Summer Coffey e Aaron Bright vivem vidas duplas. Se conheceram como Nevasca e Ares, participantes de corridas ilegais e rivais pelo primeiro lugar. Desde que se viram, sabiam que não tinha jeito, sempre teriam objetivos conflitantes. Participando de...
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Fecho os olhos e os abro de novo.
Silêncio.
Não escuto o monstro se revirando mesmo quando passo por uma multidão de pessoas que se viram para me olhar. Mesmo quando eu tropeço em meus próprios saltos. Ele está em silêncio.
Respiro fundo sentindo o vento em meus cabelos lisos. Minha visão parece mais limpa quando estou aqui, mesmo que o visor do capacete altere as cores. A jaqueta pode ser vermelha demais e a blusa decotada demais, mas aqui me sinto como Nevasca. Respirar é belo quando não tem eu mesma para me atrapalhar.
—Veja o que o gato arrastou...—a voz cheia de alterações a deixa robótica. Exatamente como Ares.
—Vá embora, Ares...
Viro meu rosto para longe do seu. Ele se aproxima mais invadindo completamente meu espaço pessoal.
—Assim você me machuca, floquinho...
Lambo os lábios realmente animada com seu rosto contorcido, mas logo estremeço quando suas mãos vão na direção da minha moto. Seus dedos que antes estavam dentro do casaco encostam no metal e logo ouço o barulho ensurdecedor das suas chaves.
Ele está arranhando a moto.
—Você age como se essa não fosse a intenção.—o encaro novamente. As vezes sinto como se seus olhos fossem flechas. Tem algo neles. Nunca sei realmente a cor. As vezes parecem azuis, outras verdes e quando ele me olha assim, parecem escuros.—E não me chame de floquinho. O que você quer, Ares?
—So quero saber o que você planeja fazer sobre a competição...—ele se inclina na árvore ao nosso lado levantando seu queixo.
—Que competição?—pergunto.
Um de seus olhos diminui devido ao provável sorriso de lado que ele acabou de esboçar. Um sorriso venenoso que mesmo sem o ver consigo sentir o ácido escorrendo pro seu olhos como lágrimas pelo seu pescoço.
—Deixe quieto—uma risada estoura por sua garganta—Você não deve estar precisando do dinheiro mesmo.
—Você não sabe nada sobre mim. Está apenas com medo pois sabe que posso acabar com você em segundos.
—Conheci muitas como você para saber que estão atrás da adrenalina. Se sentir rebeldes para jogar o dinheiro fora.
Mordo meus lábios e fecho os punhos. Reviro os olhos virando de costas para ele. Não deveria ter feito isso. Agora ele sabe como me atingir. Sabe exatamente o que falar e o que fazer para me deixar na beira da loucura.
—Me ignorar não vai me fazer perder.—ele recupera a distância que tínhamos com facilidade.
—Você já está perdendo.—falo voltando a me acalmar encostada em minha moto. Preciso encara-lo. Não sou covarde—Te ignorar apenas me deixa feliz.