Capítulo Vinte e Cinco - Descobertas.

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Lucas abaixava a sua cabeça na sua mesa e respirava bem fundo e balançava a cabeça , já fazia uns 30 minutos desde a ocasião que Darla deu um tapa na mão de Lucas e Carla tinha falada tudo aquilo que ela sabia sobre o grupo das mulheres e sobre o que elas tinham passado.

— Caraca - Disse Maria que estava presente na sala do líder junto com Carla e Lucas , Darla estava no lado de fora junto com Clara e Ana.

— Certo, eu entendi tudo que você falou e o que ela e elas passaram , porque a trouxe Carla ?.

— Isso não é óbvio ?.

— Eu sei o que você quer dizer, será que temos chance Carla ? Não quero entrar em uma guerra seja perdida desde o começo , entende ?.

— Eu sei bonitão, a gente tem chance ! Acredite em mim.

— Eu acredito , mas..... - Disse Lucas fazendo uma expressão de dúvida.

— Eu sei, é complicado entrar em um guerra com um grupo que não nos atacou....- Ela fez uma pausa e olhou pra fora da sala e via Darla e se lembrou de tudo que Joana falou pra ela sobre o que faziam com elas - Mas podem nos atacar , você sabe - Completou Carla olhando pra Lucas.

— Eu sei, você também é uma líder da colônia , eu irei te apoiar , mas só irei atacar se tiver certeza do lugar e de quantas pessoas tenham, claro, e libertar as pessoas presas lá.

— Por isso trouxe ela bonitão - Diz Carla fazendo um sinal pra ela vim até a sala e ela mal prestou atenção pois estavam falando com a Clara e Ana, Carla pode escutar que uma delas falou " Pode ir até a nossa casa quando sair ". Darla entrava na sala e logo dizia.

— Desculpe pelo o tapa.

— Sem problemas, o que Carla falou , eu entendo esse seu receio. Sente-se - Dizia Lucas e andando junto com a Carla e abria uma gaveta e pegava um rolo e quando abriu podia-se ver que era um mapa. Eles colocaram ele em cima da mesa na frente de Darla e Maria estava no lado dela e logo dizia.

— Onde exatamente , eles ficam ? Por favor.

Darla respirava fundo e olhava o mapa. Ela passou uns minutos olhando o mapa enquanto isso Lucas, Maria e Carla olhava pra ela inquietos até que...

— Eu sei.

Os três foram pra cima dela imediatamente.

— Fica aqui.

Lucas olhou pro mapa e onde o dedo dela estava e ele assentiu que sim e olhou pra Carla e Maria que também estavam vendo.

— Isso fica a 3 pra 4 horas daqui.

— É uma longa viagem.

— Sim.

— Temos perguntas pra você e são perguntas que pode fazer você se lembrar de momentos difíceis de quando vocês estavam lá - Disse Lucas ficando na frente dela agachando pra fica cara-a-cara com ela.

— Pode perguntar.

— Qual o tamanho do lugar ? Pelo o que você me mostrou e pelo que eu me lembro de memórias minhas que passei por lá tem uma fábrica , mas depois de tanto tempo e de tanta coisa aconteceu, pode ter destruído muita coisa.

— Pelo que eu me lembre de quando eu e elas saímos de lá é muito grande do território deles , é muito grande mesmo.

— Como vocês saíram ?.

— Do lado de trás da saída , o homem que nos ajudou matou muitos deles e roubou um carro pra nós todas sairmos de lá.

— Então na saída é tipo uma garagem prós carros ?.

— Exatamente.

— Ponto cego ?.

— Poucos quase nenhum, só conseguirmos sair mesmo de lá porque eles tinham saído a maioria.

— Entendi.

— Exatamente quantas pessoas ?

— Mais de 100 , só só homens que são aliados deles , mas por causa do homem que não salvou que matou bastante deles , devem ter ficado menos de 100 , talvez uns 80.

— Tão precisa.

— Acredito que você sabe porque eu sei tão precisamente quantos homens tenham.

Lucas fechava os punhos e fazia uma expressão de ódio e nojo.

Darla se levantava e saia.

— Assim Darla , a casa de Clara e Ana fica a duas casas do lado dessa , certo ? Eu ouvir uma delas convidando você. - Disse Carla.

Darla olhava pra Lucas e Maria e ambos assentiu que sim.

Lucas, Carla e Maria saiam da sala depois dela.

— Querida, vá lá ver Sofia , certo ?.

— Pra onde você vai ?.

Lucas olhava pra Carla e logo ela sabia pra onde era.

— Certo.

Os dois se beijavam.

Lucas e Carla andaram e abriram uma porta e viram o homem que eles prenderam.

— Ola baby, Vamos ter uma conversa ? - Disse Carla sorrindo.

Enquanto isso com Darla...

Ela saia da casa do líder e já olhava os olhares pra ela , não ligava muito , seguiu o caminho e contou as casas e parou na frente de uma.

Logo ela ficou com vergonha mas depois sentia uma mão no seu ombro e olhava pro lado e via uma mulher.

— Sou Clara.

— ah, oi.

— Entre.

Elas entraram e já via Ana na sala sentada no sofá comendo um pão.

— Clara , na próxima não deixa a Maria fazer o pão , certo ? - Dizia Ana e quando olhava via Darla e se levantava e abraçava ela.

— Porque me chamaram ?.

As duas se olhavam e assentiram que sim, Ana foi pra uma sala e voltou de lá com uma carteira e um diário Darla podia ver isso. Ela tirou uma foto da carteira e mostrava pra ela.

— É esse homem que salvou vocês ?.

Ela pegava a foto e olhava pra foto e podia ver duas mulheres que aparentava ter a idade delas e olhou pra homem , ele estava mais feliz e com um rosto mais gordo, mas era ele sim , Darla começou a chorar.

— É ele sim , ele nos salvou, o anjo.

Ela se ajoelhava no chão e colocava a foto na sua bochecha e logo olhou pras duas.

— Onde ele está ? Ele estar aqui ?.

— Olha...

— Ehh...

Ela logo sacava o que era isso e se levantava.

— Entendi...

— Sinto muito.

— Não, tudo bem.

— Olha - Disse Ana dando pra ela um diário - É dele , está quase todo completo. Acredito que isso pertence a você , a vocês quer dizer , ele salvou vocês.

— Vocês leram ?.

— Não, até porque é um diário e era dele , como disse , pertence a vocês.

Ela pegava.

— Obrigada.

— Ehhh... Pode ficar aqui viu ? Pode dormir no sofá.

— Obrigada novamente.

— De boa... Preciso ir agora trocar o meu curativo da perna , vem comigo Ana ?.

— Claro.

Elas duas saiam. Darla olhava pro diário ainda chorando , ela se sentava no sofá, e abria ele e começava a ler.

Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora