Te tratar melhor...

“Houve uma época na minha vida em que eu me sentia livre e o mundo era cheio de possibilidades.”
A vida é algo completamente inesperada, a vida de casado ainda mais. Quando era um adolescente prestes a entrar na faculdade dos sonhos, deixei toda a minha vida planejada antes de seguir com a minha nova fase: eu iria me casar apenas após ter terminado a faculdade e arrumado um bom emprego, teria filhos anos após casado e antes dos trinta eu já seria bem resolvido com tudo, entretanto nada ocorreu como planejado; com 23 anos eu simplesmente já era pai e estava casado com Eunwoo, precocemente, eu sei, mas quando coloquei meus olhos no meu pequeno primogênito eu o amei instantaneamente e como seu pai biológico era o meu namorado eu não me importei.
Em pouco tempo eu já havia perdido o controle da minha vida, mas foi a melhor coisa que me aconteceu, Junwoo me ensinou o amor puro e me fez perder todos os sentimentos que ainda restaram pelo Jungkook, era estranho, a pessoa mais presente em minha vida, sumiu e se tornou um grande estranho, na verdade, eu não faço a mínima ideia de onde ele está agora e bom é melhor eu não saber.
[...]
Nesse momento eu estava me levantando as 03h30min da manhã porque minha pequena ômega de quatro meses estava chorando copiosamente e apenas eu estava em casa. Peguei o bebê no colo me sentando na cadeira de amamentação, eu não sabia o que era dormir a meses e não me reconhecia mais, a maternidade era realmente difícil, mas linda. Ver Lina crescer era a melhor coisa do mundo.
- como está o neném do papai? - era Eunwoo, estava mais uma vez de plantão no hospital, em sua sala de descanso ele aproveitava para fazer companhia para mim enquanto estava amamentando a Lina.
- acho que é cólica, além da fome, é uma menina muito fominha. - mostro a bebê de olhos abertos mostrando que não dormiria nem tão cedo.
- pelo visto ira virar a noite mais uma vez, terei folga amanhã para você descansar o máximo que puder ok? Tire leite que vou deixá-lo dormindo o dia inteiro. - proferiu. Eu e Eun não tínhamos pegado essa época de recém-nascido, Jun chegou com um ano e era uma criança muito tranquila.
- tudo bem meu amor, bom ela está começando a fechar os olhinhos, eu desligarei e tentarei pelo menos tirar um cochilo. - falei me despedindo e desligando logo em seguida.
Eu estava morrendo de saudades do trabalho, eu mal via as pessoas e a última vez que peguei um projeto foi quando eu estava com três meses de gravidez.
Enquanto eu colocava a pequena para dormir parei para pensar em toda a minha vida e principalmente no cara que participou dela há onze anos e que hoje eu não tenho nenhuma notícia.
Jungkook, eu não fazia nem ideia de como ele estava e se estava ao menos vivo, era estranho pensar que após tanto tempo juntos e de tantas lembranças que criamos nós não termos nenhum contato, é claro eu realmente não sei se conseguiria manter uma amizade com ele já que ele representou partes dos momentos mais marcantes de minha vida. Na verdade, eu não fazia ideia do porque eu estava pensando nele, do porque ele se tornou tão presente em meus pensamentos agora. As lembranças ainda estavam bem vividas, o jeito como ele tocava meu rosto e de como sempre me levava para aventuras e lugares diferentes onde tirávamos prazer um do outro.
Talvez o motivo de eu estiver pensando tanto nele e no que fazíamos seja porque minha vida de casado tem estado tão monótona, mal me lembro da última vez que eu e meu marido tivemos uma noite decente que não seja interrompida por um choro agudo e recorrente, também não colocarei toda a culpa em minha menina já que mesmo sendo um ótimo marido muitas vezes penso que Eun foca muito mais em seu trabalho do que em sua família, quando não está de plantão, está em alguma conferência ou evento e às vezes ainda inventa de viajar e passar dias. Acredito que foi por isso que me casei com ele e adotei jun, porque tinha noção do quanto uma vida de médico era corrida e que Woo merecesse ter alguém disponível para ele a todo tempo, que estivesse presente em cada evento escolar, eu assumi essa responsabilidade no auge dos meus 18 anos e não me arrependo porque posso dizer que estive presente em cada momento da vida do meu pequeno.
- Céus eu preciso voltar a trabalhar ou eu enlouquecerei. - falei para mim mesmo enquanto colocava o bebê em meus braços no seu berço.
Voltei para cama e quase não acreditei ao ver que já estava clareando, já sem sono decidi fazer o que faço diariamente, faxina, era um meio de me distrair já que não tenho nenhum trabalho. Fiz tudo que tinha para ser feito em casa e às seis da manhã Junwoo acordou para tomar seu café.
- bom dia papai. - beijou minha bochecha ainda sonolento.
- bom dia querido, o café já está na mesa, não demore tanto para não se atrasar, eu aproveitarei que sua irmã está dormindo e tomar um banho. - deixei um selar em seus cabelos e subi correndo para minha suíte não perdendo tempo nenhum em entrar no chuveiro.
Não sei quanto tempo fiquei ali, só percebi estar dormindo em pé quando acordei com as batidas de Jun na porta. Lina havia acordado e ele precisava ir para escola.
Após deixar meu filho no transporte para a escola voltei para casa e tratei de dar um banho em Lina. Com tudo feito eu já não tinha mais nada para me distrair e manter meu cérebro acordado, para a minha sorte Eunwoo chegou mais cedo e eu nem esperei ele relaxar um pouco antes de entregar o bebê gordinho que estava em meus braços.
- noite difícil? - indagou, deixando um selinho em meus lábios, olhando a casa em volta. - passou a noite fazendo faxina de novo? - perguntou e eu não neguei.
- acho que deveríamos contratar uma babá. - propus caminhando para o quarto com ele atrás de mim.
- nada de babás, planejamos ter e cuidar de Lina no início, é sempre difícil, mas vamos nos acostumar. - proferiu.
- Junwoo também tem babá, na verdade, eu estava pensando em voltar a trabalhar um pouco antes, eu juro que se eu ficar mais um pouco nessa rotina eu enlouquecerei. - fui sincero me jogando na cama, minha coluna doía de uma forma que eu me sentia um idoso de 80 anos.
- certo, você que manda, quer uma baba? Teremos uma babá, mas apenas quando voltar a trabalhar, ok? - falou e eu concordei. - verei com os pais da escola do Jun. Se eles têm alguma recomendação. - achei de fato que ele surtaria com isso, era estranho admitir que eu realmente não estivesse dando conta e ficar mais dois meses nessa rotina acabaria comigo de vez, entretanto sei que meu marido preza muito pelo nosso bem-estar então se eu falasse que isso estava fazendo mal ao meu corpo e minha mente ele com toda certeza cederia.
Antes de finalmente poder dormir sem ligar se Lina estava chorando ou não, mandei mensagem para meu chefe e pedindo algum projeto que possa me tirar de casa a maior parte do dia, precisava sair ao ar livre e sentir o cheiro de poluição que é o centro da cidade. Dormi com a esperança de que ela conseguiria o projeto perfeito para mim e que em pouco tempo eu voltaria à ativa.
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Pensamentos impuros - Pjm ABO
FanfictionPark Jimin é um arquiteto renomado, com uma familia perfeita, um marido carinhoso e ótimo de cama. Park parecia ter tudo e ele realmente achava que tinha, quando a volta inesperada de seu ex namorado de escola, entra em sua vida. Despertando pensam...
