CAPÍTULO 37 – UMA DECISÃO DIFÍCIL
As horas passavam voando quando ela bebia, o que explicava muita coisa, por exemplo como todos pareciam estar tão felizes durante a colheita, e as cores pareciam mais vivas e intensas, e tudo parecia simplesmente mais fácil do que era normalmente.
Sakura descobriu que amava as bebidas mágicas, que elas realmente deixavam tudo melhor, e descobriu que o seu lado bêbado não se importava com o Sasuke ter dormido com outra mulher. Estava tudo bem. Na verdade, chegava até mesmo ser um alívio.
Desde que chegou em Konoha e descobriu a existência do sobrenatural, e que inclusive ela mesma era parte desse mundo, não tinha tido uma única noite de paz, e o motivo infelizmente não era seu cargo como grande bruxa do norte, ou o fato da sua avo ter escolhido lhe abandonar, ou nem mesmo o alfa que queria sua cabeça. Sakura conseguia lidar com tudo isso. O que ela não lidava, entretanto, era com o Sasuke.
Desde que o olhou pela primeira vez, era como se um pedacinho dele ficasse alojado dentro de sua cabeça, não importava o que ela estivesse fazendo ou o quanto tentava ignorar. E depois que se beijaram, Sakura dormia e acordava pensando no Uchiha, isso quando não sonhava com ele, o que era muito irritante.
Ela nunca tinha se sentido assim nem mesmo com seus namorados, mas lá estava ela basicamente de quatro por um homem que se recusava a transar com sua pessoa.
Onde já se viu? Se recusar a transar justamente com ela? Não era se achando, mas Sakura sabia ser extremamente boa na cama.
Não que isso mudasse alguma coisa. Mesmo parecendo querer, Sasuke se recusava a transar, e ela não entendia o motivo até vê-lo com outra mulher. Não que ela tivesse visto, porém, dois mais dois são sempre quatro.
Talvez aquela ruiva exótica fosse sua namorada, o que explicava o desinteresse do Sasuke em seu corpo desprovido de roupa.
E isso era de certo modo um alivio.
Sakura não gostava de pensar tanto em alguém, de querer tanto algo que se tornava difícil respirar, e definitivamente não gostava do fato dos seus sentimentos não serem correspondidos. Não que houvessem sentimentos, era só desejo.
E agora que ela tinha certeza de que ele não a queria, se tornava muito mais fácil escolher alguém para dividir sua cama. Ou uma tenda.
O que era um alívio.
Se tinha algo que ela gostava, era sexo.
Definitivamente era uma das melhores coisas da vida, logo depois da casa magica que providenciava tudo o que ela quisesse. E da sua conta bancária cheia de dinheiro.
Sexo, quando bem feito, podia ser incrível em todos os sentidos da palavra, e se tinha algo que podia lhe ajudar quando estivesse estressada, seria um bom orgasmo.
E ela estava estressada.
Não no momento, óbvio, pois no momento Sakura sentia como se estivesse caminhado entre a nuvens. A grama estava tão macia, a música suave, seu vestido parecia flutuar conforme ela andava. O terceiro dia estava muito melhor do que os outros, provavelmente por causa da bebida e da comida.
Por algumas horas, não parecia existir nenhuma preocupação. Tudo bem que ela era uma bruxa inútil, afinal, viveu na ignorância durante toda a sua vida. Ninguém podia culpa-la por não saber tudo de cara. Tudo bem que um alfa queria arrancar sua cabeça, afinal, Sakura sempre fez muitos inimigos no decorrer da sua vida. Alguns antigos namorados queriam sua cabeça, alguns policiais também a queriam, contrabandistas colocaram uma recompensa pela sua captura, viva ou morta, e agora um alfa também queria lhe matar. Tudo bem, fazer o que? Se morresse para ele, pelo menos seria de um modo interessante. Quantas pessoas podia dizer que tiveram sua garganta aberta por um lobisomem errante?
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Alphas
FantasySakura Haruno estava acostumada a se meter em encrenca - afinal, havia crescido em um orfanato -, porém, essa era de longe a pior situação que ela já havia se metido. Sem emprego há duas semanas, sua conta no banco estava completamente zerada, contr...
