"As palavras tem a leveza do vento e a força da tempestade"
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Sempre teremos algo para resolver, faz parte da vida mesmo que todo o nosso desejo seja apenas estar em paz. E ainda assim, existirá coisas a nos preocupar em um ciclo infinito.
O nosso problema é segurar as coisas demais, ela vai virar uma montanha que você precisará encarar uma hora ou outra.
Quando se pergunta "Você está bem?" sempre fica uma dúvida ou a vontade de gritar "O que você acha?". Odeio quando perguntam se estou bem, e mesmo assim afirmo com educação.
Quando vou ao meu psicólogo, ele me pergunta se eu tenho tido uma conversa franca com minha mãe. Ele me aconselha que eu faça, mas eu não quero e quero ao mesmo tempo. O caso é que eu não sei o que falar com ela. Tenho certeza que chorarei na frente dela e eu não quero demonstrar fraqueza já que por muito tempo fui fraco demais... bem, ainda sou quando sei que estou fugindo de uma franca e rápida conversa entre mãe e filho.
E também, ela irá chorar e dizer coisas difíceis e eu não sei se serei rude. Não quero fazer essa mulher chorar, apesar de tudo, tenho consciência de que sofremos do mesmo jeito. Não desejo nada de ruim para ela, desejo longa vida e que sorria mais nessa nova etapa, que ela tenha mais saúde mental.
Depois de tudo que me aconteceu eu acho que não irei deixar de ver a clínica nunca mais, preciso de ajuda psicológica pelo resto da minha vida. E em tudo isso culpo a mim mesmo por ter aguentado calado por tanto tempo, o que poderia ter sido diferente.
Taehyung está em sua casa, disse que sua mãe está resfriada, quer ajudá-la e assim faz. E são exatamente dois dias que não o vejo nem no campus, confesso que estou com saudades e me contento apenas com as ligações.
E neste momento estou terminando de tirar fotos da paisagem a caminho de casa, que foi pedido para um trabalho de um dos meus professores. Quando chego na portaria para pegar o elevador, ali está o meu avô, então fico confuso.
– O que o senhor faz aqui? – Pergunto, preocupado.
– Oi, para você também. – Sorri fechado. – Vamos dar uma volta?
Apenas confirmo com a cabeça, o seguindo para o outro lado da rua. Andamos juntos por bastante tempo, enquanto estou ficando desesperado com tanto mistério.
– Jungkook, o que vou dizer é sério, não me interrompa até que eu termine. – Ele começa.
– Certo.
– Já faz dias que eu e sua avó pedimos, e você já sabe o quê. – Fecho totalmente a cara, mostrando que o assunto já não me agrada. – A sua mãe quer conversar, acho que ela merece isso mesmo que ache o contrário. De qualquer forma, ela é sua mãe… – Eu é quem suspiro alto com sua fala. – É estressante, eu entendo, mas ela precisa disso. O psicológico dela está totalmente abalado, acho que se você apenas ouvir... sabe, ela pode ter uma melhora.