Capítulo 4

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Jessica não sabia o que pensar enquanto voltavam para o armazém. Os homens estavam quietos e sombrios. Ela havia discutido por cinco minutos do lado de fora do SUV com o pai sobre este voltar com eles. Finalmente, ele convenceu os homens dizendo que queria conhecer melhor o Baekho, já que este estava acasalado com sua filha, e nenhum deles podia discutir com isso.

Tanto Namjoon quanto Ji concordaram que, já que seu pai tinha sido um ponto de contato com o mundo deles por anos, sua ida até Éire Danu para ver aonde a filha iria morar parecia completamente razoável.

Ela olhou o perfil de Baekho. Simples assim, cada pessoa naquele carro, com a exceção dela, aceitara que os dois estavam juntos. E se ele estivesse esperando que ela mudasse, desistisse do emprego ou se tornasse mais "feminina"? Deus, e se ele respirasse pela boca? O observou de perto: sua boca estava fechada e ele ainda respirava. Por enquanto, tudo bem.

Ele a olhou e ergueu uma sobrancelha. Ela balançou a cabeça. O que quer que quisesse dizer, preferia manter entre os dois, e não compartilhar com todos no veículo. Isso não era um trabalho em grupo.

— Baekho, você já ligou para os seus pais para avisar que encontrou sua companheira? — perguntou Juhak.

Baekho balançou a cabeça.

— Não, vou avisá-los assim que chegarmos. Imagino que estejam ocupados até o pescoço ajudando o Jong a organizar o procedimento de identificação dos corpos.

Namjoon enfiou o celular no bolso do colete.

— A rainha está requisitando a presença da Unidade Tau para jantar no palácio esta noite, seus pais e irmão, é claro, estarão lá.

Baekho suspirou e deixou cair a cabeça para trás contra o assento.

— Eu estava, realmente, ansioso para ter uma refeição leve e tranquila esta noite.

Jessica assentiu distraidamente. Isso lhe parecia muito bom também.

— Baekho, você não é apenas um Saja, mas é essencialmente o líder de unidade de maior ranque na cidade. Você não terá um momento de paz até que toda essa bagunça tenha passado. — Namjoon se virou no assento para lhe jogar um olhar amargo. — Confie em mim, tenho saído de merda das grandes para merda das grandes com o Jungkook a reboque por meses. Sonho com um dia em que não estaremos enfrentando uma catástrofe mundial.

Jessica olhou para Namjoon.

— Jungkook, se soletra J-U-N-G-K-O-O-K, certo? — Ele assentiu. — O sobrenome dele não seria Jeon, seria?

Namjoon agora parecia assustado.

— Por quê?

Jessica apenas sorriu. Se Jungkook era quem ela pensava que era, o jantar seria interessante.

— Jessica? — Namjoon implorou.

Ela simplesmente lhe sorriu, então se virou para olhar pela janela.

— Maldição — Namjoon murmurou, pegando o celular. Seus dedos grandes se moveram com cuidado. Depois de alguns momentos, este se virou. — Ele diz que não conhece nenhuma Jessica Ho.

Jessica lhe sorriu largamente.

— Ele não me conhece, mas eu o conheço.

Namjoon empalideceu.

— Deuses.

Baekho pegou o próprio celular. Ela olhou para baixo e viu que este estava enviando uma mensagem de texto para alguém chamado Leo, e o estava aconselhando a ter algo chamado Fruto Proibido disponível para Namjoon. Ela lhe deu um olhar questionador.

Encanto e Confusão 12 - Meu GuerreiroOnde histórias criam vida. Descubra agora