Ressaca Moral

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No dia seguinte Laura não conseguiu sair da cama. Flashs da noite anterior passavam pela sua cabeça.
Ela estava com tanta vergonha que não conseguia nem se olhar no espelho.

"Eu sabia que não era pra eu ter ido naquele bar. Não era!".  Murmurava para si própria massageando suas  têmporas

"Como vou a faculdade o resto da semana agora?". Laura estava visivelmente abalada com as últimas palavras da professora.

Decidiu passar o dia em casa. Já que não foi ao trabalho, também não iria à faculdade.

A morena se levantou, fez sua higiene matinal, colocou um blusão e uma calcinha. Decidiu que ficaria assim o dia todo.

Ela estava na cozinha preparando um macarrão quando escutou o telefone tocar.
Julgou ser a mãe que ainda não havia retornado do interior.

_ Alô! Mãe ?

_ Hmm, tenho uma filha sim, mas ela está aqui comigo. Especificamente no quarto ao lado rs. Tudo bem, Laura?

_ Cristina...

************************

Luísa voltou para o bar assim que viu Laura embarcar no táxi.
Pegou suas coisas e também foi embora.

Ao chegar em casa tomou um banho e colocou um pijama de frio. Sentia seus pés gelados.
Na cama novamente pensou em Laura, em como a mais nova era abusava.
Lembrou da cara de decepção que a morena fez e, por um instante, pensou em exitar.

"Luísa, pare de pensar nessa moça. Ela já é bem grandinha! E você só foi sincera"

Luísa falava para si própria enquanto fechava os olhos para dormir.

A imagem de Laura se fazia presente na mente de Luísa. O calor que saía da pele da morena fazia com que Luiza se esquentasse também. Era um calor que atingia bem entre suas pernas.
Luísa deixou a imaginação correr sobre Laura na ilusão de que não havia mal algum somente em imaginar.
Na cabeça de Luísa, elas jamais poderiam se tocar, mas ela poderia imaginar o que quisesse.

Luísa abriu o próprio pijama e começou a acariciar seu corpo. Apertava o bico dos seios, mordia o lábio inferior e descia a mão pela barriga até pousa-la por cima da calcinha já úmida.

Ela afastou sua própria calcinha e começou a tatear o sexo quente.
Com uma mão a ruiva tocava a boceta completamente encharcada e com a outra ela apertava os seios.

Luísa imaginava Laura a encurralando em sua mesa e rasgando suas roupas.

Quanto mais Luísa imaginava, mais ela aumentava os movimentos.

Luísa explodiu num gozo forte e, junto com ele, veio um enorme sentimento de culpa.

Ela sabia que aquilo era errado.

Apesar de já ter se relacionado com mulheres antes, Luísa jamais tentou algo após se casar com Ricardo. E não estava disposta a fazer isso agora.

*************

No dia seguinte Luísa decidiu esquecer tudo o que havia acontecido.

_ Bom dia, querida! Você está bem? Chegou tarde ontem.

_ Bom dia, Ricardo! Ontem foi aniversário de um professor da universidade. O pessoal deu uma esticada para cantar um parabéns no karaokê Dali. E aí eu vim embora!
Desculpe não ter avisado!

_ Tudo bem, querida! Fiquei preocupado só porque minutos depois que você chegou, escutei alguns gemidos no corredor. Forcei a porta para abrir, mas estava trancada.

_ Ouviu gemidos?

_ Ouvi sim!

_ E descobriu de onde vinham?

Luísa estava visivelmente desconfortável

_ Não. Olhei a casa toda e não achei nada. Quando fui olhar no seu quarto, a porta estava trancada...

_ Deve ser os vizinhos do apartamento do lado. Eu vivo escutando gemidos também.

Os vizinhos de Luiza era um casal de idosos. Ambos tinham 86 anos. Logo, Ricardo passou a desconfiar da história de sua esposa.

_ Bom dia, família!

Disse Gabriela quebrando o gelo que havia entre o casal.

Todos tomaram café juntos.

Ricardo foi para seu trabalho e levou Gabi ao colégio deixando Luísa sozinha em casa.

Luísa voltou para cama e cochilou mais alguns minutos.

As quintas feiras Luísa trabalhava somente no período noturno, o que lhe dava um descanso a mais no período da manhã e da tarde.

Às 17h Luísa já se arrumava para o trabalho.

Uma saia lápis cinza, camisa branca com manga 3/4 por dentro da saia e um scarpin preto.

Nos corredores da universidade Luísa arrancava olhares de alunos e alguns assovios por onde passava.

A ruiva tinha um ar de seriedade e uma postura muito brava e autoritária. O som de seus saltos eram intimidadores.

A professora passou em frente a sala 202 e foi inevitável não olhar...

Seus olhos fizeram uma busca rápida, mas não encontraram Laura.

Uma pontinha de decepção e preocupação assolou seu peito aquela noite.

A Professora RuivaOnde histórias criam vida. Descubra agora