_Cristina...
_ Estou te ligando há um tempo. Acabei perdendo seu número.
Laura permaneceu em silêncio estática. Cristina ouvia somente a respiração da morena do outro lado da linha.
_ Oi.. tem alguém aí?
_ A que devo a honra da ligação, Cristina?
_ Estou em São Paulo até segunda. Gostaria muito de te encontrar! O que você vai fazer hoje? Posso te levar para tomar um suco.
_ E você trouxe seu marido junto? Ele vai com a gente tomar um suco?
Laura havia gostado bastante de Cristina no passado. Mas por todo o drama que existia na época, decidiu simplesmente se afastar da mulher para não ter dores de cabeça futuramente. Perece que não adiantou muito, afinal, Cristina a encontrou novamente.
_ Não! Ele está em MG. Eu vim para um congresso que ocorreu nesse último final de semana. Estou indo deixar a Ana Clara no aeroporto e volto para o flat. Posso te encontrar?
Ana Clara era a filha de Cristina.
_ Olha, eu vou visitar um apartamento agora depois do almoço. Te encontro às 18h naquele restaurante japonês que você gosta. Pode ser?
Laura estava disposta a ir e encerrar de uma vez o contato com Cristina.
Após o almoço Laura foi visitar um apartamento próximo a seu trabalho. Era completamente mobiliado. Havia uma sala de estar, uma cozinha compacta, quarto razoavelmente grande e um banheiro com banheira.
Laura acertava os valores com o corretor enquanto olhava pela janela e via o prédio em que trabalhava.
O relógio marcava 17h30 quando ela foi ao encontro de Cristina.
O restaurante era apenas a duas quadras dali e a moça foi caminhando na rua com várias árvores.
Laura viu Cristina entrando no restaurante e seguiu caminhando em direção a moça.
_ Cris..
_ Laura! Não te vi entrar.
_ Aqui estou eu. Posso me sentar?
Laura puxou uma cadeira e se acomodou fitando a moça.
_ Eu tentei tanto falar com você nos últimos dias. Por que nunca me atendeu?
_ Ah, Cris. Qual é? Você sabe exatamente o porquê de eu não querer contato.
_ Não, Laura!! Eu não sei. Falei para você que ia resolver as coisas mas você sumiu. Você desistiu.
Cristina aumentava consideravelmente a voz.
_ Muita dor de cabeça pra mim.
_ Não valia a pena pra você na época, não é, Laura? Porque pra você era isso.. sexo.
_ Cris, eu não disse isso!
_ Então me explica! Explica por que você sumiu. Explica por que você não me atendeu mais. O que eu fiz?
_ Cris, eu nã..
Laura foi interrompida pelo garçom com o menu em mãos.
_ Senhoras, vão querer pedir agora?
_ Eu quero um uísque duplo com gelo.
Falou Cristina com a pele levemente corada esboçando raiva em seu semblante.
_ Eu quero um camernere meio seco.
_ Certo, senhoras. E para comer?
_ Não pediremos ainda!
Falou Cristina com impaciência.
_ Certo! Já trago as bebidas.
Laura e Cristina seguiam conversando enquanto o garçom as servia.
Os ânimos haviam se acalmado e elas decidiram não tocar no assunto do passado. Laura estava mesmo disposta a colocar um fim no contato com Cristina.
O relógio marcava 22h quando Laura decidiu ir embora.
_ Cris, eu preciso ir. E gostaria de pedir para que você não me procure mais. Isso não daria certo! Além do que, eu estou muito afim de outra pessoa.
Cristina estava visivelmente surpresa com a última fala de Laura.
_ Eu não vim te pedir em casamento, Laura. Vim apenas dizer que sinto sua falta e que não entendi seu sumiço repentino. Mas tudo bem, parece que não tem mais volta. Pode ao menos me acompanhar até o flat? Fica logo ali.
_ Tudo bem, Cris. Eu te acompanho!
As duas foram caminhando até a entrada do prédio. Laura havia bebido pouco mais de meia garrafa de vinho e Cristina sabia o quanto o vinho mexia com os sentidos da morena.
_ Bom, chegamos!
Falou Cristina se aproximando de Laura e envolvendo a cintura da morena em um abraço.
_ Você quer subir? Podemos terminar essa noite no meu quarto.
Cristina sussurrava no ouvido de Laura passando levemente a língua no lóbulo da morena.
Laura não resistiu e subiu.
No elevador Cristina passava suas mãos pelo corpo de Laura enquanto a abraçava por trás.
Ela mordia pescoço da morena fazendo com que os bicos dos seios dela ficassem enrijecidos.
Laura virou de frente para Cristina e a beijou. Um beijo feroz, cheio de vontade, cheio de tesão.
A porta do elevador abriu e Cristina foi empurrando Laura em direção a porta. Entraram no flat e em seu último segundo de sanidade Laura se afastou.
_ Olha, Cris, me desculpa. Não vai rolar! Sério.. eu não deveria estar aqui. Desculpa mesmo!
Laura tentava recuperar o fôlego enquanto Cristina a olhava confusa.
_ Mas o que aconteceu? Eu fiz alguma coisa?
_ Não, Cris. Eu só preciso ir embora. E, por favor, não me procure mais.
Laura saiu deixando uma Cristina confusa parada no centro da sala com as chaves nas mãos.
"Droga! Droga! Droga! Quero minha casa"
Laura sussurrava dentro do elevador de cabeça baixa esboçando impaciência.
A morena não conseguia deixar de pensar em Luísa.
Enquanto Cristina a tocava, Laura imaginava Luísa e isso não era certo.
No caminho de casa Laura repousou sua cabeça no banco de trás do táxi e fechou os olhos acordando apenas quando já estava em seu portão.
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A Professora Ruiva
RomanceQuando um aluna se apaixona pela professora, algo pode dar muito errado. Luísa, uma mulher forte e cheia de manias. Com seus exatos 48 anos. Laura, ousada e atraente. Com seus recentes 23 anos. Um jogo de sedução vai começar... *** Não autorizo...
