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A/n: eu devo um gigantesco pedido de desculpas pra vocês e espero que consiga me redimir com os próximos capítulos. Ainda terá um pouco de confusões e forninhos cairão.
Sério meninas, me desculpem mesmo! Consegui um outro jeito de escrever pra vocês, já que meu computador não ta funcionando. Retomarei com uma frequencia bem maior agr, ja que estou praticamente de férias.
Até a próxima, aproveitem :3
Ana.

// VINTE E CINCO //

Eu tinha meu rosto grudado no vidro do carro de Hunter, com uma expressão nada feliz. Já havia percebido meu namorado revirar os olhos para mim milhares de vezes, mas quem poderia me culpar? Já passava das três da manhã e eu só queria uma cama - no caso a de Hunter - para dormir o resto da vida.

"Docinho, não me faça te jogar para fora deste carro, por favor." Ele disse, de repente, sem deixar a revirada de olho de lado.

Soltei o ar fortemente. "Eu já estou a um triz de te ferir, essa brincadeirinha não está te ajudando."

Com meu comentário, o dito cujo teve a coragem de soltar uma risada e balançar a cabeça, deixando claro que não havia me levado a sério.

"Essa risada também não está."

"Não acha que está exagerando só um pouquinho?" O que mais me irritava naquela história toda era que, enquanto eu estava prestes a dar um grito de guerra e virar o Hulk, o desgraçado ainda carregava a expressão descontraída e carinhosa.

Agora, deixe-me esclarecer uma coisa: não há nada que irrite mais a alma do que quando você está querendo discutir e a pessoa leva na brincadeira.

Para quem ainda não conseguiu perceber, a pequena reunião que Hunter tinha sido chamado naquela noite, não correu muito bem. Quer dizer, no geral, sim, mas eu estava quase cuspindo fogo pela vizinhança de Chelsea.
Talvez uma recapitulação seja bem-vinda, não?


Três horas antes...


Como a reunião tinha sido marcada para meia-noite em ponto, assim que o relógio marcou onze e quarenta da noite, resolvemos sair do apartamento de Hunter. Eu sabia, desde o início, que indo à reunião, estaria me metendo de vez na bagunça toda que era a vida do meu namorado. No entanto, eu já sentia que era parte de tudo, mesmo não sabendo muito bem como isso fora acontecer. Quer dizer, minha casa já havia sido invadida e eu já havia realizado uma missão completamente 007 algum tempo antes, que resultou na perda de um objeto de valor - qualquer que fosse ele - a Christian Klein. E esse era o cara que, até onde eu sabia, era o nosso alvo.

Para resumir, eu já estava na bagunça muito antes de até mesmo perceber. Eu já estava na bagunça desde o momento que conhecera Hunter: em nossa primeira apresentação oficial, ou até mesmo na primeira vez que o vira, despido em toda a sua glória.

Então era óbvio, tão óbvio quanto a evolução das espécies, ou quanto Pitágoras e Torricelli, que eu não o deixaria ir sozinho. Mesmo que, no fundo, eu tivesse certeza absoluta que ele conseguiria resolver tudo sem a ajuda de ninguém. Muito menos a minha: uma novata, intrometida, que acabara de chegar em sua vida e já acha que manda em algo.

Aquele pensamento quase me fizera rir, enquanto estava sentada no banco do carona do carro dele. Rapidamente, fitei seu rosto, que estava virado para o pára-brisa, mesmo que seus pensamentos estivessem em mim e minha atenta análise. Ele sabia que eu sabia que ele não me queria indo à lugares como o que íamos naquela noite. Mas sabia também que se encontrava desamparado; que nada que ele fizesse, mudaria minha cabeça.

Eu tinha conhecimento de que era cabeça dura. Não que eu fosse fazer algo a respeito ou qualquer coisa do tipo.

E exatamente por isso, quando Hunter estacionou em frente à um prédio qualquer da rua 22 no Chelsea, eu já tinha reunido toda as minha forças para que eu não passasse vibração nenhuma a ele, a não ser a de confiança. A última coisa que queria era Hunter achando que eu estava hesitante quanto ao meu comparecimento.

Assim que dera a volta pela frente do carro e me pus ao lado de Hunter, ele segurou minha mão com firmeza. Porém, eu sabia que naquele momento ele não estava assustado. Afinal, era apenas uma reunião entre colegas; pessoas que estavam no mesmo lado da batalha.

Diferente dos nossos prédios, aquele provia de elevador, e claro, não pensamos duas vezes antes de pegá-lo. E, uma vez que as portas estavam fechadas, sem largar minha mão, ele se virou para mim; a expressão do rosto espelhando a das mãos.

"Quem está lá não te fará mal, entendeu?" Ele avisou, olhando nos meus olhos. "E, de qualquer jeito, eu estarei lá. Não saia do meu lado, a não ser que eu diga."

Eu queria dizer que já sabia daquilo; Jason era idiota, mas nunca imaginei ele ferindo nada além do meu coração, caso tivesse a chance. Ignorando tudo que passara por minha cabeça, eu apenas assenti e dei um aperto breve em sua mão que segurava a minha, só para uma confirmação.

Ao chegarmos ao sétimo andar, caminhamos vagarosamente até o apartamento 7B. Estava tendo dificuldade em estabilizar minha respiração, no entanto, ao olhar de canto de olho para Hunter, foi como mágica. Eu não sabia se era uma máscara ou não, mas ele carregava uma expressão serena, quase de paz.

Alguém Para Dizer Bom DiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora