Ancinho que salva vidas

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Ok, seu braço estava doendo, Blossom observou mentalmente enquanto atravessava a área da piscina com o ruivo escorando-se nela, os dois contornaram tropegamente sua borda com Brick manco da perna esquerda, ou era direita? Honestamente a garota nem reparava, o ruivo fazia um esforço imenso para ficar em movimento afim de ir o mais rápido possível à origem daquela confusão toda que estavam ouvindo lá de fora.

Os dois atravessaram a porta que dava acesso ao lado de fora do ginásio, dando direto ao enorme campo de futebol americano que abrigava as longas arquibancadas de metal e os potentes refletores, como era de se esperar tudo estava com um aspecto abandonado e cheio de ervas daninhas, eles atravessaram rápido - o tanto quanto podiam - a distância entre o ginásio esportivo e o campo, se esconderam logo abaixo das arquibancadas que eram ocas como as da quadra de basquete, agacharam-se junto à viga de metal esperando por qualquer aproximação hostil.

- Vê alguma coisa? - Questionou Brick em voz baixa ao lado de Blossom, a ruiva espiava o lado de fora com olhos atentos.

- Não vejo nada, que estranho, de onde vieram aquelas explosões? - Falou ela sem tirar os olhos do corredor de grama.

- Não estamos perto o bastante, tudo deve estar acontecendo no outro prédio - Brick falou lembrando dos estrondos absurdos que ouviram pouco antes - Os estrondos vieram todos do mesmo sentido, temos que ir lá ver.

- Acha que pode ser uma rebelião? Uma revolta ou algo do tipo com os moradores?

- Humpf. Nada desse tipo acontece há anos, e se fosse eu saberia, não seja ridícula - Blossom deu uma forte cotovelada nas costelas dele assim que disse a última parte - Ai!

- Babaca - Soltou Blossom antes de se virar para ele - Então meu sábio líder, qual a sua grande ideia? - Enfatizou o adjetivo junto com uma expressão irritada.

- Simples, acho que estamos sendo atacados, os guardas não passaram aqui nenhuma vez então alguma coisa está prendendo a atenção deles.

- Você acha que são...aqueles monstros? - Disse a ruiva verbalizando o que os dois estavam imaginando.

- Não sei, não vamos torcer pelo pior, mas pode acontecer - Frisou ele - Seja quem for temos que chegar no refeitório por trás como você disse, vê algum outro caminho seguro?

Ela voltou os olhos para fora da arquibancada examinando de novo o terreno, acenou negativamente.

- Então vamos por esse mesmo - Decidiu ele agarrando-se à barra mais próxima - Me ajuda a levantar.

- Não, ainda não - Ela disse negando o movimento.

Ele bufou irritado - Mas que saco - Olhou pra garota tentando não revirar os olhos - Por favor querida cadete, me ajuda a levantar.

- O quê? Não! Não é isso - Blossom desviou o olhar para os fundos da arquibancada tentando não rir - Precisamos de armas senhor esperto, não vamos andar por aí vulneráveis sem saber o que podemos encontrar.

- Ah que droga garota, não fala as coisas direito - Disse ele ríspido e constrangido por ter deduzido errado o que ela ia dizer.

- Grosso - Ela respirou pra não se deixar levar por essa irritabilidade dele, encarou-o novamente - Tem uma arma aí com você? Uma pistola ou qualquer coisa que possamos usar?

- Eu não ando com armas, isso é tarefa da Patrulha.

- Você anda desarmado em seu próprio território? - Disse Blossom incrédula - Como...isso não tem sentido nenhum! E se você for atacado? Ou se pegarem você?

- É pra isso que eu tenho seguranças, e o motivo pra eu não portá-las não é da sua conta - Dispensou as perguntas dela - Pensa, o que tem aqui pra gente se defender?

O RefúgioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora