem carona pra ir pra escola, e nem sabia onde meu pai tava.
passei pelo lugar onde ele fica e vi os amigos dele tudo lá.
Teco: fala tu, Mari -falou olhando pra mim-
Mari: quero carona pra ir pra escola, sabe onde meu pai tá?
Teco: teu pai foi pra missão, lá na zona sul -falou olhando pra trás- vou chamar o cara pra te levar, fica ai
ele saiu indo lá pra dentro e depois voltou com o mesmo cara que eu conheci da última vez.
Mt: sem treta, moro? -falou subindo na moto- moro.
Mari: eu nem falei nada -falei subindo na garupa-
Mt: fica bem melhor calada mesmo -falou ligando a moto e eu evitei encostar nele-
todo estranho, uma hora tá de boa e depois surta, não entendo gente assim não.
mas também não falo nada, não conheço ele direito pra falar algo.
ele seguiu enquanto eu guiava o caminho da minha escola, depois que ele me deixou lá.
ficou me olhando e depois saiu com a moto, entrei na escola e como esperado, fiquei esperando até a segunda aula.
mas esperei comendo é claro, não era besta, fiquei sentada e plena, comendo meu pão quente com o nescau.
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Caminhos Indifirentes
Fiksi Penggemarvocê disse que era pra sempre, e hoje eu caminho sozinha.
