Eu não sou o único...
"Ele fica em pé no trem, não importa quantos bancos estiverem livres."
(Sexlife)
Dizem que ouvir três horas de barulho de chuva acalma a ansiedade, mas não era verdade, isso me deixou ainda mais nervoso, ainda mais sensível. Céus eu estava a ponto de chorar de desespero, o tempo que passei sozinho com a casa em silêncio porque Junwoo dormiria na casa de um amigo foi o tempo mais desesperador da minha vida, eram milhares de possibilidades que passavam em minha cabeça, eu poderia perder meu marido, o amor da minha vida. Cha Eunwoo é uma pessoa incrível e carinhosa, ele é tão cuidadoso com as pessoas e tenta sempre alegrar o dia delas com piadas muito ruins e eu não quer que ele vá embora da minha vida, porque eu não consigo me imaginar sem ele, eu sei que não estamos na nossa melhor época, mas as coisas foram tão boas antigamente que nada de ruim apagará todo o bem que ele me fez.
Flashback...
Era nosso terceiro aniversário de casamento, os melhores três anos da minha vida, Jun estava com seus quatro anos mostrando tudo que ele sabia fazer de melhor, falar, céus esse menino parece que sonha todo dia que é mudo.
Tenho que confessar ser pai com 21 anos não é fácil, nos trocamos bebidas e baladas por filmes de animação e suco de caixinha, mas existe mais amor em minha casa do que em qualquer outro lugar que eu vá.
— Cadê a janelinha do papai? — o dia não começava sem Eun zoar a falta do dente de Jun, seria algo normal se o mesmo não tivesse caído de cara no chão para arrancar esse dente, e ele nem mesmo estava mole.
— Papaizinho, ele ta me zoando de novo. — com braços cruzados e um bico muito fofo Junwoo reclamava comigo todo manhoso subindo em meu colo.
— Não fale assim do meu bebê, ele achou saber voar tadinho. — começo a rir com sua cara de bravo em minha direção. — Ah! Filho, confessa que foi um jeito engraçado de arrancar um dente, mas você está tão fofo. — aperto suas bochechas recebendo um beijo no topo da cabeça, era Eunwoo mostrando também o seu carinho.
— Ele precisa ir para escola, é o primeiro dia dele. — avisou, mas eu não esqueci, eu só não queria leva-lo para aquele lugar agora.
— não podemos adiar mais alguns meses? Sabe começar ano que vem? Já pulamos metade do ano mesmo. Não quero meu bebê no meio de tantas crianças e longe de mim. — abraço Jun. — Que escola é essa que você escolheu que os pais não podem entrar com os filhos? Quero ficar com ele. — reclamo, Junwoo passa todo o tempo comigo, em minhas aulas da faculdade, quando cozinho e céus esse menino me acompanha até quando vou cagar, inclusive ele tem um vaso ao lado do meu para conversamos enquanto cagamos.
— Meu amor, nenhuma escola deixa isso, ele precisa criar autonomia e ver outras crianças, precisa passar pela pré-escola antes de ir para faculdade, você já está antecipando tudo. — brincou. — Além disso, nós comemoraremos nosso aniversário mais tarde. — falou.
— Em família? — perguntei.
— Sim, em família, porque nosso presente eterno será o pequeno Junwoo janelinha. — brincou e jun olhou rápido para o pai.
[...]
— Filho se quiser voltar para casa só falar. — falo com Jun quando estávamos na porta da escola.
— Eu te amo papaizinho, mas sou muito inteligente para ficar em casa, desculpa prometo que construirei muitas casas e muitas plantas para você. — segurou meu rosto com as pequenas mãozinhas e beijou a ponta do meu nariz. — ABRAÇO EM GRUPO. — gritou para chamar a atenção de Eunwoo que se abaixou e então rodeamos o pequeno corpo de nosso filho em um abraço. Somos uma família unida e feliz, e cada vez que temos momentos como esse sinto que morrerei de felicidade a qualquer momento, é em momentos como esse que notamos o que é importante para nós, o que amamos.
Atualmente...
Eu me perdi em lembranças e quando me dei conta estava afogado em lágrimas, eu quero aquela sensação de novo, quero sentir que morrerei de felicidade por ter minha família unida novamente. Fiquei tão pensativo que mal notei que Eunwoo já havia chegado e agora estava caminhando até mim com um olhar preocupado.
O terno preto e alinhado com seus óculos de grau me deixariam com um grande, tesão se eu não estivesse tão tenso e se as circunstâncias fossem outras.
— Meu amor, aconteceu algo? Minnie você não está bem, porque não me ligou? — ele retirou o terno e sentou ao meu lado me abraçando com o maior amor e carinho que existia. — Sabia que recém-nascidos adoram o contato pele a pele com os pais, sentir o calor do corpo de quem se ama costuma acalmar. Sinto muito, mas você me pegou desprevenido e eu não pude ter um contato pele a pele, mas estou aqui. — beijou o todo de minha cabeça tentando disfarçar o tom nervoso e preocupado.
— Eu preciso ser sincero com você, preciso contar tudo que tô sentindo antes de recomeçarmos. — levantei minha cabeça olhando em seus olhos.
— Tudo bem, quero ter essa conversa também. — se ajeitou no sofá e eu também, secando meu rosto.
— Você sabe que quando conheci você eu tinha um namorado, e sabe também o quanto ele me machucou, sabe que parte do que sou hoje é de como sou hoje é por tudo que aconteceu entre mim e ele. Você pegou um pouco do que eu era na minha adolescência, pegou um pouco da minha liberdade e o quanto eu gostava de ser louco e livre, quando viajei para Busan, eu o encontrei e estávamos no mesmo hotel, ele me convidou para uma festa e tinha muitas bebidas, e drogas. Acabei entrando no cio quando estava com ele e ele também entrou no cio, eu sei que é errado e eu estou me sentindo péssimo, mas eu precisava contar para você sobre isso, sobre ter traído você, eu não estava conseguindo suportar tanta mentira. — as lágrimas caiam de forma tão pesada e rápida que eu nem mesmo estava sentindo.
Eunwoo ficou em silêncio e chocado, ele andou de um lado para o outro e respirou fundo muitas vezes antes de sentar ao meu lado noventa e secar minhas lágrimas com seu dedão.
— Eu seria hipócrita se lhe julgasse por isso, se brigasse por isso. Mas de certa forma estou aliviado porque agora eu não preciso me sentir culpado. Eu lhe amo meu amor, mas confessamos que estava uma merda esse casamento, eu juro que tentei comprando aquelas roupas e adorei porque você parecia estar em casa e é com alívio que digo que também trai você, talvez até antes para ser sincero. Eu saí com uma mulher quando bebi depois do trabalho, isso foi há algum tempo e depois disso fiquei me perguntando se valia mesmo a pena jogar 10 anos fora por uma simples noite, que seria justo eu encontrar algo novo sem ao menos tentar consertar o que eu já tinha. Então larguei meu trabalho e fui ao encontro de quem realmente importa da pessoa que esteve sempre comigo e que devo tudo, porque nada do que sou hoje é só pelo meu esforço, você enrolou sua vida para ajudar a minha, você me colocou em primeiro lugar e me ajudou a alcançar o que tenho. Fico orgulhoso e feliz por você ter tido a coragem de ser sincero e mostrar que quer tentar, porque quero tentar também. Quero a nossa família feliz novamente. — Me beijou logo em seguida, não tinha nada além de amor em seu ato, ele não estava magoado, não estava mentindo. Meu coração ficou tão leve com sua fala, em saber que eu o terei como ele me terá.
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Pensamentos impuros - Pjm ABO
FanfictionPark Jimin é um arquiteto renomado, com uma familia perfeita, um marido carinhoso e ótimo de cama. Park parecia ter tudo e ele realmente achava que tinha, quando a volta inesperada de seu ex namorado de escola, entra em sua vida. Despertando pensam...
