XXX: Vocês fizeram o que?
Acordei escutando uma voz muito brava gritar.
XXX: Ela é nossa pai, nem o senhor vai tira-la de nós. Essa garota nos pertense para amar e cuidar.
Eu conheço essa voz!
Abri os olhos sentindo meu corpo doer e me sentei assustada olhando para as três pessoas na minha frente.
Fixei meus olhos nos dois homens do aeroporto e senti minha cabecinha doer a medida em que flashes do que aconteceu passaram por meus olhos.
Reprimi as lágrimas que insistiam em se fazer presentes e senti uma irritação crescente surgir. Eles me doparam e me sequestraram.
Eu: Vocês......vocês, eu vou matar vocês - gritei me levantando e correndo até eles.
Bati no peito do mais alto e senti o outro agarrar minhas mãos com brutalidade me fazendo derramar algumas poucas lágrimas.
XXX: Não faz isso docinho, não vai gostar das consequências - sussurrou dando uma leve mordida na minha orelha.
Estremeçi sentindo o pânico me invadir, eles sao loucos, vão me machucar.
XXX: Soltem essa menina agora! - gritou um desconhecido furioso - não se preocupe meu bem, eles não lhe farão mal - amenizou a voz me encarando carinhosamente.
Eu gostei dele!
Os homens se afastaram resmungando em uma língua desconhecida e suspirei aliviada. Eles têm uma essência fria e amedrontadora que me causa pânico.
Me virei para o bonito senhor que me ajudou e suspirei tristemente.
Eu: O senhor pode me ajudar? - perguntei acanhada.
XXX: Claro meu bem, mas me chame de Augusto, não sou tão velho para ser chamado de senhor - fez uma pequena careta.
Eu: Me tira daqui - implorei com o olhar - eu quero ir pra casa - completei querendo minha chupeta.
Augusto mandou um olhar tão gélido para os dois homens atrás de mim que por um momento me arrependi de ter confiado minha vida a ele.
No que esses homens me meteram?
Aproveitei o pequeno momento de distração deles para tentar achar uma maneira de sair.
O comodo a qual estamos é uma enorme sala com três portas diferentes.
Qual delas será a saída?
Olhei para a porta perto da janela e sugeri que fosse essa. Que Deus me ajude a sair daqui.
Fiz uma prece mentalmente e corri até a porta, segurando a maçaneta e a abrindo.
Do outro lado um jardim de tirar o fôlego recebeu-me como um soco, mas não tenho tempo para admira-lo.
Corri observando a rua completa por mansões de diversos tamanhos e bati em algo me levando ao chão.
Massageei a cabeça levantando rapidamente e vi uma garota também caida a meu lado.
Eu: Me desculpa eu não vi você - falei arrependida de correr sem olhar para frente.
Estendi a mão para ela e a ajudei.
XXX: Não tem problema, também estava distraída - sorriu sem graça.
Observei sua face corada e balancei a cabeça me pondo a correr novamente. Dessa vez olhando pra onde ia.
Escutei meu nome ser gritado com ódio e estremeçi sentindo minhas pernas perderem a força.
Isso não é nem um pouco bom!
Senti um vento gelado atingir meu rosto e vi meu mundo ser virado de cabeça para baixo quando fui jogada sobre ombros fortes.
Mãos possessivas agarraram minhas pernas e apertaram ao ponto de dor.
Eu: Me solta - gritei desesperada me debatendo.
XXX: Devia se considerar uma coisinha de sorte docinho, Carter não seria tão delicado como eu - riu anasalado.
Estremeçi.
Ele não é delicado, seu aperto está tão forte que me tiram lágrimas do olhos.
Soluço baixo vendo a casa que alguns segundos atrás estava lonje agora se aproximar rapidamente.
O que mais pode acontecer de ruim comigo?
Acabei de ver meus pais serem enterrados, fui sequestrada e agora provavelmente serei morta. Não há mais saida.
Suspirei derrotada parando de me debater e trasportei minha mente para outro lugar. Um lugar calmo, aconchegante e com cheiro de lar.
Minha casa com meus pais!
Era um domingo especial para eles, aniversário de quando se conheceram.
Mamãe estava rindo das diversas piadas horríveis que meu pai contava, mas que para ela tinham toda a graça possível. Enquanto eu cozinhava algo para eles comemorarem a data.
Nesse dia fui para a casa dos meus tios e os deixei a vontade para fazerem o que quiserem, só voltei no outro dia de manhã.
Fui arrancada das lembranças ao ser colocada no chão e segurada pelo queixo.
XXX: Olha para mim docinho - escutei sua voz rouca.
Ergui a cabeça vendo quem deveria ser Carter me olhando fixamente com um olhar indecifrável.
Carter: Nunca mais fuja de nós - ordenou aproximando seu corpo do meu.
Senti sua respiração bater contra a minha e fechei os olhos sentindo meu corpo reagir ao seu.
Isso não pode acontecer, eles me sequestraram. Não posso me apaixonar por ele. Por eles.
Senti o corpo do outro nas minhas costas e sua mão segurou possessivamente minha cintura.
Carter: Abra seus olhos lindo anjo - susurrou doce.
Os abri encarando suas tempestuosas bolas negras e me vi encantada.
Carter: Durma - ordenou firme.
Pisquei confusa e senti uma calmaria sobrenatural invadir meu corpo. Bocejei cansada e apoiei a cabeça em seu peito sentindo minhas pernas perderem a força.
As mãos em minha cintura me impediram de cair e fui levada ao mundo dos sonhos vendo meus pais sorrindo para mim.
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Doce Sedução
FantasíaApós a perda dos pais, Lily decide recomeçar a vida em uma nova cidade, carregando na bagagem não apenas o luto, mas também um coração marcado pelo medo da rejeição. Seu jeito tímido e quase infantil a impede de criar laços - até que ela cruza o cam...
