Viagem caótica para salvar Lee Heeseung - capítulo extra 2

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Quando Sunghoon acordou na manhã seguinte, suas costas o estavam matando. Precisaria ir urgente ao seu massagista quando chegasse a Manhattan, e jurou que ficaria pelo menos um ano sem se aproximar de nada que fosse "natureza". Aquilo era mais uma coisa que colocaria na conta de Lee Heeseung.

Eles partiram logo cedo, agora que o pneu da Kombi tinha sido trocado. A primeira parada foi em um McDonald's para o café da manhã, e depois seguiriam direto para a cidadezinha onde Heeseung aguardava por eles. Chegariam na metade da tarde, se tudo desse certo.

Quando estavam de volta na Kombi, a tortura recomeçou. Músicas altas — as quais o Park odiava —, gritaria e animação embalaram o trajeto, e as horas pareciam passar devagar, como se estivessem propositalmente se arrastando. Sunghoon mal podia esperar para voltar a Yale e se livrar deles, e até Jay já estava achando que havia tido o suficiente das loucuras que só aquele grupo em questão proporcionava. Era bom ter se formado.

Pelo menos, a viagem não teve outros contratempos. A Kombi aguentou bem e eles chegaram à cidade na hora que Yeonjun disse que chegariam. Procuraram então o hotel onde o Lee e o namorado estavam hospedados, e logo os viram sentados em frente, cada um com uma mala em mãos, aguardando. Já tinham feito o checkout e não tinham para onde ir, então ficaram esperando o socorro. O que não esperavam era ver, ali naquele fim de mundo, Sunghoon saindo de uma Kombi, vestindo algo que provavelmente custava mais caro do que o veículo.

— Sunghoon? — o Lee se levantou e riu, caminhando na direção dele. — O que diabos é isso?

— Não faça perguntas — ele resmungou. — Isso tudo está na sua conta, nem imagina o quanto está me devendo.

Seu olhar era cortante, então Heeseung deu uma risadinha, sem jeito, e agradeceu pela ajuda. Iriam levá-los até a cidade ao lado, onde o carro deles estava, por isso os dois se apressaram a entrar na Kombi. Porém, não tinham nem colocado um pé ali dentro, quando viram a quantidade de gente. Os olhos de Lee saltaram do rosto, e Nicholas ficou muito confuso. O que estava acontecendo?

— Parece que acabei de pisar na Royal High... — Heeseung sentiu calafrios. — O que esse tanto de gente faz aqui?

— Eu disse que você tinha muito a me pagar — o loiro resmungou de novo, enquanto o ajudava a colocar a mala para dentro.

— Viemos a passeio, é claro! — Yunjin explicou. — Um passeio entre amigos, não é divertido?

— Parece divertido — Nicholas sorriu, genuinamente. — Obrigado por virem nos buscar tão longe.

Mas Heeseung tinha um pensamento diferente. Agora que viu todas aquelas pessoas amontoadas ali, entendeu o que o amigo quis dizer. Devia ter sido uma tortura.

De fato, foi. Sentou com o namorado no último banco, e durante todo o trajeto até a cidade vizinha, eles foram gritando, passando comida de um lado para o outro, como se não estivessem em um veículo apertado. Depois de passar tanto tempo viajando apenas com Nicholas, tinha se esquecido de como era isso, de ter um monte de gente gritando em seus ouvidos. Por outro lado, Nicholas parecia genuinamente estar aproveitando a viagem, o que ele não entendia. Como podiam se dar tão bem sendo tão opostos?

Yeonjun parou no local indicado, um depósito enorme de carros guinchados, que pertencia à prefeitura da região. De longe, já viram o velho Mustang vermelho, e se sentiram aliviados. Aquele carro era como um amigo de viagem, não conseguiam se imaginar sem ele.

Sunghoon pediu que os demais aguardassem no carro, e ele e Jay acompanharam Heeseung e Nicholas para pagar pela multa e liberar o Mustang. Quando tudo foi resolvido, os dois correram até o veículo e Nicholas beijou a lataria. O Park não entendia por que eles gostavam tanto daquele carro velho, mas concluiu que era melhor do que a Kombi. Qualquer coisa era melhor do que aquela Kombi que fedia a salgadinho barato.

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