Então quem é o capitão?

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Vocês acreditam no quão rápido uma pessoa pode correr depois de comer? Então certamente não viram a velocidade que uma garota pode atingir para salvar seu cabelo.

Sendo a menor do trio, era normal pensar que ela perdia em força ou em maturidade pras duas irmãs mais velhas, mas se tem uma coisa que Bubbles superava de lavada as outras era no quesito velocidade. Seu corpo pequeno e leve eram excelentes pra longas corridas, sem falar que a loira passava rápida e silenciosa por qualquer lugar que fosse, sendo esse um dos quesitos que levaram seus superiores a colocá-la na equipe médica da Divisão Dallas 613, pois era rápida em chegar onde precisasse pra fazer seu trabalho, seja socorrer alguém, tratar um ferimento ou ajudar em buscas, era um pedacinho de gente muito veloz!

Só que a razão pela qual usava aquela sua velocidade naquele momento não era nem de longe tão nobre. Ela corria afobada pelas ruas passando os olhos azuis de um lado ao outro procurando qualquer superfície espelhada, as mãos alternavam entre se mover ao lado do corpo e inevitavelmente levá-las aos cabelos só pra ter a confirmação de que estes ainda estavam endurecidos. Se desesperou, correu ainda mais apressada nas avenidas que convenientemente  estavam com as vitrines cobertas por toldos bloqueando o reflexo.

Céus! Por que todos saíram pra comer ao mesmo tempo?! Foi algo combinado?! 

Se bem que ela nem tinha tanta certeza se queria ver mesmo o que acontecia em seu cabelo. Por fora, ela sentia a trança firme e inalterada contendo seus fios loiros, mas ao contrário da cachoeira macia que contornava suas costas essa trança estava dura, exatamente como se tivesse passado cola no cabelo em vez de creme, ou melhor, hidratante pro corpo.

Onde estava sua cabeça quando aceitou aquela ideia? Ela se perguntava. Estava tão desesperada por resolver seu problema matinal que agora essa solução se tornou um novo problema! Por que essas coisas acontecem comigo?

Definitivamente esse era o último cenário que ela imaginaria estar vivendo durante um apocalipse zumbi. Que hilário. (O que a autora tem na cabeça? Nunca saberão)

Em meio a esse turbilhão de reações uma voz se destacou durante a corrida um pouco (muito) atrás de si, como um eco. A loira virou a cabeça pra trás e encontrou Blossom gritando seu nome também correndo em sua direção, a ruiva tentava alcançá-la mas a loira era bem mais rápida então encontrava-se distante dela no início da rua.

Mas o que fez Bubbles parar efetivamente foi quando ela viu quem vinha atrás de Blossom, os dois guardas incubidos da vigilância das duas também estavam atrás delas lançando ordens pra que parasse e andasse de volta. Então Bubbles percebeu que de fato estava fazendo uma cena  bem inusitada pra aquela hora da manhã, além do mais, enquanto olhava os rostos das pessoas que passavam ela viu um misto de curiosidade e desconfiança. Algumas olhavam feio quando passava, já outras acompanhavam com o pescoço confusas talvez se perguntando pra onde ela estava indo. Mas a compreensão veio num raio, o que é mais suspeito em duas forasteiras que há pouco chegaram na cidade sob desconfiança de terem provocado uma abertura nas fronteiras estarem correndo desesperadamente com dois guardas da cidade nada felizes atrás? Nem um pouco suspeito.

 De repente isso lhe deu ainda mais vontade de fugir, queria apenas sair dali e se esconder dos olhares tortos que lhe eram lançados, as ruas iam passando cada vez mais confusas por seus olhos e o tempo parecia até se prolongar. O calor escaldante a faziam arfar pesadamente a cada metro corrido no asfalto quente, até o ar parecia mais ardente, ao menos na percepção de uma pessoa se locomovendo rápido em fuga por toda a cidade. Fugindo de que você se perguntaria, de tudo, dos olhares, dos cochichos, da desconfiança, da sua aparência desconcertada...sempre era assim. Parecia que não importava quantos anos se passassem, a mera menção ao desafeto das pessoas ao seu redor atingiam seu ponto mais amedrontado, ela detestava se sentir assim, vulnerável, mas simplesmente não conseguia evitar...Os julgamentos das pessoas, o que poderiam estar ou não falando dela, falando do seu jeito tagarela, do seu "sorriso falso" de metida, seu modo "escandaloso demais" de se expressar, sua altura, seu cabelo, seu rosto, tudo era motivo! 

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