"o arrependimento é a triste incapacidade de não poder voltar e mudar suas atitudes , o fazendo se sufocar todo dia"
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Os lugares guardam suas memórias e para mim minha casa e colégio são minhas piores
lembranças. Eu poderia apenas ignorar tudo isso, mas saber que eu ainda sinto algo por Jeon Jungkook me deixa aflito. Eu não deveria sentir esse algo, mas não é assim.
É segunda feira. Estou me arrumando para ir a escola desanimado porque eu sei que esse sentimento permanecerá comigo. Por que ele quebrou o carro? Foi por minha causa ou tem mais alguma coisa inclusa?
Vou para a escola depois de conversar no café da manhã com meus pais e quando chego faço os mesmos passos de sempre. Sento em minha cadeira e assisto as aulas cansativas até que ouço a professora chamar meu nome.
– Kim Taehyung, eu estou falando com você. – Fala, irritada, e eu a olho confuso.
– Está falando comigo? – Eu estava imerso em pensamentos.
– Tem outro Taehyung aqui? Eu não sabia. – Diz, irônica, fazendo todos rirem.
– Desculpe, o que a senhora perguntou?
– Esqueça, apenas preste atenção. – Volta a aula normalmente.
Na hora do intervalo sento no mesmo lugar de sempre com o pessoal. Tudo é uma rotina.
– Você está muito aéreo, Taehy. O que tanto pensa? – Pergunta Jimin.
– Nada, só estou cansado. – Falo desanimado, enquanto como meu misto.
– Taehyung. – Outra pessoa me chama. – Oi, gente, seria incômodo sentar com vocês? –
Pergunta Bogum.
– Não, fique a vontade. – Diz Jimin e o garoto senta do meu lado, sorrindo.
– Então, como você está? – Pergunta para mim.
– Estou bem e você? – Pergunto por educação, mas sinto olhos me queimarem de algum lugar, então eu procuro o olha, mas não vejo nada.
– Estou bem. – Volto a olhar para ele e sorrio fechado.
– Que bom. O que você acha de sairmos? Que tal hoje a noite ou amanhã?
– Certo. – Sorrio pequeno.
– Ah, Tae, tem uma sujeira no seu rosto. – Ele toca meu rosto tentando tirar a sujeira e o
olho.
É tudo muito rápido, Bogum logo é puxado brutalmente de onde está sentado e é jogado no chão. Eu olho a cena assustado. Me levanto rapidamente e vejo Jungkook ir pra cima dele. O barulho de falatório no refeitório é silenciado, todos olham aquela cena de Jungkook enchendo o rosto de Bogum de socos. E eu tento fazer ele parar segurando seus braços com os meus olhos marejados.
– Jungkook, pare com isso, por favor! – Digo, alto e com a voz embargada enquanto seguroseu braço e Namjoon me ajuda.
Conseguimos tirar Jungkook de cima de Bogum. O mesmo se solta dos braços de Namjoon e vem até mim e por medo me encolho. Ele segura o meu pulso e sai me arrastando. Eu olho para meus amigos e lhes lanço um olhar de que está tudo bem. Será melhor, por agora, sair com ele para evitar mais brigas. Então, forçadamente, saio andando com ele.
Paramos no jardim da escola e eu já choro pelo susto.
– Você tem merda na cabeça. – Falo, com raiva.
– E você é um teimoso! – Jungkook diz alto. – Bogum não é flor que se cheire, e eu já disse que você me pertence.
– Você é um filho da puta, você só pensa em você. Já pensou em mim? Nessas merdas que você faz? Quando vai entender que não sou a porra de um objeto, Jeon Jungkook? – Falo e saio de perto dele. O sinto segurar meu braço, mas logo desvio. – Sai, Jungkook, me deixa em paz!
Estou muito irritado. Rumo para o banheiro, entro em uma das cabines e sento no chão chorando compulsivamente. Tudo desmoronou em um piscar de olhos. Eu devia ter deitado
na cama e fingir que estava doente Mas eu acho que um hora tudo isso tinha que acontecer, todos devem estar decepcionados por eu ter mentido para eles.
Porra, como sou
idiota! Eu deveria ter dito a verdade, mas é tarde demais para arrependimentos, agora tenho que arcar com as consequências. Não tem muito o que fazer.
[...]
(Jungkook on)
Não dormi, estou muito perturbado para isso, mas não tenho tido minha crise de ansiedade e agradeço. Minhas crises de ansiedade se misturam com crise de Pânico e eu quebro
tudo.
Ultimamente, eu tenho recorrido a um emprego pela internet. Não saio de casa, mas ganho bem. Trabalho para um escritor, pai do meu amigo Namjoon que escreve livros de literatura,
histórias em quadrinho e tudo mais. Tudo aconteceu quando fui a casa de Namjoon fazer o trabalho de literatura e o pai de Namjoon se agradou muito com minha escrita. Afirmou que a minha é melhor do que a de muitos escritores de sua empresa, e então eu tive uma breve conversa com ele. Agora corrijo palavras de seus livros, as vezes desenvolvo os designer
das capas e o dou idéias minhas. Ganho muito bem com isso, mas claro que não vou me manter assim para sempre. Vou fazer minha faculdade de fotografia, que é o que eu mais quero. Agora estou às 5 da manhã tentando ocupar minha mente fazendo uma capa para um livro de poesia.
Depois de minutos com os olhos no computador, tomo um banho gelado
e me arrumo para a escola.
[...]
Estou totalmente desanimado e cansado. E pensar que aquelas palavras rudes ainda me afligem, me fazendo sentir-me pequeno todos os dias, fazendo lembrar que tive que amadurecer rápido e encarar tudo de frente.
No intervalo, os meninos parecem notar meu silêncio enquanto falam.
– Ei, cara, no que tanto pensa? Você está bem? – Pergunta Yoongi.
– Ah, nada, sim eu estou bem. – Respondo.
– Você está acabado, Jung, não parece estar bem. Não dormiu direito? – Pergunta Namjoon, parecendo estar preocupado.
– É...tive problemas para dormir. – Digo, simples.
– Entendi. – Diz, por fim.
Ao longe vejo Taehy. Ele não está com a melhor cara hoje, parece perdido na aula, está estranho. Minutos depois vejo Bogum se aproximar de Taehyung e o mesmo puxar um papo. Esse cara não se manca? Ainda não tinha entendido o recado? Acho que eu terei que lembrá-lo. Estou me segurando até ele passar dos limites tocando o rosto de
Taehyung. Não me seguro e levanto rapidamente indo com passos pesados até ele. Não
conto a história e o jogo no chão indo para cima dele e desferindo socos em sua face, mas logo ouço as súplicas de Taehyung. E com Namjoon, ele me tira de cima daquele imbecil.
Possuído pela raiva, puxo Taehy comigo e o levo para o jardim da escola.
E mais uma vez eu falo o que quero e ouço um monte de si, coisas que me deixam dolorido,
coisas que eu prefiro fingir que ele nunca disse. Dói como um murro no estômago. É, eu
sou um belo de um otário.
(jungkook off)
××××××××
O capítulo já estava pronto , mas a plataforma não colabora ;-; .