Rick Grimes

867 17 8
                                        


— Lembra de quando nos conhecemos? — Rick pergunta, a palma quente deslizando lentamente pelas minhas costas, como se quisesse memorizar cada centímetro da minha pele.

— Se eu lembro de quando você apontou uma arma pra minha cabeça e ameaçou me matar? Claro que lembro — ironizo, levantando uma sobrancelha. Ele congela a mão no meio do movimento, indignado.

— Ei, em minha defesa, eu não fazia a mínima ideia de quem você era. Eu achei que você podia ser uma ameaça pro meu grupo.

— Tudo bem — murmuro, encostando a cabeça no peito firme dele, ouvindo o coração batendo num ritmo que já reconheço sem esforço. — O que importa é que estamos juntos agora.

— Verdade... estamos juntos agora. — Ele deposita um beijo suave na minha testa e deixa o silêncio nos envolver, confortável, morno, íntimo. A respiração dele faz meu cabelo se mover de leve.

— Confesso que foi bem atraente te ver apontando uma arma pra mim — solto do nada, só pra provocá-lo.

Rick explode numa gargalhada profunda, o peito vibrando sob o meu rosto.

— A cada dia que passa eu percebo o quanto você é maluca... — ele passa o polegar pela curva da minha cintura, lento demais pra ser inocente. — Mas eu te amo mesmo assim.

Eu travo. Literalmente. Levanto a cabeça rápido, encarando-o com os olhos arregalados, o coração subindo para a garganta.

— Você o quê? — minha voz sai quase num sussurro, surpresa demais para disfarçar.

Ele pisca, confuso, como se não entendesse o impacto daquilo.

— Eu te amo — repete com naturalidade, como se fosse óbvio, como se já tivesse dito centenas de vezes.

— É a primeira vez que você diz que me ama... — murmuro mais pra mim do que pra ele, tentando encaixar as peças, tentando não deixar a emoção transbordar.

Rick se senta na cama e me puxa gentilmente pelo queixo para que eu o encare. O toque dele é firme, seguro, reconfortante.

— Sim. É a primeira vez — ele confirma, os olhos presos nos meus, escuros e sinceros. — Mas eu estou dizendo porque é verdade. Eu te amo. Mais do que eu achei que seria capaz de amar alguém de novo.

As palavras caem sobre mim como um impacto suave, profundo. O ar quase foge dos meus pulmões.

Ele se inclina e me dá um selinho demorado, que não é urgente, é só cheio de sentimento, cheio de intenção.

Eu toco o rosto dele de volta, deslizando a mão pela barba curta, sentindo a pele quente.

— Eu também te amo — respondo por fim, a voz baixa, mas firme. E quando digo isso, o sorriso que nasce no canto da boca dele vale cada segundo do caos que foi conhecer esse homem.

NOTAS DA AUTORA:
Estou aceitando pedidos.

𝗂𝗆𝖺𝗀𝗂𝗇𝖾𝗌 𝖽𝗂𝗏𝖾𝗋𝗌𝗈𝗌Onde histórias criam vida. Descubra agora