Quando o olhar ingênuo e amedrontado de uma misteriosa criança, cruza com o protetor e feroz da determinada guarda municipal, Lalisa Manoban, o destino de ambas se entrelaçou de imediato e mudaria drasticamente. Em meio à uma ameaçadora corrida cont...
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Bronx NY - 25 de novembro de 1997
A pequena Manoban brincava na apertada sala de casa, com os poucos brinquedos que possuía. Era seu sétimo aniversário, estava ansiosa pelo presente que ganharia de sua mãe, já que seu pai não se lembrava de datas que a pequena considerava importante, uma delas o seu própro aniversário. Naquele ano, tudo estava muito diferente, apesar da pouca idade ela se lembrava bem de seu pai ser um homem alegre, e que sempre voltava para casa com balas e doces para ela, ao menos até os cinco anos de idade. Porém, de uns tempos para cá, coisas estranhas vinham acontecendo e ela parecia viver submersa a tudo, sua mãe não lhe falava nada, mas ela sabia que havia algo muito errado em todo esse silêncio.
O comportamento de seu pai havia mudado da água para o vinho, ele não sorria mais, não lhe trazia mais balas e doces, nem lhe dava mais beijos de boa noite. A cada dia que se passava, ela sentia mais a falta do pai, e o mais curioso era o fato de que eles moravam na mesma casa, no entanto, ele parecia viver em outro mundo agora, bem diferente do que a pequena vivia.
Lisa era apenas uma criança de sete anos, mas muito inteligente, nada escapava à seus pequenos e curiosos olhos. Começou a notar que sua mãe parecia mais distante, perto fisicamente, porém sua mente estava muito longe dali. Algumas marcas estranhas no rosto da mãe, também lhe chamara a atenção, ela não entendia o que poderia ser, mas sabia que eram machucados, iguais aos seus quando caía da velha bicicleta.
A grande verdade por trás de tudo isso, era o fato de que o pai havia sido demitido do trabalho por ter chegado inúmeras vezes embriagado. Ao longo dos meses, o vício apenas piorava, passando a afetar seu relacionamento com a esposa, a mulher com medo de que algo do tipo acontecesse com Lisa, mantinha tudo em segredo para não assustar a pequena. De certa forma, ela conseguiu esconder isso por um tempo, mas nem tudo são flores. Lisa estava desconfiada de algo, sua mãe sempre desviava a conversa para outro rumo, quando a menina perguntava de onde vinham os machucados.
Era por volta das seis da tarde, quando Lisa estava vendo tv na sala e seu pai chegou, aparentemente embriagado. A pequena que estava concentrada no desenho, logo voltou a atenção para seu pai, feliz acreditando que ele lembrara de seu aniversário e havia lhe trazido algum presente.
Não aconteceu, ele não a beijou, não lhe trouxe um presente como sempre fazia, não era mais o seu pai ali, ele estava muito diferente. Fedia a álcool, e outra coisa que ela não saberia identificar, parecia irritado. E então, começou a gritar, gritava coisas horríveis que fizeram com que a pequena começasse a chorar e gritar por sua mãe.
Sehun ignorou totalmente a presença de Lisa chorando na sala, adentrando em outro cômodo da casa, parecia procurar algo ou alguém. Lisa se encolheu no sofá a espera de sua mãe, que logo apareceu na sala.
— Querida não chore, não chore, está bem?
— Mamãe o que está acontecendo?
— Não é nada com que deva se preocupar querida, agora me escute. Preciso que pegue seu casaco, sua boneca e essa mochila, vá para a casa da vizinha brincar com sua amiguinha eu vou te pegar logo logo, entendeu?