Finn Wolfhard

1.4K 48 4
                                        


A mãe de Finn havia me convidado para um jantar em sua casa. Seria oficialmente a primeira vez que nos conheceríamos, e eu estava um pouco nervosa.

— Relaxa, amor, ela vai te adorar — Finn tentava me acalmar, provavelmente para evitar que eu surtasse antes mesmo de chegarmos.

— E se ela achar que eu falo demais? Você sabe muito bem que, quando eu começo a falar, é impossível me fazer parar — falo preocupada.

— Ela não vai pensar isso. Fica calma — ele respondeu, dirigindo com uma tranquilidade que eu definitivamente não sentia.

Eu estava tão nervosa que nem consegui dirigir, então Finn assumiu o volante. Talvez ele estivesse certo... eu não era tão ruim assim. Talvez só estivesse me sabotando. Com certeza os pais dele não iam me achar tão terrível quanto eu achava que iam.

— Eles gostaram da Elsie? — perguntei de repente, tomada pela ansiedade. Finn me lançou um olhar indignado.

— Amor... não vamos falar da minha ex agora, né? — ele bufou, incrédulo.

— Desculpa, é que eu tô nervosa — suspirei fundo, tentando me recompor.

Finn sorriu de um jeito tão calmo que quase me convenceu de que tudo ficaria bem.

<3

Quando chegamos à casa dos pais dele, meus olhos praticamente brilharam. Eu nunca tinha estado lá antes, a casa era enorme e linda. Finn estacionou na garagem e segurou minha mão, me passando uma confiança que eu não sabia se merecia.

Entramos juntos e os familiares dele sorriram calorosamente.

— Você deve ser a famosa S/N — a mãe de Finn disse, vindo me cumprimentar. — Meu filho me falou muito sobre você. — Ela me puxou para um abraço, e eu tentei esconder o nervosismo.

— É um prazer conhecer a senhora — respondi, retribuindo o abraço.

Aos poucos fui conversando com os outros parentes. Todos eram simpáticos, acolhedores... e eu comecei a relaxar.

<3

Na mesa de jantar, sentei ao lado de Finn. Todos conversavam, se serviam, riam. Parecia perfeito demais, até o pai dele virar para mim.

— Então, S/N, o que você pensa sobre o futuro? O que pretende fazer? — ele perguntou, e de repente todos os olhares estavam voltados para mim.

— Bom... pretendo ser advogada — respondi rápido, sem pensar. Finn me olhou confuso.

Mentira descarada. Eu queria ser atriz, brilhar nos palcos, me apresentar em teatros famosos. Mas a pergunta me pegou tão de surpresa que a primeira profissão respeitável que passou pela minha cabeça escapou pela minha boca.

— Boa escolha — o pai de Finn comentou. — Mas vai exigir muita dedicação. É uma profissão difícil.

Lá estava eu novamente, imaginando qual seria a próxima pergunta imprevisível que me faria travar.

Finn percebeu minha aflição e anunciou que iríamos até o carro buscar algo que havíamos esquecido como desculpa.

— Mãe, a gente esqueceu uma coisa no carro. Já voltamos.

Ele segurou minha mão por baixo da mesa, me guiando para fora discretamente. Só respirei quando a porta da sala se fechou atrás de nós.

Assim que entrei no carro, desabei:

— Eu tô muito nervosa! E ele só perguntou o que eu quero fazer no futuro!

Finn entrou logo depois, sentando-se ao meu lado.

— Você não estava esperando por essa — ele disse, com um sorriso contido.

— Mas eu fui convincente? — perguntei, quase implorando por confirmação.

— Claro que foi — Finn garantiu, pegando na minha mão.

— Eu só queria causar uma boa impressão... — confessei.

— E vai. Basta ser você mesma. Foi assim que você causou uma boa impressão em mim. — Suas palavras me derreteram um pouco por dentro.

— Você é perfeito... — murmurei.

— Você que é — ele respondeu, dando um beijo na minha bochecha. — Só fica calma.

— Não sei se eu consigo... — admiti, mordendo o lábio de nervoso.

— Vai dar tudo certo. Minha família já gostava de você antes de te conhecer. Eu falo de você o tempo todo pra eles. — Ele deu um selinho suave nos meus lábios. — Vai ficar tudo bem, amor.

𝗂𝗆𝖺𝗀𝗂𝗇𝖾𝗌 𝖽𝗂𝗏𝖾𝗋𝗌𝗈𝗌Onde histórias criam vida. Descubra agora