Hope Mikaelson PoV
Minha língua se rasgava de maneira microscópica passando pelos caninos levemente saltados. Havia uma quantidade absurda de veneno arrancado de meu corpo, o que me deixava temporariamente sonolenta.
— Por quê parece tão transtornada em salva-la? — Klaus perguntou apertando a mão para o sangue descer rapidamente. — Você que colocou a vida dela em perigo.
— Eu salvei a vida dela. — Rebati ofendida.
— Ela estava bem, e agora está LITERALMENTE morrendo, como isso é salvar a vida dela? — Klaus termina seu pequeno copo híbrido salvador de vampiros mordidos. — Tem algo em vocês jovens que eu não entendo. Mas por que ela? E nem tente mentir para mim.
— Ela é minha namorada.
— Eu vou deixá-la morrer.
— Pai?! — Tentei pegar o copo da sua mão, antes do líquido ser arremessado pela janela em questão.
— Ok. Vou me comportar. — Klaus respira fundo, arrumando a sua camisa. — Vou deixar que ela melhore, e dar uma vantagem de uma hora...
— Não. — Bati o pé. — Eu gosto dela. — Engoli todo o orgulho que tinha como uma agulha. — Só fiz isso para que ela não cometesse uma idiotice.
— Você tem toda a idiotice com você. — O híbrido revirou os olhos. — Vou tentar te manter nessa escola, mas essa é a última vez, nem sei mais o que oferecer. Sua capacidade de fazer besteira é infinita.
— Obrigada, pai.
— Obrigada? — Uma risada de deboche invade a sala. — Está de castigo até os trinta, e eu ainda estou pensando no que fazer com você.
Klaus me entrega de vez o copo, e minha missão de resgate a minha possível namorada está prestes a começar.
— Você já me deixa trancada aqui o ano todo. — Falei saindo apressada.
Hayley não tinha sido avisada por um motivo, Klaus sempre me manteria nessa escola, por minha opção, e para mantê-la em pé. E para melhor da situações, não acreditava que regras se aplicassem a sua tão famosa e estimada filha, coisas do seu narcisismo, talvez esse mimo tenha me tornado numa pessoa que não conhece consequência.
Esse pensamento obscuro, e com sentido absurdo ressoou no fundo, como uma batida de música que você não consegue esquecer.
— Está perdendo seu maior inimigo lá em cima. — Tentei entrar com bom humor no porão onde Penélope estava presa, devido sua periculosidade. Afinal, eu ainda tinha noção e motivos, ela só um deles.
— Eu ouvi. — Penélope estava de pé na cela, com a roupa molhada de suor, se era capaz, estava mais branca que um vampiro normal.
— Eu estava preocupada. Você surtou, e pra caralho. — Coloquei o sangue por baixo, empurrando em sua direção. — Você ia mata-lá.
Penélope sorriu com o sangue nas mãos, mesmo em seu vão sofrimento havia resistência, jamais aceitaria não merecer estar – quase – viva. A vampira queria minha cabeça numa bandeja tanto quanto qualquer outro ali.
— Você é a única assassina aqui. — Rosnou. O copo explodiu na parede atrás de mim. Sua mira era extraordinária. Meu corpo sentiu o vento se movimentando tão perto de mim.
— Penélope...
— Não. — Penélope interrompeu. — Lobinha, você não se mete na minhas coisas. Essa escola. Os vampiros. Lizzie. Caçada. E Jade. São coisas minhas.
— Eu não ia te deixar fazer isso...
— Eu sou uma vampira. É a porra que eu faço. Sou uma sanguesuga. Eu mato. Não tenho essa merda de nobreza de lobo. — Penélope riu com dificuldade. — Boa briga, dá próxima me mata.
— Não vai ter próxima. — Tentei a acalmar.
— Quando eu sair daqui Hope, eu vou atrás de você. — Penélope entortou as barras que nos separavam. Eu estava catatônica. — Toda vez que te mordi, aumentava minha imunidade contra esse seu veneno. Sei que curou meus vampiros como bandeira de paz. Eu não vou morrer, por que sou mais inteligente do que você.
— Tudo isso por que não deixei que fizesse o que queria? — Passei a mal no cabelo nervosa. Odiei o rumo que a conversa tomou. — Quem parece mimada agora?
Penélope me magoou falando da mordida, parecia que esperava algo assim de mim.
— Você se mete onde não deveria, e sou a mimada? — Penélope se mantinha debochada. — Há consequências de morder a rainha dos vampiros. Você não está acima das regras, Mikaelson. Caso não saiba, fez uma inimiga.
Silêncio na sala.
— Você vai desejar não ter me conhecido. — Seu lado sádico disse de uma forma quase sexy, se não tivesse falando em me matar. — Bye bye, minha lobinha corajosa.
(...)
Sentei na cama desesperada. Tremendo. E manchada de sangue que pegou nas minhas costas. Não consegui raciocinar.
— Ela vai me matar. — Concordei com a cabeça várias vezes. — Eu disse pro meu pai que ele deveria voltar para casa. Tá tudo bem. Ele resolveu com os vampiros. Eu não vou ser expulsa, e ganhamos uma casa decente para os vampiros...
— Ela vai o que? — Maya se ajoelhou na minha frente. — Ela não... Não...
— Morrer não deveria ser mais divertido que isso? — Entrei num devaneio. — Não tem transformação. Sabe, eu nem... eu nem transei com ela ainda, e ela já vai me matar.
— Essa é sua preocupação? — Maya arregala os olhos. — Disso tudo, o que te preocupou é vocês ainda não transaram?
— É por que se ela me matar não vai acontecer, né. — Respirei. — Eu queria fazer tanta coisa, meu deus, tem o Landon eu ainda nem..
— Não se atreve a terminar essa frase. — Maya ergueu o dedo indicador. — Me da tempo pra pensar. O que ela falou exatamente?
— Que eu iria me arrepender de ter conhecido ela. E que ela iria vir atrás de mim. — Engoli em seco. — Agora que eu tava começando a gostar dela.
— Começando? Vai se foder, Hope.
— Ei, eu tô em negação. — Nada passava direito em minha cabeça, eram pensamentos demais que não duravam, não era desenvolvidos, o mesmo que nada. — Minha namorada vai tentar me matar.
— Agora você assume que vocês namoravam?
— A gente namora, ninguém terminou aqui.
— Você beijou o Landon.
— Filha da puta. Puta que pariu. Caralho. Caralho. CARALHO. Ok, eu só passei a considerar que a gente namora agora que ela quer me matar. Posso adiantar o trabalho dela? — Sorri forçado. — Por favor?
— Sossega. Vocês não namoram, e ela não vai te matar. — Maya cai na realidade. Eu estava longe. — Ela não disse isso.
— Como?
— Ela disse que iria vir atrás de você? — Concordei. — Que você ia se arrepender, de sei lá, conhecer ela? — Concordei. — Mas não disse que ia literalmente te matar. Eu acho um bom sinal.
— É isso que eu tenho? — Fiz uma expressão de dor. — Que miserável.
— Você se meteu onde não deveria amiga, e olha que nem foi onde você queria. — Maya finalmente disse algo pervertido. — A poeira vai baixar. Mas seu namoro acabou.
Me dei por derrotada. Então tudo com Penélope tinha acabado. Um grande termino em público era realmente o que queríamos, fazia o nosso tipo, só... não agora.
Heda Xxx
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FAKING IT - Phandon.
Teen FictionHope nunca pensou em viver um romance clichê, para uma loba em uma escola de sobrenaturais essas coisas pareciam besteira, até se pegar completamente apaixonada por um bruxo, ela tem a brilhante ideia de usar uma vampira, tão popular quanto a mesma...