Estavam falando pela escola que Isaac Lahey, meu namorado, tinha me traído com a Allison.
Eu não queria acreditar. Deus, eu confiava nele. Sempre confiei. Mas, ultimamente... ele estava diferente. Distante. O riso que antes era meu, ele dividia com ela. Os intervalos que eram nossos, ele passava ao lado dela.
E, por mais que eu tentasse empurrar para longe, a insegurança arranhava meu peito como se estivesse pedindo para entrar.
Quando ouvi aquele boato, meu coração simplesmente desabou. Mandei mensagem para ele e pedi para vir até minha casa. Precisávamos conversar.
Agora ele estava ali, na minha frente, parecendo tão real e tão longe ao mesmo tempo. Eu cheguei preparada para lutar, para acusar, para chorar... mas a verdade é que, quando ouvi a explicação dele, toda a minha certeza se desmanchou.
Ele me disse por que estava distante. Por que estava andando tanto com ela. Explicou tudo com calma, como se tivesse medo de me machucar ainda mais. E, no fim, falou aquela frase que atravessou meu peito como vidro:
— Não acredito que você pensou que eu fosse capaz de te trair...
A tristeza dele me atingiu mais do que qualquer boato jamais poderia.
Ele estava triste comigo. Triste porque, mesmo depois de tudo, eu deixei uma voz de fora entrar entre nós. Triste porque eu acreditei numa fofoca em vez de acreditar nele.
Eu confiava nele... mas não confiava nela. Allison olhava para ele como quem olha para algo que deseja. E ela era bonita, tão bonita. Tão confiante.
Tão tudo que eu não sou.
E assim, com meu coração tremendo, eu deixei minha insegurança falar por mim. Eu sugeri o término. Ele, cansado de ter uma namorada que não confia nele, apenas concordou.
A dor foi imediata.
— Eu não quero fazer isso com você, eu não quero perder você... — minha voz saiu quebrada, mesmo que tenha sido eu quem disse aquilo primeiro.
Era como se eu tivesse acendido o fósforo e agora estivesse implorando para o fogo não me queimar.
Ele ficou me olhando em silêncio, até desviar o olhar e abaixar a cabeça. Aquela imagem doeu mais do que tudo.
Era tão ruim vê-lo assim... apagado. Como se eu tivesse tirado a cor do mundo dele.
— É tudo minha culpa... eu perdi o controle... — eu soluçava sem parar. — Por que eu sempre destruo tudo que eu amo?
Isaac respirou fundo, ainda sem me encarar.
— Eu não te entendo. Foi você que decidiu. Há cinco minutos você disse que tinha acabado... — a voz dele saiu baixa, confusa. Ele estava tão perdido quanto eu. Talvez até mais.
— Eu sei... — sussurrei, me aproximando devagar até sentar ao lado dele na mesa. — Eu acabei com o que tínhamos. Mas eu não queria... não era a minha intenção.
Ele levantou o rosto e os olhos dele estavam úmidos.
— Me desculpa por ter te deixado insegura. Me desculpa... — disse, com a voz embargada.
Eu toquei o rosto dele com cuidado, como se tivesse medo de que ele se afastasse.
— Ei... não. É tudo culpa minha. É tudo minha cabeça bagunçando tudo. Só... não vai embora. — Meu polegar passou pela pele quente dele, como um pedido de perdão silencioso. — Me diz que você ainda é meu. Me diz que a gente vai ficar bem, mesmo quando eu perder o controle...
Ele fechou os olhos por um segundo, como se aquilo doesse. Quando abriu, lágrimas já escorriam.
— Podemos tentar de novo. — ele murmurou. — Eu sei que você é insegura. Eu sei o que se passa na sua cabeça... já ouvi você dizendo para sua amiga que não me merece, que eu devia estar com alguém melhor... — A voz falhou. — Mas você precisa entender que eu te amo. Que pra mim... já é o bastante você. Só você. Eu não quero outra pessoa. Eu quero você.
Meu peito apertou, como se o coração estivesse pedindo para respirar e chorar ao mesmo tempo. E ali, diante das mãos dele segurando as minhas, eu soube:
Se ele quisesse ficar, eu faria tudo para merecer esse depois. Esse recomeço. Esse brilho suave que só existe depois que a gente quase perde tudo.
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𝗂𝗆𝖺𝗀𝗂𝗇𝖾𝗌 𝖽𝗂𝗏𝖾𝗋𝗌𝗈𝗌
FanfictionOnde faço imagines de celebridades e personagens fictícios!
