Controle

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Jumpol formulou um sorriso travesso, Atthaphan parecia completamente disposto a fazer aquela noite não ter fim. Ambos estavam no banco traseiro, Off aproximou-se com lentidão e sustentou-se por cima do corpo menor que o encarava com uma nítida animação, seus olhos pequenos estavam dilatados como os de um gato.

— O que papi quer fazer?

Jumpol se aproximou do rosto alheio, deu um beijo rápido em sua testa, e então em sua bochecha, alcançando seus lábios gelados pela chuva. Gun no entanto não o beijou e sim sugou seu lábio inferior, fazendo Off sorrir em resposta.

— Acabamos de nos limpar. - O maior riu e Gun abraço seu pescoço, beijando sua bochecha e sussurrando em seu ouvido:

— E daí?

— Você é imparável.

— Tem como parar de desejar você? Se você estivesse no meu lugar me entenderia. - Gun deslizou o polegar na boca de seu namorado, até que o dedo contornasse todo aquele rosto iluminado somente pela luz de um único poste próximo.

— Eu não preciso estar no seu lugar para entender você. O meu é o suficiente.

Quando Off e Gun estavam juntos, os dois pareciam retornar ao vigor de sua juventude. Todo o cansaço causado pela faculdade, pressão para planos futuros e sentimentos irregulares de insuficiência trazidos da vida adulta pareciam esvair-se com o vento, sendo substituídos por mais de dez anos de sentimentos reprimidos.

Jumpol curvou o canto de seus lábios antes de encosta-los no pescoço de Atthaphan, e por mais que aquilo fizesse seu corpo arrepiar, ele apenas inclinou sua cabeça dando liberdade para que Adulkittiporn continuasse. Mas Off tinha planos diferentes, o beijo no pescoço alheio foi seguido por um sopro com o intuito eficaz de fazer cócegas em seu pequeno.

— Papi! - Gun resmungou enquanto ria e sentia Jumpol gargalhar em seu pescoço.

— Ter... - Off encarou o rosto do menor, acariciando com o polegar enquanto suas pupilas brilhavam: - Eu desejo você, eu sempre desejo você e negar tudo isso é uma loucura. - Ele fez alguns segundos de silêncio antes de continuar: - Mas...

Gun sorriu e o interrompeu, acariciando os cabelos escuros de seu homem.

— Mas só por essa noite você quer apenas aproveitar a nossa calmaria.

Jumpol concordou com a expressão cabisbaixa e Atthaphan começou a rir por mais uma vez, puxando o mais velho para um abraço apertado.

Então naquela noite, eles apenas aproveitaram a companhia um do outro. Enquanto a chuva batia com força no vidro, os dois jogavam conversa fora, se deliciando com a simplicidade do momento.

Atthaphan desenhava suas iniciais na pele clara de Jumpol, com uma caneta que estava perdida dentro do carro, enquanto continuavam trocando palavras.

— Já pensou em fazer uma tatuagem, Phi?

— Já cogitei a ideia, mas não sei o que eu faria.

— Algo que goste, que signifique muito para você.

— Certo, então vou ter que replicar a sua ideia e escrever seu nome na minha pele.

Os dois riram e Atthaphan negou:
— Você considera loucura casais que tatuam algo juntos?

— Depende de qual é a tatuagem.

— Se você fosse fazer algo sobre mim o que faria?

— Uma câmera fotográfica.

Gun parou de desenhar por alguns segundos.

— Você nem pensou para responder - Expos suas covinhas - Parece já ter cogitado a ideia.

Admiração | OffGunOnde histórias criam vida. Descubra agora