Park Jimin é um arquiteto renomado, com uma familia perfeita, um marido carinhoso e ótimo de cama. Park parecia ter tudo e ele realmente achava que tinha, quando a volta inesperada de seu ex namorado de escola, entra em sua vida.
Despertando pensam...
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“Você se esquece que vocês são, na verdade, estranhos.”
(Sex/life)
Para a minha tristeza Jungkook não conseguira o boneco e eu teria que ver a cara de tristeza de meu filho por não ganhar o que ele tanto pediu, contudo, para amenizar isso eu o levei até uma loja de brinquedos e deixei que ele escolhesse algo. Meu pequeno estava tão animado com seus onze aninhos, com os amigos que iriam ir até a sua casa comer bolo de morango com ele e mais ainda porque passaria seu aniversário pela primeira vez com a irmã mais nova.
Tudo estava uma correria à tarde, eu com a Lisa fazendo a decoração enquanto Eun saiu para pegar o bolo e comprar algumas coisas que ele não quis dizer o que era.
— é serio, ele simplesmente me beijou. Na hora eu me senti tão...
— se sentiu como sempre se sentiu em relação a ele, por isso retribuiu o beijo, porque por mais que você se esconda ha uma parte de você que sente saudades daquilo, das regalias; ou a vida de casado tem estado tão monótona que você ficou levemente fragilizado por outra pessoa ter te dado mais atenção que o seu marido, porque você sabe que é uma pessoa movida por atenção. — Eu simplesmente odiava quando ela me tratava como um de seus pacientes, mas adorava quando ela me dava respostas que eu nem imaginava.
— A questão é que foi um momento de fragilidade nosso não acontecerá novamente, tudo o que eu preciso está aqui e fim de papo. — proferi encerrando aquele assunto antes que Eunwoo chegue.
— Papai está quase na hora, me ajude com a armadura. — pedia Woo vestido apenas em uma cueca, ele queria ser o homem de ferro então nada como uma armadura. Deixei com Lisa a organização e subi para seu quarto ajudando ele a vestir a armadura de plástico.
— Filho tira o capacete, está calor, acabará derretendo dentro dessa armadura. — falei, era um dia bem quente. — liga o ar e não saia daí de dentro, eu arrumarei sua irmã e tomarei um banho.
Eu não havia parado um segundo desde que acordei e meu marido ainda não havia chegado. Céus era só pegar o bolo, não fazê-lo.
Resolvi tomar banho com Lina pra poupar tempo, coloquei a cadeirinha na banheira com a água morna, a mesma adorava quando fazia isso porque podia ficar brincando a vontade.
— Bebê eu cheguei. — era finalmente meu marido que apenas olhou para dentro do banheiro.
— aproveita vista Lina, a roupa dela está no quarto em cima do trocador. — falei e ele que já estava saindo voltou pegando o bebê molhado e saindo. Eu estava esperando pelo menos um beijo como fazíamos antes, mas me dei por vencido e saí do banho me secando e vestindo o roupão para começar a me arrumar.
— onde está meu relógio mesmo? — procurava na gaveta de relógios de Eunwoo. — Eu acho que eu não tirei da embalagem. — falo comigo mesmo caminhando até a porta do guarda-roupa onde ficavam apenas embalagens, notei bem, bem no fundo daquela bagunça que já não era arrumada há anos uma bolsa nova de uma marca diferente que nunca havia visto. Perto também estava à caixa do meu relógio novo, como se estivesse indicando que eu deveria encontrar aquilo.
Na bolsa havia uma caixa que parecia de alguma joia, talvez um colar, meio receoso do que poderia encontrar eu abri vendo um bilhete dentro escrito com a letra de Cha.
"Espero que goste dessa prova de todo o meu desejo, espero conseguir fugir um pouco para vê-lo usar meus presentes. Com Paixão Dr. Cha."
Abaixo havia uma 'lingerie' masculina, preta de couro, como trajes usados por dominadores em BDSM, não tínhamos nenhum costume com isso, nunca em 10 anos testamos isso, que porra estava acontecendo?
Peguei meu relógio e guardei tudo aquilo enojado e bem incomodado, me segurando para não perguntar o que era, a justificar sua ausência aquilo parecia ser exatamente o que não só eu, mas todos estão pensando.
Arrumei-me em silêncio tentando manter a calma, ignorando tudo que Eunwoo falava, minha cabeça estava a mil e eu talvez estivesse em choque. Quando ele saiu do quarto aparentemente um paciente queria tirar uma dúvida sobre a cirurgia. Eu me olhava no espelho completamente perdido.
Fui tirado do transe com o meu celular vibrando.
"Espero que hoje seja um dia feliz para você e principalmente para seu filho, apesar de tudo".
"Não deixe de dar um beijo na sua pequena por mim, ela realmente é uma graça".
Jungkook enviava as mensagens compostas de emojis fofos, era possível sentir a doçura de suas palavras e imaginar seu sorriso escrevendo isso do outro lado da tela.
[...]
A festa estava animada, crianças correndo de um lado para o outro brincando de algo que com toda certeza não era da minha época, enquanto comiam e bebiam. Eu havia contado a Woo que não consegui o seu presente, mas que não desistiria mesmo triste ele aceitou de bom grado os outros que ofereci.
— Vamos aos parabéns? — perguntei vendo todas as crianças se juntarem. Todavia, antes de começarmos a cantar a campainha tocou e Eunwoo atendeu, não parecia faltar mais ninguém até que eu ver o que entrava na casa.
O homem de ferro...
— Onde está o aniversariante mais irado do mundo? — perguntou o homem fantasiado que mesmo com a voz abafada ainda a tornava reconhecível. Junwoo caminhou ainda sem acreditar para o cara com a armadura. — tirei uma folga dos vingadores para lhe entregar este presente. — esticou a caixa e o menino sem dizer muito, abriu, eu fiquei com certo receio ao ver seus olhos marejados, porém quando vi o boneco em suas mãos quase que quem chorou fui eu.
— O boneco de colecionador do homem de ferro? Que irado. — abraçou Jeon e depois correu até mim, pulando em meu colo. — Você fez tudo isso por mim papai? Obrigada, eu amo tanto você. — me abraçou apertado e por um segundo esqueci-me das coisas ruins a minha volta e me senti preenchido por todo o amor de meu filho.
— Bom pessoal, tenho que ir. — Falou o "robô" — Jarvis ativar o protocolo fantasma. — falou jogando algo no chão que causou uma fumaça e em seguida ele sumiu.
— Você fez tudo isso? Amor que incrível. — beijou meu rosto, mas eu olhava para a porta sem parar com o meu filho ainda me abraçando, eu não sabia o que sentir depois daquilo.