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a/n gente espero que nao fiquem tristes com o final desse capítulo, mas ainda vai ter muita coisa se desenrolando nos próximos! nao se desanimem com os dois, vai ficar tudo certo! kkk :333 bjss, amo voces.

// DEZENOVE //

"Então quer dizer que eu quase morri intoxicada por álcool, quase morri por roubar o celular de um chefe da máfia e ainda beijei um velho bigodudo para... nada?!" Eu arregalei os olhos para Hunter.

Já havia se passado quase um dia inteiro desde a minha aventura com o senhor de idade no qual tive que encostar meus lábios. Não tinha falado com ninguém desde o ocorrido, depois que Jason me deixara em casa - deixamos Hunter e os outros meninos revistando o quarto de hotel de Christian Klein.

Não tinha sido muito fácil acalmar Heather depois de deixá-la sem notícias durante a tarde inteira; ela me ligou várias vezes, mas precisei ignorar, uma vez que não saberia o que explicar. Ah, claro, amiga, já estou voltando. Deixa eu só atrair um mafioso para o hotel dele para que Hunter e seus amigos encontrem algo para incriminá-lo.

Pois é, mesmo que eu dissesse, Heather nunca acreditaria em mim.

Resolvi apenas dizer que passei o dia com Jason e me perdi no tempo. Tinha tentado me programar para voltar de tarde, mas acabei caindo no sono em sua casa. Ficava surpresa com a naturalidade que as mentiras saíam de mim. Minha amiga acreditou sem objeções e esqueceu a irritação em poucos minutos - principalmente quando a convidei para tomar sorvete.

Naquele momento, estava conversando com Hunter em seu apartamento, no fim da tarde de domingo. Tinha acabado de levar Heather à estação de metrô para que ela pegasse o trem de volta para Westchester e fui direto para o prédio ao lado do meu, assim que recebera uma ligação de Hunter.

Eu estava irritadíssima por todo meu esforço parecer ter sido em vão. Minha missão 007 não passava de uma aporrinhação, que me fez perder minha última noite com Heather e ainda arriscar minha própria vida. Então não me culpe por estar gritando.

"Docinho, dá para se acalmar!" Ele segurou meus ombros com firmeza e me olhou nos olhos. "Você está perdendo a parte que nós temos agora a vida dele."

Depois que apontara um argumento muito convincente para que eu me acalmasse, o fiz. Na real, tínhamos, sim, algo a nosso favor. O celular que devia ter inúmeras informações e localizações de serviços que poderiam incriminá-lo. De uma hora para outra, meu humor mudara e um sorriso maldoso apareceu em meus lábios.

Hunter franziu o cenho. "O que foi?"

"Você tem razão!" Eu exclamei e soltei uma risada involuntária. "Eu fiz algo de útil!"

Hunter riu também e eu joguei meus brações em volta de seu pescoço. Ele apertou minha cintura e quando nos afastamos centímetros, nos beijamos. O beijo não durara muito, mas tinha sido intenso. Hunter me sentou no sofá - ainda sem deixar o beijo - e mexeu no meu cabelo enquanto brincava com sua boca em meu maxilar.

"Como se fosse novidade." Ele comentou, aos sussurros.

"Como?" Perguntou, um pouco absorta demais no beijo para notar o que ele falara.

Ele se afastou um pouco, mas eu ainda podia sentir o cheiro de menta do chiclete que ele mascava há pouco tempo. "Você é mais que útil, Hailey. Você é necessária."

Revirei os olhos. "Ninguém precisa de mim, Colbie."

Ele me fitou seriamente. "Eu preciso."

***

Dei três passos no familiar corredor principal da NYPHS e parei logo em seguida. Fui tomada pela surpresa enquanto via Jas aos beijos com alguém. Não; na verdade, a palavra 'alguém' implicaria em não saber quem era ou não ser importante. E, com certeza, a pessoa não se encaixava em nenhuma das duas categorias.

Alguém Para Dizer Bom DiaOnde histórias criam vida. Descubra agora