Carla se sentava na cadeira na sua frente e olhava a mulher na sua frente e já sentia uma pressão absurda nela , o quão assustadora essa mulher é ?.
— Tá com medo.... ? - Disse a mulher.
— Não , só um pouco pressionada , sabe ? Você tem um exército aqui e eu sou uma desconhecida.
A mulher sorrir.
— Desculpe.
— Então, qual é desse lugar ?.
— O que quer saber ?.
— Quem são vocês ?.
— Mulheres tentando sobreviver ao fim do mundo.
— Porque só tem mulheres ?.
— Só uma conhecidencia.
— Conhecidencia ? Acho que não minha senhora.
A mulher semi serrou os olhos.
— Me chamo Joana.
— Acredito que você já sabe meu nome ... Certo ?.
— Sim ... Como sabia ?.
— A mulher que está atrás de mim está com um comunicador escondido - Disse Carla olhando pra trás e vendo o comunicador na cintura escondido atrás da roupa.
— Ohhh, Esperta - Disse Joana se levantando e indo até Carla - Mulheres como você são bem vindas aqui.
— Você ainda não me disse o que quero saber minha senhora.
— Como você disse agora a pouco - Disse Joana colocando a mão no ombro de Carla e apertando - Você ainda é uma desconhecida.
Carla olhou ainda analisando a Joana. Mas por incrível que pareça essa mulher não dava brecha em nada.
— Minha filha, leve a moça aqui pra dormir na casa B10.
Darla olhou estranho pra mãe.
— Minha casa ?.
— Quero você de olho nela.
— Ainda estou aqui - Afirma Carla.
Joana rir.
— É claro , agora vá.
— Claro mãe.
Darla olhou pra Carla e as duas foram junta com outras que estavam presentes e quando saíram da casa Carla olhou pra trás e viu Joana sorrindo e fechando a porta e olhou as janelas e ela estava cobrindo elas.
" Interessante " Pensou ela.
Carla chegou na casa da Darla que era feita de madeira mas o teto era de tijolos , era aconchegante , dentro da casa tinha móveis de normais , uma sala , uma cozinha , um quarto e um banheiro.
— Você vai dormir no sofá. Certo ?.
— De boa. Você sabe que se eu não tiver na minha colônia , ele vira me procurar né ? Então tenho que resolver o que tenho de resolver aqui logo.
— Tenha calma, você terá suas respostas logo logo.
— Sua mãe parece ser bem rígida.
— Ela não era assim, ela era amorosa e carinhosa... - Carla viu Darla que estava tomando água respirar bem fundo e ficar um clima bem triste.
— Tá tudo bem ?.
— Tá sim, desculpe - Diz Darla voltando a si e balançando a cabeça e olhando pra ela - É só ter paciência com ela , sabe ?.
— Então, quanto tempos estão aqui ?.
— Um mês eu acho ? Sei lá.
— Entendi, Como conseguiram essas armas ?.
— Com... - Darla olhou pra ela e sorriu - Não irá extrair nada de mim garota.
— Não adiantava nada tentar né ?.
Darla sorrir um pouco sentando ao lado de Carla no sofá.
— Sério... Porque tem só mulheres ?.
Darla respira fundo e colocava os cotovelos nos seus joelhos e fez uma expressão de pensativa.
— Nós éramos prisioneiras.
Carla abriu os olhos com espanto.
Darla respirou fundo.
— Nós éramos prisioneiras desse grupo chamado Renascimento.
— Pera - Diz Carla se levantando e andando por um lado e pro outro - Vocês sabem onde é a cede deles ?.
— Sim.
— Pode levantar eu e meu grupo até lá ?.
— Pera - Se levantou ela - Óbvio que não, porque ir até o inferno ?.
— Ir pro inferno ? Pra matar o chefe é claro - Diz Carla apertando as mãos.
— Não, não.
— Porque ?.
Darla apertou os ombros dela.
— Nenhuma de nós iremos até lá.
— Porque ?.
— Porque ? Porque ? Nós todas éramos estrupadas todos os dias por aqueles homens malditos - Disse ela chorando - Você não tem noção do que é isso , Ser só um objeto , ser tratada pior que um animal , ser mal alimentada.
Carla olhava em choque ainda. Ela olhou pra Darla.
— Desculpe...
— Tudo bem, vou pra cama... Certo ?.
— Sim.
— Se quiser ir da uma volta , pode, só tenha cuidado de sair da área do grupo.
Ela afirmava que sim.
Carla saiu da casa e foi andar e ainda estava na cabeça dela as palavras de Darla e isso só criava mais ódio dela contra esse grupo Renascimento e mais ainda queria matar a todos e fazer eles sofrer o máximo. Ela andou mais um pouco e chegou até a casa da líder delas e pensou e pensou.
" Vou entrar ".
Ela olhou pra lá e pra cá e viu ninguém e abriu a porta e quando abriu ouviu um barulho de chicote e logo viu.
Joana virada de costas e com um chicote na mão e dando chicotadas nela mesma e as costas dela toda cheia de sangue e logo ela percebeu que estava sendo observada e olhou pra trás.
— Entre.
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Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )
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