Pense fora da caixa

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Os que estavam lá fora começaram a se aglomerar nas portas de vidro na entrada principal, eram muitos, um pouco mais de uma dezena para ser mais exato, mas eram ruim de qualquer jeito por que ninguém gostaria de ter dez zumbis te perseguindo. Pouco depois um deles conseguiu quebrar a porta estilhaçando-a completamente no chão, e eles logo começaram a entrar. Sem perder tempo, Blossom saiu em disparada entre os balcões do caixa e entrou pela portinha que dava acesso aos corredores internos, correu pelos conjuntos de salas o mais rápido que conseguia sem ousar olhar para trás pois sabia que os zumbis estavam na sua cola. Rapidamente encontrou a porta de ferro que dava para o depósito e trancou a porta com um empurrão. Catou sua mochila do chão já a colocando nas costas no caminho para a saída mas ao abrir a porta que dava acesso ao estacionamento de carga e descarga encontrou vários zumbis andando pelos caminhões certamente procurando a origem da sirene de incêndio que ainda tocava por todo o prédio. Fechou a porta rápido e com cuidado para que não fizesse o mesmo estrondo que fez com a outra para não atrair a atenção deles também. Não poderia de jeito nenhum passar por ali com seu facão, precisaria de alguma arma de fogo mas não tinha nenhuma, não conseguiria matar todos eles ao mesmo tempo só com golpes.

O que faria agora? Estava bloqueada tanto pela frente quanto pelos fundos. Estava sozinha e sem armas de fogo, suas irmãs não chegariam a tempo de ajudá-la então como faria? Como pode ser tão descuidada? Como não viu o alarme de incêndio bem do lado de seu alvo? Agora certamente morreria ali devorada por zumbis igual seu pai. Nem poderia dizer adeus a suas irmãs.

Saiu do depósito e voltou para os corredores internos, sentou-se do lado de um armário de ferro com vários compartimentos lacrados que certamente era o armarinho para os funcionários deixarem suas coisas. No meio do corredor ela decidiu não entrar em pânico e pensar com calma, não adiantaria nada ela simplesmente ceder ao desespero sendo que ainda podia usar aquela quantidade de salas vazias ao seu favor. E se tiverem janelas? Poderia sair por elas. Pensou.

Abriu a porta de escritório á sua frente e entrou na saleta branca também revirada com cadeiras jogadas pelo chão e constatou que não tinha janelas, apenas uma saída de ar que era lacrada por grades. Olhou, a próxima, e a próxima, a outra, e a outra. Todas não tinham janelas, nenhuma estava com a saída de ar desbloqueada. O som dos socos dos zumbis na porta de metal que separava a ala comercial daquela área administrativa ficava mais forte. A porta não aguentaria muito tempo. Logo seria derrubada pelo exército de monstros a deixando de vez num beco sem saída. Olhou de novo mais salas e nada. Olhou os banheiro do andar e todos também eram ventilados apenas por saídas de ar. Começou a se desesperar. Os zumbis não cessavam um segundo e especulou uns dois minutos até a porta ceder, e ela estava sem saída.

BAMBAMBAMBAMBAMBAMBAMBAMBAM

Os socos eram frenéticos e impacientes. Batiam com força e mais força seguidas vezes e o coração dela acompanhando as batidas. Parecia que o coração ia explodir de tão rápido que batia, ela se desesperava e continuava olhando em todos os locais procurando alternativas. Mas não havia nenhuma, aquele era o seu fim. Sozinha, desprotegida e longe de quem amava. Seus olhos lacrimejavam enquanto ela tentava forçar os parafusos da entrada de ar sem sucesso pois não tinha uma chave de fenda para afrouxá-los. A sirene seguia tocando o que a deixava ainda mais nervosa, juntando com as batidas na porta pareciam seu próprio rito fúnebre.

Se forçou a parar, respirar e analisar de novo a situação com clareza. Não podia ser o fim, não morreria ali, um prédio não possui só duas saídas, tinha de ter algo que ela não pensou, algo que esqueceu de considerar. Foco Blossom Foco! Pensa caramba! Pensou, mas tudo parecia continuar em branco. Até que parou o olhar numa plaquinha verde com o símbolo de saída de emergência, até que ela se deu conta.

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