Capítulo Vinte e Dois - Guerreiras.

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Carla se sentava na cadeira na sua frente e olhava a mulher na sua frente e já sentia uma pressão absurda nela , o quão assustadora essa mulher é ?.

— Tá com medo.... ? - Disse a mulher.

— Não , só um pouco pressionada , sabe ? Você tem um exército aqui e eu sou uma desconhecida.

A mulher sorrir.

— Desculpe.

— Então, qual é desse lugar ?.

— O que quer saber ?.

— Quem são vocês ?.

— Mulheres tentando sobreviver ao fim do mundo.

— Porque só tem mulheres ?.

— Só uma conhecidencia.

— Conhecidencia ? Acho que não minha senhora.

A mulher semi serrou os olhos.

— Me chamo Joana.

— Acredito que você já sabe meu nome ... Certo ?.

— Sim ... Como sabia ?.

— A mulher que está atrás de mim está com um comunicador escondido - Disse Carla olhando pra trás e vendo o comunicador na cintura escondido atrás da roupa.

— Ohhh, Esperta - Disse Joana se levantando e indo até Carla - Mulheres como você são bem vindas aqui.

— Você ainda não me disse o que quero saber minha senhora.

— Como você disse agora a pouco - Disse Joana colocando a mão no ombro de Carla e apertando - Você ainda é uma desconhecida.

Carla olhou ainda analisando a Joana. Mas por incrível que pareça essa mulher não dava brecha em nada.

— Minha filha, leve a moça aqui pra dormir na casa B10.

Darla olhou estranho pra mãe.

— Minha casa ?.

— Quero você de olho nela.

— Ainda estou aqui - Afirma Carla.

Joana rir.

— É claro , agora vá.

— Claro mãe.

Darla olhou pra Carla e as duas foram junta com outras que estavam presentes e quando saíram da casa Carla olhou pra trás e viu Joana sorrindo e fechando a porta e olhou as janelas e ela estava cobrindo elas.

" Interessante " Pensou ela.

Carla chegou na casa da Darla que era feita de madeira mas o teto era de tijolos , era aconchegante , dentro da casa tinha móveis de normais , uma sala , uma cozinha , um quarto e um banheiro.

— Você vai dormir no sofá. Certo ?.

— De boa. Você sabe que se eu não tiver na minha colônia , ele vira me procurar né ? Então tenho que resolver o que tenho de resolver aqui logo.

— Tenha calma, você terá suas respostas logo logo.

— Sua mãe parece ser bem rígida.

— Ela não era assim, ela era amorosa e carinhosa... - Carla viu Darla que estava tomando água respirar bem fundo e ficar um clima bem triste.

— Tá tudo bem ?.

— Tá sim, desculpe - Diz Darla voltando a si e balançando a cabeça e olhando pra ela - É só ter paciência com ela , sabe ?.

— Então, quanto tempos estão aqui ?.

— Um mês eu acho ? Sei lá.

— Entendi, Como conseguiram essas armas ?.

— Com... - Darla olhou pra ela e sorriu - Não irá extrair nada de mim garota.

— Não adiantava nada tentar né ?.

Darla sorrir um pouco sentando ao lado de Carla no sofá.

— Sério... Porque tem só mulheres ?.

Darla respira fundo e colocava os cotovelos nos seus joelhos e fez uma expressão de pensativa.

— Nós éramos prisioneiras.

Carla abriu os olhos com espanto.

Darla respirou fundo.

— Nós éramos prisioneiras desse grupo chamado Renascimento.

— Pera - Diz Carla se levantando e andando por um lado e pro outro - Vocês sabem onde é a cede deles ?.

— Sim.

— Pode levantar eu e meu grupo até lá ?.

— Pera - Se levantou ela - Óbvio que não, porque ir até o inferno ?.

— Ir pro inferno ? Pra matar o chefe é claro - Diz Carla apertando as mãos.

— Não, não.

— Porque ?.

Darla apertou os ombros dela.

— Nenhuma de nós iremos até lá.

— Porque ?.

— Porque ? Porque ? Nós todas éramos estrupadas todos os dias por aqueles homens malditos - Disse ela chorando - Você não tem noção do que é isso , Ser só um objeto , ser tratada pior que um animal , ser mal alimentada.

Carla olhava em choque ainda. Ela olhou pra Darla.

— Desculpe...

— Tudo bem, vou pra cama... Certo ?.

— Sim.

— Se quiser ir da uma volta , pode, só tenha cuidado de sair da área do grupo.

Ela afirmava que sim.

Carla saiu da casa e foi andar e ainda estava na cabeça dela as palavras de Darla e isso só criava mais ódio dela contra esse grupo Renascimento e mais ainda queria matar a todos e fazer eles sofrer o máximo. Ela andou mais um pouco e chegou até a casa da líder delas e pensou e pensou.

" Vou entrar ".

Ela olhou pra lá e pra cá e viu ninguém e abriu a porta e quando abriu ouviu um barulho de chicote e logo viu.

Joana virada de costas e com um chicote na mão e dando chicotadas nela mesma e as costas dela toda cheia de sangue e logo ela percebeu que estava sendo observada e olhou pra trás.

— Entre.

Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora