Capítulo Quarenta e Dois - Passado.

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No mesmo dia....

Lucas e Maria estavam na sala do líder.

— Porra, porra , porra.

— Querido ... Se acalme.

— Não dá , não dá , a gente não tá pronto... a nossa população é muito fraca , assim não vai dar pra salvar elas, todas - Disse Lucas colocando as mãos no rosto e chorando.

— Vamos ter fé querido.

— Fé ? Não adianta. A maioria aqui mal treina direito , eles não querem salvar elas... Esses malditos.

— Oh bonitão...

— Carla ?.

— Tenha fé neles... Sério.

— Até você ?.

— As vezes ter fé é importante. Nas minhas missões que tive, quando estava no exército, a fé nos mantinha as vezes em pé, quando a gente pensava que íamos morrer crer em algo deixava a gente vivo.

Lucas olhava pra ela e sorria.

— Como estão eles ?.

— A nossa população ? Tão indo né ? Depende de quando vamos atacar eles.

— Pode estar chegando esse dia.

— Eu sei.

— Tomara que elas aguentem naquele inferno.

— Elas iram.

No dia seguinte com Clara e Ana.

Jacob entrava no quarto delas sorrindo.

— Bom dia pra vocês.

— Oi.

— Aqui está a comida pra vocês.

— Fala aí satanás...

Jacob olhava pra Clara que se levantava.

— Porquê prendeu a gente ? Você não fez nada com a gente , eu até agradeço sabe ? , mas.... Porque ? Porque não estamos lá embaixo e estamos aqui ? - Afirmou Clara - O que você quer com a gente ?.

Ele sorria.

— Ué ? Gosto de vocês... Vocês são interessantes. São corajosas.

— Não acha que a gente vai se unir a você ? Ou até mesmo ser de você ? Acho que você não sabe... Eu e ela somos um casal.

— Eu sei. Temos câmeras aqui , eu vejo tudo que vocês fazem. Mas fiquem tranquilas, não vejo quando vocês transam.

— Ata. Agora me sinto muito mais segura aqui. Charlatão.

— Fiquem tranquilas... Não irei fazer nada com vocês. Podem confiar em mim - Disse ela se curvando a elas ainda a sorrir.

— Confiar em você ? Somos prisioneiras.

— Vocês não perceberam ? As portas estão abertas. Vocês não estão presas, claro, vocês não podem sair da fábrica , mas podem andar.

Clara e Ana se olharam.

— Não tem medo que a gente arme um plano ? Ein ? - Disse Clara cruzando os braços.

Ele sorria , ia até a frente dela.

— Não a nada que se passa nessa fábrica que eu não saiba , minha jovem.

Clara se arrepiava e tremia um pouco.

Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora