A Fúria de um Jauregui

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Fomos em um barzinho na sexta-feira.

Normani, Ally, Dinah, Troy, Siope e eu pegamos uma mesa e fizemos nossos pedidos.

Começamos pedindo algo para forrar o estômago, nada melhor do que uma porção de fritas. nós a detonamos sem nada para beber enquanto riamos das piadas boBas de Troy.

Eu comecei a rodada de bebidas: pedi um energético com vodka, o pessoal foi pedindo suas bebidas enquanto eu os observava, rindo sem nenhum motivo aparente e bebendo a minha bebida com uma pressa absurda. Queria encher a cara só para esquecer de meus problemas, pelo menos hoje. Ainda me sentia mal por ter brigado com Sofia, fazia quase uma semana que ela nem olhava na minha cara, foi merecido.

A culpa agora conseguia ser quatro vezes pior, porque além de ter que abandonar Lauren eu estava sendo rejeitada pela minha própria irmã. Ela não me respondia quando eu fazia perguntas e conversava normalmente com meus pais na minha frente, só que quando eu entrava na conversa ela se calava. Isso me irrita profundamente pelo simples fato que é muito mais agoniante ter alguém te ignorando do que ter alguém que apenas grita com você.

— Mila, que tal um shot de tequila? — Sorri e dei de ombros, logo sendo arrastada por Dinah até o bar.

O homem colocou o limão na nossa frente, bem ao lado do copo que já tinha toda a borda com sal. Apenas sorri e respirei fundo pegando o copo e virando o mesmo, logo chupei o limão e não pude evitar de fazer uma careta; Normani soltou uma gargalhada e negou com a cabeça batendo nas costas de Dinah, que parecia ótima com aquilo. Eu nunca fui forte para bebida.

Aquele pub era dividido em duas áreas — tirando os banheiros e a área dos fundos, que era dos funcionários —: uma onde tinha o bar com várias mesas altas e baixas espalhadas por todo o local; no lado esquerdo tinha três degraus que te levava para a segunda parte, onde ficava a enorme pista de dança. A música era tão alta que quando você estava no bar podia escutar a música em um volume absurdo. O lugar todo era feito por uma decoração escura: paredes pretas, os móveis de uma madeira escura e tudo de um bom gosto sensacional.

Ficamos no bar por um bom tempo, como não sou muito forte para bebida logo comecei a enxergar tudo meio trocado e eu sentia minha língua meio amortecida, como se estivesse enrolada e eu ria, ria sem motivo... acho que eu ria de gargalhar apenas para não chorar.

Uma música conhecida começou a tocar: I Love It do Icona Pop. Normani berrou e me puxou pelo pulso para a segunda parte do bar, bem no meio da pista de dança. O piso abaixo dos meus pés piscava freneticamente quando mudava de cor e as pessoas pulavam e riam à minha volta, cantando pelos pulmões com os copos na mão.

As luzes piscavam e eu comecei a sentir o meu corpo todo relaxar de uma forma absurda, sorri e comecei a dançar cantando com Manibear. Ela estava na minha frente e ria alto erguendo o seu copo, olhei para a mesa do DJ, onde ele sorria animadamente e pulava junto com todo mundo.

Todo mundo naquela pista de dança já estava mais pra lá do que pra cá, eram duas e meia da manhã e as chances de caso você beijasse alguém e essa pessoa separasse os lábios e vomitasse no seus pés eram bem grandes.

Senti alguém segurar a minha cintura e eu apenas revirei os olhos, me virei e me deparei com um lindo rapaz sorrindo com seus dentes super brancos para mim com um copo em sua mão. Seus lindos olhos azuis me fizeram lembrar de como os olhos de Lauren ficavam nos sábados à tarde que nós íamos para o parque; parei de dançar por um instante e o encarei. Queria ser a bêbada risonha, não a chorona.

— Hey, linda... — ele falou alto, perto do meu ouvido, para que eu escutasse algo.

— Er... oi! — Sorri sem graça e ele piscou, todo cheio de si.

Perfect To MeOnde histórias criam vida. Descubra agora