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15 | go to hell

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FAZIA UMA SEMANA DESDE A NOITE NO BARCO DE VINNIE

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FAZIA UMA SEMANA DESDE A NOITE NO BARCO DE VINNIE. Na manhã seguinte, fui pra casa na hora que eu acordei. Ela estava vazia, somente com os funcionários que sempre circulam pela residência.

Não tive notícias desde aquele dia. Também não procurei saber. Trevor sumiu, e também não fui atrás dele. Passei o final de semana todo olhando pelas janelas, procurando pistas, mas nada.

Porém, eu sei que os amigos do meu irmão ainda estão por aqui. Sei disso, porque hoje de manhã, enquanto eu estava na porta de entrada do colégio, vi aquele mesmo carro passando pela minha frente. O mesmo carro do lava rápido.

Não contei isso a Vincent. Além de não querer preocupa-lo, nosso trato só serve pra festas ou pra quando alguém relacionado ao meu pai está por perto. E dessa vez, estou sozinha.

Estou sozinha e vou dar uma festa na minha casa, essa noite.

Eu passei a noite inteira preparando convites pessoas. Mandei para algumas pessoas que eu sabia que mandariam para outras, e para outras, e para outras. Essa seria a festa mais grandiosa do ano.

Arrumei meu cabelo quando abri meu armário. Ali dentro havia um espelho rosa, no fundo, grudado na parede. Quando eu entrei no ensino médio até que ele fazia sentido, mas depois de um tempo fui desacostumando de usá-lo.

Aaron Liebreghts me abraçou por trás assim que eu fechei o armário. Soltei um sorriso para o tatuado, e ajeitei a gola alta da camiseta que ele usava. Estudávamos em um colégio particular, e infelizmente, o garoto não podia ficar dando bobeiras em mostrar as tatuagens.

— Daqui a pouco não vai mais ter lugar para se tatuar. — Digo, passando a mão por detrás da orelha dele. Aaron riu.

— Essa é a meta.

O moreno mal havia terminado de falar quando me trouxe para seus braços e me beijou. Suspirei, desencostando os lábios com os dele, e tenho certeza que foi ali, naquele momento, que pra mim aqui não significava nada. Respirei fundo, me separando dele com um sorriso, o abraçando logo em seguida.

Foi quando eu o vi.

Encostado em uma das pilastras do corredor do Sandia, Vinnie vestia o uniforme do colégio, junto com o casaco de jogador. Era a primeira vez que eu o via vestido a caráter. Aaron não conseguia ve-lo, mas eu sim. E todo o olhar que ele lançava para mim, eu capitava bem no fundo da minha alma.

Que porra de joguinho era esse?

— Eu preciso ir. — Falei para Liebreghts. Me soltei de seus braços e passei a caminhar no corredor. Vinnie fez a mesma coisa, e eu o segui.

Ele entrou em uma sala vazia, perto do ginásio. Entrei logo atrás, e nem esperei o que ele iria falar.

— O que pensa que está fazendo? — Soltei, não estava nem aí se as pessoas podiam nos escutar.

— Eu que pergunto. — Ele diz, um sorriso cínico saltando dos lábios dele. — Aaron sabe que voce anda pensando em mim?

Jogo nele a primeira coisa que vejo na minha frente: uma caixa de giz de lousa.

Vinnie se esgueira, mas não o suficiente para que alguns sujem sua roupa. Ele olha para mim com um olhar furioso, mas não se mexe nem um segundo.

— Eis a verdade, Claire Dugray. — Ele volta a falar. — Aaron quer tanto meter o pau em você, que faria qualquer coisa pra te ter debaixo dele, agora mesmo.

— Voce fala isso como se não quisesse. — Rebato.

Ele se aproxima alguns passos de mim. Engulo em seco.

— Meu Deus, ter você na minha cama parece um pesadelo. — Ele sussurra. — Não tenho paciencia para arcar com essa sua áurea de princesa.

Vincent sai da sala, esbarrando no meu ombro. Me movimento alguns passos para trás, ainda o olhando da porta da sala, boquiaberta.

[...]

— Sério! Ele disse que esse vestido ficaria ótimo no meu tom de pele.

Alguma das minhas amigas diz. Eu não estava prestando atenção. Nesse momento, eu pintava os meus dedos do pé de vermelho. Estava no mundo da lua, eu sei. No mundo da lua onde olhos ambar e cabelos loiros escuros me perseguiam. Onde um homem com um anjo tatuado nas costas me perseguia toda noite quando eu fechava os olhos.

Meu vestido já estava passado e estendido no meu closet. Branco, assim como o salto que eu usaria hoje. A meia calça estava dobrado com a lingerie logo ao lado dele. Minhas amigas tagarelavam sobre homens, roupas e a festa, mas eu estava fora de órbita demais.

— Claire?— Maddy me chama, levanto o olhar de leve. — Vamos nos trocar. Algumas pessoas já começaram a chegar.

Assinto com um sorriso, quando elas começam a se direcionar para o quarto de visitas. Levanto da cama, e com o celular conectado na caixinha de som, coloco Unholy para tocar. Tiro meu hobbie, e entro no closet, pronta para pegar meu vestido.

Coloquei-o ni meu corpo e prestei atenção no meu reflexo. Pensei nele me olhando, exatamente do jeito que eu estava, e a minha pele começou a pegar fogo quase que automaticamente. Suspirei, tirando aqueles pensamentos da minha cabeça. Me virei pronta para sair do closet, e tomei um susto.

— O que está fazendo aqui?

— Sua porta estava aberta. — Hacker responde, e eu reviro meus olhos.

— E isso é convite para você entrar? — Pergunto descarada. Caminho pelo quarto e pego meu perfume, passando nas coxas, nos ombros, na nuca e no ante-braço.

— Sim, Claire Dugray, isso é um convite para eu entrar. Um baita convite, na verdade.

Me viro para ele. Não sabia o que estava acontecendo. O olhar dele me queimava, em prazer e em ódio. Não sabia o que sentir, não sabia o que ele estava sentindo.

— Você quer transar comigo ou me assassinar?

— Fica o questionamento no ar. — Ele sorri. — Gosto quando fica maluca com meus joguinhos.

— Vai se foder! — Eu grito, esbravejando de raiva. — Acha que pode me fazer de escrava dos seus joguinhos psicológicos?

Ele se aproxima de mim, me olhando de cima a baixo. A mão direita caminha até meu pescoço, o prendendo para si.

— Ah, meu amor. — Vincent passa a língua pelos lábios. — Você virou logo quando fez aquele acordo. O pior erro da sua vida.

EIGHTEEN | VINNIE HACKERHistórias para pegar e não largar. Descubra agora