Capítulo Cento e Quatro - Amigos ou Inimigos ?

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Olavo sai de sua sala o mais rápido que podia com a sua bengala sendo seguido logo de perto pela Margot.

— Aquele desgraçado !! Não avisou que estava vindo – Disse ele arfando com a sua fala e prosseguindo – Logo agora que o meu neto tá aqui e ainda por cima a filha dele. Inferno!! – Ele terminou de falar no mesmo momento que passava pela última porta e dava de cara com ele – Meu velho amigo , tanto tempo !! – Disse ele forçando um sorriso.

— Meu Rais favorito ! – Disse Heitor também aparentemente um sorriso mais falso ainda. Os dois se abraçavam como se fossem melhores amigos que não se viam a anos. – Me conte as novidades.

— Não temos muitos meu querido amigo, não quer descansar ? A viagem deve ter sido desgastante.

— Foi mesmo. Ainda bem que não existe aquelas criaturas no mar – Dando uma enorme gargalhada e junto com ele o Olavo também ria mas podia-se ver que o Olavo estava olhando pra todos os lados.

— Sim , sim – Disse ele colocando a mão no ombro de Heitor e o guiando – Porque não vamos pro seu quarto ?.

Heitor o encarou mas não fez nada a respeito , ele realmente estava cansado e queria um tarde de sono. Quando eles estavam no caminho pro quarto Heitor falou :

— Alguma novidade ?.

Olavo sabia qual era a novidade que ele queria saber.

— Achamos uma que seja imune.

— Já está nas experiências?.

— Vamos pegá-la assim que puder.

— Espero que seja rápido. Os sauditas querem a cura e estão dispostos a pagar o quanto for preciso.

Olavo sorria ainda mais quando ouvia essas palavras.

Muitos passam que por estar no fim do mundo o dinheiro tenha caído em esquecimento. Uma coisa que a maioria das pessoas não sabem é que apesar do apocalipse os governos não pararam de trabalhar e de querer sempre os lucros. Claro que no mundo que eles vivem não tenha muitos governos ainda em ação mas os principais estão a todo vapor.

Os governos dos EUA. Da china. Coreia do Norte. E o governo da Arábia saudita.

Esses 4 governos pra ser mais exato não pararam em nenhum momento e o que eles mais querem hoje em dia é o que todos mais querem :

A cura.

Todos sabem que quem for o primeiro que fizer a cura ou for o primeiro a comprar a cura será aquele que irá dominar o mundo e aqueles que sobraram.

— E aquele outro projeto? – Fala Heitor.

— Esse está mais avançado do que nunca – Disse Olavo abrindo ainda mais o sorriso - As criaturas modificadas estão cada vez mais fortes e mais obedientes – Eles chegavam a porta do quarto.

— Olhe. Queremos vender a cura dessa praga pra quem oferecer mais dinheiro mas eu quero que essas criaturas que estamos desenvolvendo seja imune a essa cura porque quem conseguir controlar essas criaturas terá o exército mais forte da história. Isso foi o que planejamos desde o início. Temos que ser rápidos pra fazer essa cura. Pegue quem for que vocês acharam logo - Olavo não gostava quando o Heitor falava desse jeito.

— Nós sabemos muito bem o que está em jogo. Não fale comigo achando que sou um dos seus soldados de chumbo Heitor, já falei sobre isso. Se você está aqui hoje , se você foi um soldado influente no comércio é por causa de mim , tá entendendo ? – Fala Olavo batendo a sua bengala no chão com força.

Heitor sorria e logo depois Olavo também.

Margot estava presente desde sempre e ela sentiu que aqueles risos deles dois eram apenas uma força de acalmar a situação. Mas ela via que elas trocas de palavras era um confronto de dois homens orgulhosos que são capazes de fazer tudo e passar por cima de quem for preciso pra terem o que querem e mesmo que pra isso for trapacear eles mesmo.

— Desculpe meu querido amigo – Disse Heitor – É a força do hábito de está sempre por perto de soldados fracos que as vezes esqueço que existem pessoas fortes nesse mundo além de mim , é claro.

— Tudo bem. Só não esqueça que eu também mando.

Heitor estava fechando a porta mas antes de fechar ela por completo ela fala.

— Até quando irá mandar também ?.

Olavo sorria.

Ele e a Margot se afastavam um pouco da porta.

— Eu odeio esse cara , não mostra nem um pingo de gratidão e ainda quer ter mais poder que eu !!! Se ele não fosse importante pra esse projeto ele já estava no fundo do mar.

Lucas.

Lucas e Carla estavam andando pelo complexo até o local onde estava o Zeke. Eles falavam nada mas tinham uma aura pesada naquele lugar e ambos podiam sentir esse clima.

— Eu odeio esse lugar... - Disse Carla.

— Eu também - Disse ele respirando fundo - Mas as vezes temos que fazer coisas que não queremos pra sobreviver. Estou cansado de perder quem amo.

— Sim. Onde está Ana ? Viu ela desde que chegamos aqui ?.

— Não... Acho que devemos deixar ela sozinha por enquanto.

— Não acha que pode ser perigoso ?.

— Não. Ela não irá fazer nada que possa prejudicar a todos.

— Como pode ter tanta certeza disso , Lucas ?.

— A Clara não iria querer isso e o Steve muito menos. 

Depois dessa fala eles não falaram mais sobre mas nada e seguiram o caminho. Demorou uns 2 minutos e chegaram aonde estava o Zeke. Junto dele estava Amanda e Samanta.

— Como estão ? - Perguntou Lucas.

— Estamos bem. - Disse Amanda.

Carla ia até Zeke e o abraçava.

— Tudo certo ?.

— Sim.

Ela olhava a expressão dele e entendia que ele sabia de algo.

Olavo chegava no local sorrindo junto com Margot.

— Meu neto ?.

— Como sabia...

— Não a nada que aconteça nessa instituição que eu não saiba - Disse ele se orgulhando.

— O que você quer ?

— Quero que venha comigo pra um lugar.

Lucas e Carla se olharam e assentiram que sim.

— Certo. 

Lucas e seu avô andaram por todo complexo sem falar uma palavra sequer, até que chegaram em uma casa enorme, até mesmo maior que a casa onde Lucas morava em sua colônia. Andaram até no primeiro andar e entraram em uma sala que tinha uma mesa enorme e uma poltrona onde o Olavo se sentou.

— O que você quer comigo ?.

— Eu preciso de algo só pra falar com meu neto ?.

— Eu te conheço. Eu sei que tudo que você faz é pra algo. Fale, agora.

— Preciso de alguém de confiança. Eu confio em você.

Carla. 

Ela saiu da sala quando Lucas saiu do quarto e ela foi direto pro lugar dela. Carla se sentou na cama e se deitou.

— O que Zero pode esta fazendo ?.

A porta se abria. Carla logo olhou e pulou da cama e tentou pegar uma arma de sua cintura mas não estava com ela.

— O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI ?

— Isso é jeito de falar com seu pai , minha querida filha ? Preciso de alguém de confiança.

Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora