Capítulo XXXVII

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-Querida, aonde você quer me levar?- Callie questionou se aproximando da loira que estava encostada no carro.

Arizona riu e puxou a morena pela cintura e a beijou com um selinho no final.

-Entra no carro, vou te levar para ver as estrelas.- disse sorrindo trazendo ao rosto de Calllie um sorriso também.

A loira dirigiu até um parque mais afastado da cidade e quando chegou lá as luzes do parque iluminaram o rosto da morena a fazendo sorrir e sair do carro animada.

-Vem, amor, vem até aqui.

Assim as duas seguiram até a ponta do parque e Arizona sentou puxando Callie para sentar com ela.

-Por que me trouxe até aqui?

Arizona sorriu e olhou o céu segurando a mão da namorada.

- Eu te amo porque com você tenho as melhores sensações do mundo, eu te amo porque com você aprendi que para estar junto não é preciso estar perto, eu te amo porque sei que tudo o que foi sonhado comigo e por mim, você não sonhará com mais ninguém e eu te amo ainda mais por ter certeza disso.

-Sim, eu sei disso e te amo igual e muito mais, amor. Mas, não entendo, por que está me dizendo isso? - Callie questionou franzindo o cenho e fazendo a loira a encarar - Você não vai terminar comigo, vai?

A loira riu negando coma a cabeça e silenciou o surto da namorada com um leve selinho.

-Não, sua boba. Eu quero te fazer um convite.

-Qual convite?- a morena questionou confusa.

A mais velha mordeu o lábio inferior e respirou fundo, aparentava estar nervosa.

-Eu recebi uma proposta de trabalho em Nova York, e..

A professora foi interrompida pela mais nova que se levantou no mesmo instante.

-Nova york? Como assim? Não entendo, Arizona, ¿Como puedes hacer eso? ¡Se suponía que íbamos a ser los dos para siempre!

Robbins levantou e segurou a latina pelo braço.

-CALLIE! - gritou fazendo a outra se calar- Você está falando em espanhol, eu não entendo nada e por favor, para de surtar! Eu quero que você vá comigo!

-Mas...mas...mas eu passei para a faculdade de Seatlle.

-Eu já vi isso, você pode pedir transferencia para Nova York. Vamos comigo, Calliope Torres. Case-se comigo lá e vamos viver nosso felizes para sempre!

Torres riu.

-Você está me pedindo em casamento ou é impressão minha?

-Se isso significa ter você para sempre comigo.

Callie gargalhou e se jogou no colo da loira.

-Sim! Um milhão de vezes sim, meu amor!

Ainda rindo Arizona girou Callie no ar e a abraçou mais forte.

-Eu te amo!

-Eu também te amo.

Dois meses depois...

Arizona estava colocando as últimas duas malas na mala do carro enquanto Callie se despedia dos pais, quando finalizou fechou a mala e encostou no carro olhando a cena, lembrou de como havia sido difícil convencer os sogros de Callie ir para tão longe, sorriu de canto e respirou fundo cruzando os braços.

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável, um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples, um dia percebemos que o comum não nos atrai. E era exatamente nisso que a loira pensava agora, quando a mulher de sua vida caminhava em sua direção sorrindo. Quando Callie a beijou, teve mais certeza, amava aquela mulher. 

Abriu a porta do carro para ela entrar e acenou para os sogros caminhando em direção a porta do motorista para entrar, assim que entrou beijou a mão da namorada, agora, oficialmente, noiva. 

-Mamãe disse que mês que vem ela vai para lá. 

Ambas gargalharam e antes de ligar o carro a loira suspirou e encarou a morena.

-Uma nova vida?

-Para sempre ao seu lado, professora Robbins!

Callie disse sorrindo fazendo a loira rir levemente e selar seus labios com o dela antes de dar partida no carro em direção ao futuro de ambas.

Em direção a felicidade, pensou Arizona.

Em direção ao infinito, determinou Callie em pensamento.

*
Arizona Robbins

Já dizia Augusto Cury, em um de seus textos, Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.E eu fiz tudo isso, enfrentei e aceitei meus próprios sentimentos e hoje tenho a mulher que amo na minha vida, consigo falar de mim e da minha história sem chorar de treisteza mas sim de orgulho por ter passado por muitas coisas, tive coragem de pedir Callie oficialmente em casamento e mesmo com medo do não, fui lá e ouvi um sim, e aceitei um emprego mesmo com medo de críticas. Estou vivendo uma nova vida e ter Callie ao meu lado, é a melhor coisa que eu poderia ter.

*

Callie Torres

Papai me ensinou uma vez que existe uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente, e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer, sempre me perguntei que idade era essa, antes de me despedir dele o questionei sobre que idade era essa e ele me disse que essa idade, tão fugaz na vida da gente, chama-se presente, e tem apenas a duração do instante que passa e que por isso eu não deveria me arrepender de ter escolhido viver minha vida ao lado de quem eu amo.

*
Um ano depois...

Callie dormia tranquilamente o sono da tarde quando Arizona chegou do trabalho e admirou a mulher jogada no sofá e riu, colocou as bolsas na mesa da sala e seguiu para o banheiro,y tomou banho e quando voltou viu Callie acordando e se sentando no sofá.

-Olá dorminhoca...

-Ei, amor, chegou há muito tempo?

-Um pouquinho, como foi na aula hoje?

-Foi boa, amor.

Fazia um ano que elas estavam juntas, e os pais da morena haviam dado de presente para elas o apartamento, ficou combinado que os dois primeiros anos Callie apenas estudaria e assim estava sendo, elas estavam vivendo uma ótima fase do relacionamento delas.

-Em uma semana vamos no casar no cartório. - Callie divagou.

-E em duas sua mãe vai fazer uma enorme festa para nós. 

As duas riram.

-Exatamente-Callie disse- Mas sabe o que me importa nisso tudo?

-O que, querida?

-Que eu vou te amar para sempre!

-Para sempre!


            Fim...

Professora Robbins Onde histórias criam vida. Descubra agora