Capítulo 6
O táxi parou em frente à casa de Niki e ele desceu, sendo acompanhado por Sunoo. Apesar de morar em Nova York a vida inteira, ele quase nunca ia até o Brooklyn, então estava admirando com atenção a pequena casa de tijolos marrons onde aquele bolsista morava, era de dois andares, mas ficava esmagada entre as casas dos vizinhos, modelo típico dos bairros mais simples da cidade.
Os dois subiram as escadas até a porta e o Sim a abriu com a chave que sempre levava consigo no bolso. A casa estava toda escura àquela hora, já passava de uma da manhã. Ele cochichou que Sunoo podia ficar à vontade, mas que eles precisavam fazer silêncio. Ao entrar ali e olhar para os lados, o Kim sentiu um grande choque de realidade. Ele era filho do dono do maior shopping de Nova York, um homem muito influente que sempre lhe deu uma vida de esbanjo e fortuna. Eles moravam em uma das coberturas mais caras da cidade, com piscina de borda infinita, sala de cinema e até um mini campo de golfe. Seu pai era do tipo que gostava de ter tudo do bom e do melhor, então não havia tecnologia nova que não estivesse dentro de sua casa. E ali, enquanto olhava para a sala simples da casa de Niki, ele se sentia muito deslocado.
— Vem aqui — o outro o puxou pela mão e o tirou de seus pensamentos, carregando-o até a cozinha.
Ele ligou as luzes, foi até um dos armários e puxou de lá uma caixa de primeiros-socorros. Niki estava procurando por algo para limpar suas feridas e alguns curativos quando os dois ouviram passos. No segundo seguinte, sua mãe apareceu ali de pijama, roupão e olhos de sono.
— Nini? Bem que pensei ter ouvido um barulho.
O garoto arregalou os olhos e engoliu em seco, sua ideia era apenas fazer uns curativos rápidos e ir dormir, amanhã lidaria com o fato de ter que contar aos pais o que aconteceu essa noite. No entanto, lá estava a mulher com as mãos na cintura, olhando para os dois com uma expressão de assombro no rosto.
— O que aconteceu com vocês? — perguntou preocupada.
Sunoo a encarou sem jeito e Niki a pegou pela mão para narrar o ocorrido. Quando terminou, a expressão dela não parecia muito boa. No entanto, ela não perguntou nada e apenas pegou a caixa da mão dele, ordenando que sentassem para que limpasse suas feridas. Ela começou por Sunoo, que estava cabisbaixo.
— Desculpe senhora Sim, acabei envolvendo o seu filho em um problema que era só meu.
A mulher deu um longo suspiro.
— Embora eu ache que o que meu filho fez tenha sido certo, estou preocupada com vocês — disse temerosa — Pessoas assim são perigosas, não é alguém que você deveria desafiar.
— Não tive escolha, eles estavam batendo nele de quatro contra um... covardes.
Sunoo estava envergonhado e se sentia mal, então ele não disse mais nada. A mulher terminou os curativos dele, depois saiu por um minuto e voltou com um pijama em mãos e uma toalha, entregando em suas mãos.
— Acho que você vai querer tomar um banho, é na segunda porta à direita — ela apontou — Peguei um pijama do Jake emprestado, acho que os do Nini vão ficar muito grandes.
Niki deu uma risadinha e Sunoo resmungou baixinho, agradeceu a ela e foi até o banheiro. Quando ele já tinha desaparecido, Yejin olhou para o filho.
— Tome cuidado — o alertou — Eu sei que você fez com boa intenção, mas esse garoto é alguém que pode ser defendido por sua família rica, você não.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Royal High Academy
FanfictionNa Royal High Academy, a escola particular mais prestigiada de Nova York, existem três alunos que estão acima de tudo e todos ‒ Park Sunghoon, Lee Heeseung e Park Jay. Park Sunghoon é o filho do diretor e é considerado o príncipe da escola. Ele namo...
