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14 | lost cause

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NÃO SEI AO CERTO QUANDO FOI O MOMENTO QUE EU PAREI DE CHORAR

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NÃO SEI AO CERTO QUANDO FOI O MOMENTO QUE EU PAREI DE CHORAR. Não sei se foi quando eu percebi que já havíamos chegado no final, ou quando Vincent saltou para fora do carro apenas para pegar a grana da vitória, ou quando eu percebi que já estávamos longe demais para alguém simplesmente decidir nos seguir.

Sei também para onde Vincent estava me levando. Percebi isso quando ele virou na rua da Marina, indicando que estava me levando pra sua casa. O barco dele.

— Minha mãe não goste que eu leve garotas pra casa. — Ele diz, e manobra o carro. — E de qualquer jeito, eles sabem onde eu moro. Não posso simplesmente levar você pra lá, então, nessa noite, fica aqui.

Não falei nada. Acho que ainda estou em choque demais para simplesmente conseguir dizer qualquer coisa. Engulo em seco, e quando Vincent estaciona na frente do seu barco, eu desço.

Ele estava até que organizado. Tudo em seu devido lugar, nada bagunçado. Vinnie foi entrando na minha frente, ajeitando algumas coisas para que eu me sentisse a vontade. Meu rosto estava gelado, eu toda estava gelada. Suspirei e fechei os olhos, me controlando para não chorar de novo.

— Vou esquentar o Yakisoba no microondas. — Ele diz, indo até a porta do quarto. — Escolha uma das minhas camisetas e vista.

Assenti para ele, e o vi sair. Não fiz questão de fechar a porta, então, só andei até um pequeno armário ali, pegando uma das camisetas de Vincent. Tirei o moletom dele, o shorts, e o sutiã do biquíni, colocando a camiseta logo em seguida.

Me sentei na cama, e instantes depois, o vi entrar pela porta, segurando duas caixas de Yakisoba. Não o agradeci, mas ele já sabia que eu estava grata por simplesmente tudo o que ele havia feito por mim naquela noite.

— Tá bom? — Ele pergunta sobre a comida, e eu faço que sim. Ele sorri.

Comemos juntos, e os dois em silêncio. O som das pequenas ondas que batiam no barco chegavam até meus ouvidos e simplesmente me acalmavam. Eu mastigava um frango quando Vincent começou a rir.

— O que foi?

— Tá suja. — Ele aponta para a própria boca. — Espera aí.

Ele diz, e em seguida, levou o dedão até a própria boca, e depois, o passou pela minha bochecha. Eu o olhava incrédula. Como aquele garoto que desejava tão mal de mim pode simplesmente se tornar um doce de uma hora pra outra?

Eu estava tão confusa. Ele salvou minha vida, ganhou dinheiro que não precisava por mim, e agora, estava tirando molho da minha bochecha. Eu simplesmente travei.

Acho que ele percebeu isso quando desceu o olhar para os meus lábios. Eles estavam tremulos, e quando Hacker levou dois dedos até eles, começaram a baterem um no outro, como se eu fosse chorar.

E eu tenho certeza que não iria. Porque agora, eu estava respirando pesado, e os dedos de Vincent ainda estavam em mim. Simplesmente congelei.

— Está nervosa, Dugray?

Estremeci. Meus mamilos ficaram duros, meus pelos se arrepiaram e minha garganta ficou seca. Minha consciência só voltou para o meu corpo quando percebi Vinnie em cima de mim. Mas eu não estava em pânico. Pelo contrário, eu estava gostando.

A correntinha dourada dele pairava bem acima do meu rosto. Levei um dos meus dedos até ela, a prendendo no mesmo, respirei fundo, e ele chegou perto. Perto demais, meu deus. A boca dele estava a meros milímetros da minha.

— Só vou fazer isso se você disser que quer, Claire.

E no mesmo instante que ele disse, eu balancei a cabeça. Sim, eu queria. Queria aquilo mais do que tudo.

Meu mundo caiu aos meus pés assim que ele me beijou.

Quis fugir dali, porque sabia que depois daquilo não teria mais volta. Depois daquele momento, só existiria Claire depois de Vinnie, porque o velório da Claire antes de Vinnie foi no exato momento que eu fui procurar ele no colégio para um trato, semanas atrás.

Explodi em milhões de pedacinhos quando senti a língua dele em contato com a minha. Quente, macia, deliciosa, e eu só tinha vontade de correr dalí, porque Vincent me engolia, e me assustava a facilidade que ele encontrou para fazer isso.

E meu Deus, só fui perceber que queria aquilo quando gemi ao sentir sua mão em minha cintura. Nada demais, só a mão. O corpo dele ainda estava separado do meu, então a única coisa que eu conseguia sentir eram suas mãos na minha cintura, na minha barriga.

E agora nos meus seios.

Porra, ele sabia exatamente o que deveria fazer.

Minhas mãos seguraram o seu rosto, o trazendo para mais perto. Simplesmente desaprendi a beijar, pois com ele eu me sentia uma mera aprendiz. Nunca tinha sentido isso com ninguém. Nem com Cory, nem com Jeff, nem com Jordan, nem com Thomas, nem com o Aaron.

Muito menos com Trevor.

Eu estava sem fôlego. Me separei de sua boca e me senti como um viciado em entorpecentes. Faltava alguma coisa em mim, pelo amor de Deus, faltava. E Vincent correspondia a cada uma das minhas vontades.

As coisas esquentaram mais quando eu senti o corpo dele se empurrar contra o meu. Estremeci, e como a boba que sou, pedi por mais. E ele me beijou, beijou tão forte que simplesmente teve que me segurar pela nuca, pois fiquei mole que nem geleia.

Ele não desgrudava a boca da minha, e não estava nem aí caso eu ficasse sem ar, e meu deus, como eu amava essa brutalidade. Todos pareciam garotinhos demais, e ele já era praticamente um homem bem feito.

Percebi que queria mais daquilo quando ele apertou meu seio em suas mãos. Ele segurou o mamilo para si, quase arrancando-o. Gritei, e vi todas as estrelas de todas as constelações, até as que o homem ainda não conhecia.

E ele se desgrudou de mim. E eu entendi.

Me sentei na cama, desnorteada. Não sabia onde eu estava, nem em que cidade e nem em nenhum lugar. Ele me fez esquecer tudo, porque a unica coisa que vinha até a minha mente era a boca dele, o gosto dele, a língua dele.

Vincent Hacker, o que você fez comigo?

EIGHTEEN | VINNIE HACKERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora