24 | Bear

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boa leitura meus amores


Shhh!

Seguido por risadas foram os primeiros sons que Louis escutou pela manhã. Chamando sua atenção ao se transformarem em passos leves, porém rápidos, afastando-se de si, o barulho diminuindo e provando que, mesmo o alfa ainda não estando completamente acordado, ele estava certo.

Porém, tinha alguma coisa de errado, apesar de não ter identificado de primeira.

Por que Zayn soava como mais de uma criança?

Louis juntava coragem para abrir os olhos, estranhando o colchão e a claridade em seu rosto, perguntando-se porquê as cortinas não tinham sido fechadas na noite anterior, respirando pesado ao culpar-se, provavelmente tendo chegado tão tarde da casa de Harry que simplesmente jogara-se de qualquer forma na superfície mais confortável que encontrara e capotado, deixando as coisas por aquilo mesmo.

Mas... quando ele tinha voltado pra casa?

Louis não se lembrava apesar de seus esforços, achando que poderia ser culpa do sono tanto da noite anterior quanto o que sentia agora, resolvendo finalmente abrir os olhos e se sentar para localizar-se. E foi aí que as coisas começaram a se encaixar e fazer sentido.

Ao invés do quarto em seu apartamento e um gato carente, o alfa deu de cara com a sala dos Styles, vazia e silenciosa como na noite anterior quando Harry levou o último dos filhotes para o quarto, apesar de estar, certamente, mais clara que o devido para seus olhos sensíveis, fazendo-o piscar repetidas vezes até começar a acostumar-se de vez.

Um cobertor estava cobrindo-o e um travesseiro foi encaixado sob seu pescoço para que não acordasse dolorido. Mesmo que o puff fosse maior que si, não era exatamente confortável como um colchão, Harry possivelmente sabendo disso e prevenindo quaisquer problemas e dores que sua noite de sono pudesse ocasionar.

Por Deus!

As cortinas brancas realmente não ajudam em nada, concluiu ao tapar os olhos brevemente, coçando-os e espreguiçando-se ao ajeitar a postura. Sua ficha começou a cair pouco tempo depois, agora mais desperto, os olhos arregalando-se a medida que as informações voltavam a circular pelo cérebro.

Ele tinha dormido na casa de Harry.

Em Harry, na verdade.

E pior, ele ainda estava ali, no meio da sala, sozinho.

Depois de comer, babar e possivelmente roncar durante a noite inteira.

Suas bochechas coravam só de imaginar a possibilidade dos Styles já terem acordado e encontrado-o ali em Deus sabe lá que tipo de posição ou falando alguma coisa mais comprometedora do que quando está consciente.

Ele precisava ir.

Apressado, começou a erguer-se, arrumando o puff da maneira que conseguiu e lamentando em murmúrios para si mesmo ao dobrar o cobertor, não tendo certeza se deixava sobre a mesa ou onde havia dormido, escolhendo a segunda opção, calçando os sapatos − que não lembrava de ter tirado − e checando se seus pertences ainda estavam nos bolsos, não tendo coragem de olhar seu reflexo na tela do celular mesmo ao sentir o aparelho praticamente queimar contra a palma de sua mão, decidindo que a ignorância, as vezes, poderia ser a melhor opção.

E essa seria uma dessas situações.

Definitivamente.

Sendo assim, partiu em direção à cozinha, lugar onde escutava alguns sons, Harry cozinhando pelo que pôde entender, o cheiro maravilhoso fazendo loucuras com seu estômago vazio e recém desperto, seu maior indício das atividades alheias.

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