Me, myself e I

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Eu, eu mesmo e eu...

“Às vezes, nossos maiores segredos veem à tona quando menos imaginamos.”

(Desejo Sombrio)

— Senhor Park? Não acreditei que viria. — Rose se aproximou me abraçando, reação estranha já que eu não era tão próxima dela assim.

— Sim, eu também pensei que não. — falei baixo e em seguida olhei para Jungkook. — Oi! Jeon. — sorri.

— Amor vou ali falar com o senhor Kim, será pode me esperar aqui? — Rose perguntou delicada.

— Tranquilo. — foi apenas o que ele disse antes dela sair. — Seu marido? Eunwoo né? Onde ele está? — procurou em sua volta.

— Eu não sei, mas aqui com certeza não. — respondi.

— Não sabe?

— Não estamos mais juntos. Olha tenho que ver como meus filhos estão então se me der licença. — falei rápido. — Bom te ver Jeon. — sai o deixando ali, não queria falar sobre o meu casamento fracassado.

— Estava conversando com ele. — lisa aparece como em um passe de mágica.

— Sim, estava. — confirmo.

— não caia nos encantos dele esta ouvindo? Tente passar pelo menos esse Natal sem se apegar a alguém. — Eu odiava ser controlado, mas eu permanecia quieto porque ela nunca esteve errada.

— Certo, falou em se divertir, mas estamos dentro dessa casa cheia de pessoas e eu não estou vendo nenhuma diversão, podemos ir à praia ou terei que me trancar no quarto, porém em jeju? — indaguei com os braços cruzados.

— Certo, vai se trocar. VAMOS A PRAIA PESSOAL QUEM VEM? — gritou lisa era tão social que em minutos conseguiu fazer amizade com todo mundo.

Arrumei Jun com sua sunga do homem de ferro e Lina que vestia um maiô, me arrumei com minha sunga preta e uma bermuda branca com uma camisa listrada e peguei as coisas que usaria. Lina estava em meu colo e jun segurando a mão de lisa, o caminho para praia não era demorado tendo em vista de que havia uma em frente, um espaço próprio com cadeiras que imagino que foi preparado por Jin.

A água era cristalina e a maré estava baixa, quase não havia onda, então não iria me opor quando Junwoo insistiu em entrar, eu o olharia a distância.

— Será que mando mensagem para ele? — perguntei.

— Desculpe, mas eu preciso beber e você também, céus esquece ele por um momento, o cara deve tá trabalhando. — sai da cadeira ao meu lado e subiu para buscar a bebida.

— Ele é mesmo fã. — quase tomei um susto com Jungkook ao meu lado, onde lisa estava sentada.

— Bom você sabe mais do que eu esse fanatismo, constatou no dia do seu aniversário. — respondo. — dessa vez eu me preparei para dar seu presente de Natal. — comentei.

— Espero que não seja igual ao meu, sabe, ele quer ter uma coleção se você me permitir quero dar um presente a eles. — pediu, se referindo a Lina e jun.

— Não tem problema, você é uma ótima pessoa, não precisa fingir que não me conhece, eu tenho que dizer que estou feliz por você estar feliz. — comentei.

— Sim, estou. — não me pareceu tão convincente, mas antes que eu pudesse perguntar ele se levantou caminhando até meu filho e falando algo com ele antes dos dois começarem a brincar, eu estava apenas sentado com Lina dormindo em meu peito.

O resto do dia pareceu tranquilo, animado com as outras pessoas que estavam ali e não eram tantas.

[...]

A noite seria completamente diferente, babás a ativa, crianças dormindo e 10 pessoas prontas para cair na farra e aproveitar sem se incomodar de como estavam os filhos. Eu já estava arrumado, devidamente maquiado, tudo estava em clima de festa.

— Espero que não tenha chegado tarde para festa. — a voz não, me era estranha, mas eu não conseguia saber de quem era então desci e encontrei o que eu não sei se seria um problema ou não.

— Jimin? O que faz aqui? — perguntou ao me ver descer as escadas.

— Eu que lhe pergunto. — cruzo os braços.

— Seokjin é meu primo, vim direto de Busan para passar o Natal com meu único parente que não é tóxico. — proferiu apertando minha mão.

— coincidência, bom seja bem-vindo, eu acho, na verdade, eu sou a visita aqui. — brinco.

— Podemos ir? — indagou Jin vendo se já estávamos prontos e eu confirmei. Muitos carros indo em direção a um bar em frente ao mar, não tão perto dali.

[...]

Suponho que depois de algumas bebidas tudo perece ficar mais leve e alegre, eu estava tenso com a presença de Jungkook, de Rose, Yoongi e até lisa. Eu nunca pensei que o ficante dos amigos do meu marido seria primo do meu chefe, isso mostra que a Coreia do Sul é muito pequena e isso não é uma qualidade.

Eu precisava beber e me sentir anestesiado das coisas ruins que meu coração estava sentindo, por isso não me importei de beber quantas bebidas eu quisesse e, na verdade, ninguém ali se privou.

— E tão bom estar assim, eu adoro passar o Natal com pessoas que não sejam meus parentes. — confessou Jin. — fico feliz que esteja aqui Jimin, porque Eunwoo não está? — mas que porra, um bêbado sofredor não tem um dia de paz?

— Eunwoo está na Rússia. — respondi.

— Mas isso não importa porque eles não estão mais juntos. — minha amiga que perde o total sentido quando está bêbada falou, me deixando sem graça.

— eu precisava de um pouco de liberdade, na verdade, eu ainda preciso, sabe como é crianças, família às vezes sufocam. — proferi tentando amenizar a situação a tomando mais um gole do meu uísque.

— Intendo, eu já deixei claro a Namjoon que não queria filhos, fiz muitos abortos em minha adolescência antes de finalmente ter idade para retirar tudo que trazia oportunidades de isso acontecer. — meu chefe falou.

— Eu nunca me imaginei sendo pai, na verdade, mas bom aqui estou e bom penso que eles são as melhores coisas que a vida me deu. Jun é adotado como todo mundo sabe, mas é como se ele fosse meu filho biológico porque somos parecidos em muita coisa. Esses dias ele me disse querer ser arquiteto como eu porque ele amava quando o levava para a faculdade comigo. — tirei daquele assunto o mais sutil possível.

— Fico feliz em saber que hoje você se curou daquele aborto que fez. Lembra? No começo da faculdade? Quando te encontrei no chão rodeado de sangue. — um problema, definitivamente um problema. — Ele havia acabado de entrar na faculdade, nossa fiquei desesperado. Jimin ficou sem sair da cama por um longo tempo — eu queria não estar explodindo de raiva porque eu nunca disse que ele não podia contar a ninguém, também nunca pedi para ele esquecer isso, querendo ou não a culpa é minha.

— Oh! Sim, mas eu estava em uma época esquisita. — lisa pareceu chocada, e eu nem mesmo quis olhar para Jungkook, no fundo, eu torcia para ele ser muito lerdo e não percebesse que, na verdade, o bebê era dele. Mas ele não era e isso me deixava preocupado.

Pensamentos impuros - Pjm ABOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora