Capítulo Cento e Cinco - Duas faces da moeda.

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— O que você quer falar ? Meu querido paizinho - Ela se curva - Mil perdões não está pulando de alegria. Você sabe que não gosto de você.

— Eu sei a sua opinião sobre mim, minha amada filha. Mas temos coisas muito mais importantes que nós. 

— Porque não estou surpresa que você está aqui ?.

— Você sabe que sempre tive um ótimo faro.

— Sei muito bem o que é esse "faro".

— Deixe de rodeos. Quero alguém de confiança.

— Não irá achar alguém de confiança aqui. Principalmente comigo.

Ele andava pra direção dela bem lento enquanto isso ela se afastava sempre procurando algo pra usar como arma.

— Não tem nenhum inimigo aqui minha filha.

— Não é o que você me educou e muito menos me mostrava.

— Me deixe pelo menos falar. Você irá querer, não é sobre mim.

— Sempre é sobre você ! Seu maldito !

— Vamos, me escute.

Carla olhava atento pra ele e não via algo que poderia fazer contra. Ela saiu da posição de luta e ficou em uma postura retificada mas sempre vigilante.

— 2 Minutos.

— Ótimo - Ele andou um pouco e se sentou na cama. Olhou pra ela sorrindo e pedindo pra que ela sentasse ao seu lado mas logo foi negado. - Certo, preciso que você fale com o filho o Olavo. Quero saber o que aquele velho rabugento fala e sabe, tenho certeza que ele quer fazer algo contra mim.

— Porque você acha que irei fazer isso? Você diz que não é sobre você , mas toda essa sua fala é apenas sobre você !! Como você ? Meu querido pai , quer que eu acredite nisso?

— É sobre sua mãe.

Lucas.

— Alguém de confiança ? O que você quer ?.

— Ajuda.

Lucas sorria.

— Você acha mesmo que eu irei acreditar em qualquer coisa que você fala ?.

— Sim, sou seu avô.

— Você sabe muito bem que nunca confiei em você !.

— Quando você era mais jovem você acreditava e confiava em tudo que eu falava pra você ! Ate mesmo fazia parte dos negócios da família. O que mudou ? - Diz Olavo batendo sua bengala no chão.

— Seu desgraçado ! - Disse Lucas indo pra cima de seu avô apontando o dedo em sua cara - Você sabe muito bem o porquê eu não confio em você e sabe muito bem o porquê eu saí dos negócios da família.

— Você era um jovem notável e com potencial mas você se importa com coisas tão triviais.

— Triviais ?? Você fazia meu pai ficar afastado de mim - Disse Lucas virando de costas pra ele e socando uma parede e voltando pra falar com ele - Fez minha mãe ficar louca por conta disso. Você matou...

— Você ainda acha que eu matei seu tio ? Você ainda acha que fui eu que matei o meu próprio filho ? Você ainda está louco ! - Disse Olavo se levantando e ficando de cara com o Lucas. Seu olhar era firma e se tremia bastante que fazia sua bengala não ficar fixada no chão.

— Eu não acho. Eu tenho certeza , eu vi você falando com meu pai sobre se livrar do "entulho" fazendo um sorriso e meu pai te xingando por falar dessa maneira com uma pessoa e logo depois meu tio apareceu morto.

— Nossa família tem muitos inimigos, e você sabe muito bem disso. 

Lucas se virava com as mãos na cabeça.

— Eu sou seu único parente e você é meu único descendente. Sendo assim você é a única pessoa em que eu confio.

Lucas se virava e apontava o dedo e o balançada em sinal de um não.

— Eu preciso que você fale com sua amiga sobre o Pai dela. Aquele velho quer fazer algo contra mim - Ele o encarava e fazia uma expressão de tristeza - Eu tenho medo , meu neto. Não é sobre mim.

Lucas voltava o encarar.

— É sobre o que ?.

Olavo sentia que a conversa estava totalmente pra ele.

— Eu tentei manter em segredo. Mas ele descobriu, aquele maldito Heitor - Disse Olavo virando de costas e se apoiando na cabeceira de sua mesa e deixando cair uma lágrima - Sua filha , minha bisneta. Sofia é imune ao vírus. Ele sabe.

Lucas se arrepiava andava pra frente de seu avô.

— E ? Porque temos que ter medo ?.

— Ele é militar meu neto. E antes disso , ele é ambicioso. Ele quer a cura pra esse vírus e vender pra aquele que pagar mais. 

— Tá... mas o que a Sofia tem haver com isso.

— Nós fizemos exames com ela meu neto. O nível de rejeição dela ao vírus é incrivelmente alto. Talvez , ela tenha a cura dentro dela.

— E o que fariam com ela... - Ele sabia a resposta mas queria ouvir.

— Abrir o cérebro. Medula. O que você poder imaginar pra tirar o que ela tem de tanto especial.
Lucas se virava. Ele se tremia e não conseguia respirar direito. Olavo iria até seu neto e o abraçava. Lucas aceitava.

— O que podemos fazer ?.

— Se você me escutar, não iremos deixar nada acontecer com a sua garota.

Lucas pensava por alguns segundos.

— Me fale o que você precisa.


Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora