As horas se passaram, então no outro dia de manhã, era uma segunda-feira, e Cirilo saiu bem cedo para ONG, já que estava marcado para encontrar com seus sócios.
"Bom dia, pessoal!"- Falou de óculos escuros.
"O que houve?"- Daniel ficou preocupado.
"Uma coisa boa apareceu na minha casa ontem, então tive dificuldades para dormir."- Ele falou rindo.
"Não precisamos saber das suas aventuras, Cirilo."- Jorge resmungou.
"Está irritado porque? Mauricinho..."
"Ex mauricinho, agora sou um pai de família."
"Azar da Margarida!"
"Acordou com Patati e Patatá engajado no ânus, né, Cirilo?"- Jorge falou irritado.
"Galera, vamos retomar no que interessa."- Daniel chamou atenção de ambos.
"Por que nos chamou aqui, Cirilo?"- Jorge ainda com cara de poucos amigos.
"O doutor Miguel me fez uma proposta ontem de tarde, em eu trabalhar no hospital dele."
"O que isso tem haver comigo? Ninguém vai ser obrigado a ficar aqui vinte e quatro horas por dia."
"Isso tem razão, Cirilo!"
"A segunda parte, é que ele quer participar do projeto."
"Será ótimo, quanto mais gente ajudando, assim melhor será isso."- Daniel se empolgou
"Então posso aceitar?"
"Pode!"
"Agora que estamos aqui, temos que dar uma geral no local, pois está bem sujo."
"Verdade, Jaime, Paulo e Mário falaram que estão de férias, estão vindo nos ajudar.
"Ótimo, então vamos começar."
Eles começaram a ajeitar tudo no local. As horas estavam se passando, enquanto isso na mansão Medsen, Maria Joaquina estava arrumada para sair.
"Vai sair, mamãe?"
"Sim."
"Onde vai?"
"Vou ir na casa da Margarida e do Jorge, algumas meninas resolveram se juntar lá, e bater um papo.
"Posso ir com a senhora?"
"Você será a única criança lá, por que não chama Mateus, para brincar com você."
"Ele está brincando com amigos dele da escola."
"E por que não vai junto?"
"Eles são inferiores."
"Filho, lembra do que conversamos?"- Ela falou séria.- "Vai ser muito bom, não irá se arrepender."
"Tá bom!"
"Quer que te leve até lá?"
"Pode ser!"
Maria Joaquina olhou para o esposo, então perguntou
"E você vai ficar em casa pra sempre?"
"Quero descansar, deveria fazer o mesmo."
"Só tenho um mês com minhas amigas, vou aproveitar a cada segundo."
"Ok!"
"Estou indo."- Maria Joaquina pegou sua bolsa, e saiu de casa junto com o filho.
Ela logo deixou seu filho na casa de Ferreira, então foi para casa de Margarida.
"Mulheres, cheguei!"- Falou entrando.
"Finalmente!"- Margarida disse impaciente.
"Está buchada, ficou nervosinha?"- Maria Joaquina sorriu.
"Claro que não, essas características são todas suas."- Margarida piscou, e Maria Joaquina deu dedo do meio para ela.
"Estão falando sobre o que?"
"Nossos casamentos."- Marcelina.
"Hum!"
"Como está o seu Maria Joaquina?"- Carmen.
"Bem, por que a pergunta?"
"No sábado, lá no sítio, você ficou muito incomodada com o Cirilo."- Alicia.
"Não comecem, entre eu e Cirilo não há nada, e nunca haverá, sou casada."- Ela cruzou os braços.
"Ama o seu marido?"- Margarida.
"Amo!"- Ela revirou os olhos.- "Não vim aqui ser interrogada, mas conversar com minhas amigas.
"Só temos esse assunto, por enquanto."
Elas ficaram conversando, enquanto no local da ONG, os amigos foram chegando.
"Galera, chegamos!"- Falou Jaime entrando.
"Caraca, esse lugar é gigante!"- Falou Paulo.
"Uma ONG tem de ser deste tamanho."- Jorge
"Entendemos!"- Mário.
"Não é por preguiça, mas seria mais fácil contratar pessoas que conhecem esse tipo de coisa?"- Paulo.
"Também acho!"
"O Davi irá trazer amigos deles, mas queria uma coisa feita pelas nossas mãos, e assim passa para outras pessoas que precisam."
"Eu entendo o Cirilo."- Daniel.
"Eu não entendo, como é melhor trabalhar, do que pagar alguém pra fazer isso?"
"Não iremos fazer isso, o Cirilo quis dizer, que vamos ficar fiscalizando, para o projeto sair como queremos."
"Hum!"- Jorge falou cruzando os braços.- "Fala português, pô!"
"Jorginho agora se sentiu como Jaime.- Paulo.
"Melhor cala a boquinha, Paulo!"
"Já calei!"- Paulo deu uma risada.
"Vocês vieram ajudar, ou ficar aí namorando?"
"Está tão engraçado, Cirilo!"- Mário
"Também reparei isso."
"Deu uns pega na quiquina?"
"Esqueci ela, lembrando que ela é casada.
"Mas não está morta, chocolate... Pensei que não ligasse para isso."
"Vamos voltar ao que interessa."
Na mansão Garcia Cavalieri, as mulheres ainda conversavam, quando Carmen olhou no celular.
"Meu Deus, estou atrasada."- Ela se levantou correndo.
"O que houve, Carmen?"- Maria Joaquina ficou sem entender.
"Esqueci de falar pros meninos a resposta."
"Resposta do que?"- Marcelina
"Sobre a ONG que eles estão montando."
"Não sabia disso."- Alicia.
"O Mário falou que eles foram ajudar Cirilo, Jorge e Daniel."
"Aqueles idiotas e às mania de deixarem a gente fora de tudo."- Maria Joaquina falou chateada.
"É que Cirilo, falou dessa ideia ontem, então Daniel, Jorge e Davi quis ajudar, aí então, ele me pediu para poder perguntar à diretora Olívia, que se ela liberava a escola, para os meninos necessitados poderem estudar."
"Entendi!"- Marcelina.
"Que tal irmos todos nós irmos ver esse projeto? Pois com certeza deve está faltando um toque feminino lá."- Maria Joaquina
"Eles não vão nos deixar participar."- Margarida.
"E quem disse que eles tem querer? Nós mandamos neles, meninas."
"A Maria Joaquina tem razão."- Alicia se levantou, junto com a Maria Joaquina.
"Ajudem-me levantar!"- Margarida.
"Vem, Margarida!"- Alícia e Marcelina ajudaram ela.
"Vamos?"
"Sim."
Elas foram para o carro, indo em direção a ONG, logo chegaram no local.
"O lugar é esse aqui?"- Maria Joaquina não gostou muito.
"Sim, olha eles ali."- Margarida apontou.
Elas saíram do carro, então foram entrando no local, estava a maior algazarra, pois os homens além de dar jeito na casa, zoavam um ao outro, e a música estava alta.
"Acabem com esse barulho pelo amor de Deus!"- Maria Joaquina desligou o rádio, fazendo eles olharem para ela.
"Qual foi, quiquina! Deixe a música rolar…"- Paulo
"Não, pois a música é ridícula."
"Quem chamou vocês aqui?"- Cirilo falou sério.
"Nossa! Esperava uma pergunta assim do Jaime, Mário e Paulo, mas não de você, Cirilo.- Alicia.
"Verdade!"- Marcelina.
"Nós mudamos, valeu!"- Mario se defendeu.
"Mas realmente… O que vieram fazer aqui?"- Jorge.
"Viemos ajudar aqui."- Alicia.
"Poderiam escolher um lugar mais bonitinho."
"Não pedimos ajuda de vocês, então se não gostam do lugar, então é só cair fora."- Cirilo.
Maria Joaquina ficou furiosa com a resposta dele, enquanto as meninas ficaram de boca aberta.
"Só quis dar uma opinião."- Falou ofendida.
Cirilo apenas pegou a lixadeira, e foi linchar a parede.
"Como podemos ajudar vocês?"- Alicia quis acabar com o clima.
"Pegue a lixa, e comece a lixar."- Jaime
"Eu não posso fazer isso, meninos."- Margarida.
"Você não devia nem estar aqui, esse cimento todo pode fazer mal ao bebê."- Jorge.
"Não vou ficar em casa parada, isso me deixa irritada."
"Mulheres!"- Paulo.
"Além do mais queremos comunicar, algo importante a vocês."- Alicia.
"Qual é?"- Daniel.
"Seremos sócias desse projeto."- Maria Joaquina
"Como?"- Cirilo..
"É isso que ouviu."- Maria Joaquina.
"Não queremos!"- Cirilo.
"Não é sua opinião que vale, e sim dos sócios… Além do mais, isso daqui é pra ajudar os necessitados, então toda ajuda deve ser bem vinda.
"Ela tem razão, maninho!"- Jaime
"Por mim, tanto faz."
Cirilo voltou a se concentrar no que estava fazendo, enquanto as mulheres resolveram ajudá-los até anoitecer. Por um pequeno imprevisto Davi não teve condições de como aparecer, então decidiram terminar no outro dia.
"Cirilo, estamos indo!"- Paulo.
"Valeu, pessoal!"- Cirilo cumprimentou todos.
"Também já vamos."- Daniel.
"Amanhã vemos direito com Davi, para fazer as obras."
"Qualquer coisa me fala."- Jorge.
"Ok!"
"E você Maria Joaquina, vai voltar com quem?"- Margarida.
"Vou pedir um táxi até a casa da Valéria, depois vou para casa."
"Nosso amigo aqui pode te levar, já que moram perto um do outro."
Cirilo e Maria Joaquina olharam sério para o Paulo, este apenas sorriu.
"Estamos me olhando assim porque, vocês são apenas amigos."
"Não precisa se sentir obrigado em me ajudar, posso me virar muito bem sozinha."
"Não quer ir comigo, amiga?"
"Obrigada, mas vou chamar um Uber mesmo."
"Ok!"
Então foram todos para casa, menos Cirilo que ficou organizando as coisas, para assim poder fechar o local. Quando a Maria Joaquina entrou, e ficou olhando.
"O que houve?"- Ele percebeu o olhar dela.
"Não seria melhor terminarmos logo essa conversa?"
"Nunca começamos uma… Para que criar algo no que vai dar errado?"
"Só quero ser sua amiga."
"Amiga, assim do nada?"- Ele começou a rir.- "Não dá, está muito tarde pra isso."
"Pensei que aquele abraço no sítio, seria de uma nova amizade."
"Fui educado!"
"Na janela, você também foi só educado?"
"Não se esqueça que é casada, ainda por cima tem um filho, então não vou me rastejar por você. Disse bem claro que um dia seria muito feliz sem você, estou sendo."
"Não quero romance… Como você disse sou casada, mas se seremos sócios, podemos menos parar de brigar!"
"Não posso ser seu amigo."
"Por que?"
"Você é casada."
"Deixa de ser machista."
"Não é machismo, querer ficar intacto."
"Você é amigo das meninas, elas também são casadas."
"Mas nenhuma delas eu tive sentimentos, nenhuma delas me rejeitou, nenhuma delas me fez tão mal, e nenhuma delas é você."
"Eu também sofri na minha infância, aquela situação não foi fácil para mim, como poderia ser amiga de uma pessoa diferente de mim, nunca tive experiência de ter amigos de outros pensamentos, isso foi coisa de família."- Maria Joaquina derrubou algumas lágrimas.- "Não quero me justificar, pela dor que fiz você passar, mas precisava ser amada, e não de um guarda costas, vinte e quatro horas no meu pé.- Ela falou irritada.
"Então seu preconceito, agora virou culpa minha?"
"Não… Confesso todos os dias para mim, os erros em que eu cometi, mas você também tem que reconhecer, mas você me fez sofrer com toda aquela melação."
"O amor que sentia por você, está chamando de melação?"
"Sim, mesmo que não reconheça."
"Se te fiz tão mal, por qual motivo está aqui?"
"Também não sei."- As lágrimas nos olhos dela caíam.- "Talvez dizer tudo que sinto, mas você tem razão, não podemos ser amigos, e isso dói muito, não tem ideia.
"Eu sei, mas será melhor assim."
Ela estava saindo, quando o mesmo perguntou.
"Quer uma carona?"- Ela se virou.
"Não precisa!"
"Não é bom ficar aí fora sozinha, o bairro está muito perigoso, e já escureceu."- Ele mantém frio.
"Tudo bem!"
"Espere só fecha que te levo."
"Tenho que passar na casa da Valéria, para pegar meu filho.
"Tudo bem, pois vai ser até melhor que resolver logo o assunto com Davi.
"Pode ser!"
Cirilo terminou de fechar, depois foram para o carro, o caminho estava em silêncio, quando Maria Joaquina falou.
"Desculpa, pelo meu filho ter falado ontem!"
"Não se preocupe, já até esqueci."
"Não pretende se casar, e ter filhos?".
"Bom, até agora nada, então prefiro curtir, mas quem sabe um dia."
"Pensei que estava com aquela lá da festa?"
"Não, só ficamos, nem tenho o contato dela eu tenho."
"Ainda bem!"- Ela falou aliviada.
"Como?"- Cirilo perguntou, e Maria Joaquina ficou com muita vergonha.
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Desejos Proibidos
FanfictionDepois de completar o ensino fundamental na escola mundial junto com seus amigos, Cirilo teve que mudar de país com seus pais, pois a empresa Rivera estava fazendo muito sucesso, e José teria novos sócios no seu ramo de trabalho, onde lhe fez desemb...
