Capítulo Cento e Sete - Ainda somos amigos ?.

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Ainda no dia Anterior. Carla.

— O que minha mãe tem haver sobre isso ? - Ela perguntava.

— Sua mãe está transformada em uma das criaturas.

— Que ? Ela foi mordida ?.

— Não, ela tomou a vacina e teve a reação.

Carla o encarava.

— Porque eu acho que você sabe o que aconteceu no mundo ?.

Ele ficava em silencio.

— Seu... O que você sabe ? Cadê minha mãe ? - Ela andava e ficava na frente dele.

— Eu não sou seu inimigo minha filha. Eles são, os Rais. O Olavo e o neto dele.

— Lucas ? Ele é um homem bom.

— Todos daquela família não são bons. Por isso que preciso de sua ajuda.

Carla se virava e ficava andando por um lado e pro outro.

— O que você quer ?.

— Eu soube que uma pessoa do grupo de vocês é imune ao vírus.

Carla logo fez uma expressão se assustada. 

" Sofia " Ela pensou.

— Eu quero que você saiba quem é essa pessoa e traga ela pra mim pra eu mesmo fazer as experiências com ela. Pra curar a sua mãe e minha esposa.

Carla ficava em silencio sem mexer um musculo. Ela saia da sala sem falar e foi direto pro seu quarto.

Carla. Atualidade.

" É sobre sua mãe "
" É sobre sua mãe "
" É sobre sua mãe "

Carla pensava nessa frase de seu pai desde que ele falou. Ela sabia que não se pode confiar !.

— Mas... Se ela esta viva ? Não !! Ela morreu !! Mas... Se tiver a curar ela poderia ? Merda!- Ela socava  a parede - Esse velho ! Desaparece quando o mundo estava "normal" e ocorre uma porra do fim do mundo e ele ainda me inferniza !! - Ela passava a mão no seu rosto e ficava ainda mais irritada.

Ela se levantava da cama e ia pro banheiro. Tirava as suas roupas, ligava o chuveiro e se sentava debaixo dele.

Ela pensava nas palavras de seu pai, pensava no Zero, pensava no Lucas, na Sofia. Em todos. Ela colocava a mão na cabeça e começa a chorar.

— Merda. O que eu faço ?A Sofia...  - Ela se desabava em lágrimas e ficava socando as paredes do banheiro e se via gotas de sangue indo até o ralo e suas mãos com cortes por causa dos socos - O que eu faço ? Minha mãe pode ter uma segunda chance. Mas com isso eu iria trair o Lucas ? O que eu faço?.

Lucas.

Ele andava pelo complexo. Não conseguiu dormir desde a sua conversa com seu avô.

" Minha bisneta corre perigo "
" Sofia corre perigo "
" Ela tem uma taxa de rejeição alta "
" Ela é a cura "
" Medula, sangue "
" Ela vai morrer "

Ele fechava os punhos com toda a sua força e cerrava os dentes com mais força ainda.

— Não irei deixar que toquem nela - Jurava pra si mesmo o Lucas, ele andava e chegava na frente de um quarto. Respirava fundo e batia na porta três vezes.

A porta se abria e se via Ana, ela aparentava está muito mais magra, seus cabelos estavam sujos e mal cuidados, seu olhar estava sem vida.

— Quero conversar com você.

Sobreviver a qualquer custo.( CONCLUÍDO )Onde histórias criam vida. Descubra agora