— Merda, merda merda!
Toda a minha cintura latejava em dor, o meu corpo tremia em desespero por mim. Corri até o banheiro da escola e baixei as calças, puxei quase todo o papel higiênico e enfiei dentro da minha calcinha. Deveria acontecer assim? Era normal? Ninguém sequer me alertou sobre isso.
— Cacete. — Comecei a chorar, o meu corpo estava expelindo lágrimas contra minha vontade. — Puta merda. Puta merda!
Retirei o monte de papel completamente ensanguentado e enfiei mais, o sangue escorria pelas minhas pernas direto no chão formando uma pequena poça. Acabou. Eu senti que acabou.
— N-não. Não. — Sussurrei limpando as lágrimas, de repente uma explosão de fora do prédio me fez pular no lugar.
Saí do banheiro levemente tonta pela perda de sangue repentina, a dor ainda estava presente no meu corpo, ficava cada vez mais difícil de andar. Quando saí do banheiro uma mulher passou correndo por mim e desapareceu no corredor, de repente um grupo de estudantes passou, e uma coisa os atacou bem na minha frente, começou a arrancar suas peles e sangue jorrou para todo lado.
Corri de volta para o banheiro e tranquei a porta, havia uma janela no fim do cômodo, peguei impulso e saltei para fora. Diversas pessoas passavam correndo de um lado para o outro tropeçando e gritando, não sabia se era delírio pela perda de sangue ou se realmente estava acontecendo.
Corri até o estacionamento e quebrei o vidro de uma van velha, abri o porta-luvas em baixo do volante e usei os cabos para fazer ligação direta. Assim que a van ligou pisei no acelerador e dirigi direto para a cidade, meu corpo estava cansado e os olhos quase fechando, eu estava pálida e desidratada. Foi assim que tudo começou.
20 anos depois...
O mundo mudou, a terra foi consumida por um fungo mortal, uma doença que ataque diretamente o corpo humano transformando-os em infectados. São quase mortos-vivos, aquele tipo que se vê nos filmes.
— Lori. É seu turno. — Gwen apontou, olhei o relógio e pulei da cadeira.
Fui até a despensa pegar alguns alimentos, coloquei uma maçã, feijão enlatado, arroz e algumas batatas. Alcancei uma garrafa de água e coloquei sobre a bandeja, segui o corredor como em todas as vezes em que o patrulhei com meu fuzil pendurado em minhas costas como uma mochila.
— Dia longo? — Cumprimentei Maddie, ela riu e abriu a porta.
— Você nem imagina. — Me respondeu, entrei no cômodo e coloquei a bandeja no chão.
— E aí garota, sonhou com o que hoje? — Perguntei, ela chutou a bandeja emburrada. — Já vi que não foi bom.
— Você sempre trás maçã, eu odeio. — Resmungou, sorri e peguei a maçã da bandeja, dei uma mordida generosa.
— Eu sei. É pra mim, apesar se que você precisa comer frutas. — Respondi ainda mastigando, ela soltou uma risada e sentou perto da bandeja.
— Você não é minha mãe.
— Tem razão pirralha, sou só um meio de você se alimentar. — Sentei ao lado da porta, encarei suas algemas e o ambiente nada confortável no qual à coloraram.
— Quando eu vou sair?
— Quando a Marlene quiser que saia. — Fui direta e abocanhei a maçã, ela encarou o chão indignada.
— Eu não entendo porque estão fazendo isso, vão me procurar sabia? Eu to falando sério! — Dizia com seriedade, meu olhar estava distante, focado nas nuvens cinzas vistas do céu através da janela. — Ei! Melorie!
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A ÚLTIMA, The Last Of Us
Fanfiction༄ The Last Of Us ❝ Ela enfrentou um grande trauma no início de tudo, vinte anos depois se junta ao exército rebelde com objetivo de trazer mudança e justiça para o que restou da humanidade. Mas uma garotinha mal educada e seu velho protetor irão...
