25. Festa do pijama.

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— Finalmente fiquei livre disso, não aguentava mais aquele gesso — aliso meu pulso, ainda sentindo uma pequena dor, resultado do gesso que eu tinha recém-tirado.

No começo, eu pensei que ficaria com ele apenas por duas semanas, mas tive algumas complicações, que foram cair no banho, e tive que ficar com ele por mais tempo.

Maraisa ri, assentindo e apertando no botão do elevador que nos levaria até o seu andar. 

Antes que a porta de ferro se feche, uma mulher correu, pedindo para que segurássemos. A ajudo, segurando a porta do elevador para ela.

A mulher sorri, agradecendo e logo depois cumprimenta minha namorada, apertando o botão de seu andar.

— Marília, essa é a mãe do William, se lembra do menino do elevador que vimos a algumas semanas? — claro que eu me lembrava, o garoto de quinze anos que vivia dando em cima da minha namorada.

— Lembro, lembro sim — respondo.

— Maggie, essa é a minha namorada... —

— Marília — a mulher completa as falas de Maraisa — Eu conheço você e seu irmão. Vocês são... Bem famosos — ela sorri, estendendo a mão para mim.

Enquanto eu aperto sua mão, admiro suas feições. Ela me parecia familiar, mas eu não me lembro de conhecer alguém com esse nome. Pelo menos, não alguém mais velho e que tenha um filho adolescente.

— Desculpe, eu te conheço de algum lugar? — a mais velha solta a minha mão, negando.

— Não... Quer dizer, acho que não. Acho que eu nunca te vi na minha vida — dou de ombros, voltando minha atenção para Maraisa.

— E então, Maggie. Você não vai acreditar, o Willy ficou cheio de medo da Marília quando eles se conheceram. Ele não sabia que ela era minha namorada e soltou aquelas cantadas bobas — Maggie ri.

— Ele é assim. Só tem pose, na verdade, ele é um bebê de cabelos azuis. Já falei pra ele pintar de novo aquele cabelo - Acabo rindo da conversa das duas.

O menino não está nem aqui para se defender, coitado.

— Eu gostei do cabelo dele. Eu mesma pintei o meu de azul na adolescência, deve ser coisa da idade — Maggie arregala os olhos azuis, concordando.

— Dever ser... —Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, a porta do elevador se abriu, e a vizinha de Isa saiu rápido, se despedindo da gente.

— Você já teve o cabelo azul? — Maraisa pergunta assim que a porta se fecha de novo.

— Sim, eu meio que gostava muito de pintar meu cabelo, mas estou com o loiro desde que entrei na faculdade — A porta do elevador se abriu mais uma vez, e nós saímos, seguindo caminho até o apartamento de Isabela.

Luíza e Lari provavelmente já estavam lá, perturbando Naiara e Maiara.

Minha namorada deu a ideia de fazermos uma pequena festa, só com as pessoas mais próximas. Para comemorar os acontecimentos bons dos últimos dias.

Abrimos a porta e, como eu imaginei, encontramos Luíza e Lari se beijando no sofá. Naiara estava ao lado, olhando para as duas com uma cara de nojo e Maiara estava na cozinha.

— Vocês não têm vergonha, não? — bato nos ombros de Luíza, a puxando e a afastando da namorada.

— Podem parar de putaria aqui, isso não é um puteiro — Maraisa se sentou ao lado de Lari, dando um beijo na bochecha dela.

As duas tinham ficado bem próximas com o tempo.

Eu gostava da aproximação das minhas amigas com a minha namorada, queria ter essa mesma proximidade com suas melhores amigas também, mas não conseguia.

Por que não? •Marília Mendonça • |G!p| ♻️Onde histórias criam vida. Descubra agora